Parada

Ex-meia do Bangu, Palmeiras e Botafogo
Parada, o Antônio Parada Neto, morreu no dia 21 de novembro de 2018, aos 79 anos, em sua casa, no bairro do Bom Retiro, em São Paulo. Nos últimos anos de sua vida, o ex-jogador tinha muita dificuldade de locomoção e vivia de "bicos" no tradicional bairro paulistano.
 
A Ferroviária divulgou uma nota acerca da morte de Parada, que segue abaixo:
 
"A Ferroviária lamenta e externa os mais profundos sentimentos aos amigos e familiares do ex-atleta". 

Parada jogou no Palmeiras, na Ferroviária de Araraquara (SP), no Bangu, no Botafogo (RJ), no Corinthians e na Seleção Brasileira de 66.

Ele defendeu o Verdão entre 1957 e 1960, atuou em 71 jogos (40 vitórias, 15 empates, 16 derrotas) e anotou 19 gols, números que estão no "Almanaque do Palmeiras", de Celso Dario Unzelte e Mário Sérgio Venditti.

Em sua rápida passagem pelo Corinthians, em 1968, parada atuou em apenas três partidas (2 vitórias e 1 derrota) e não marcou nenhum gol (fonte: Almanaque do Corinthians - Celso Unzelte).

Em 1966, pressionados pelos clubes que queriam seus atletas na seleção, a comissão técnica e o treinador Vicente Feola convocaram 47 jogadores para um período de treinamento nas cidades de Serra Negra-SP e de Caxambu-MG antes da Copa da Inglaterra.

Em razão do elevado número de jogadores formaram-se quatro times (branco, azul, verde e grená) e decidiu-se que os cortes seriam feitos antes da Seleção Brasileira viajar para a Europa.

Parada foi um dos 25 jogadores cortados e não pôde participar do Copa do Mundo de 66.


CONVOCADOS

Os 47 jogadores convocados, devido a forte pressão dos dirigentes dos clubes, para o período de treinamento em Serra Negra-SP e Caxambu-MG como preparação para a Copa de 66, na Inglaterra, foram: Fábio - São Paulo, Gylmar - Santos, Manga - Botafogo, Ubirajara Mota - Bangu e Valdir - Palmeiras (goleiros); Carlos Alberto Torres - Santos, Djalma Santos - Palmeiras, Fidélis - Bangu, Murilo - Flamengo, Édson Cegonha - Corinthians, Paulo Henrique - Flamengo e Rildo - Botafogo (laterais); Altair - Fluminense, Bellini - São Paulo, Brito - Vasco, Ditão - Flamengo, Djalma Dias - Palmeiras, Fontana - Vasco, Leônidas - América/RJ, Orlando Peçanha - Santos e Roberto Dias - São Paulo (zagueiros); Denílson - Fluminense, Dino Sani - Corinthians, Dudu - Palmeiras, Edu - Santos, Fefeu - São Paulo, Gérson - Botafogo, Lima - Santos, Oldair - Vasco e Zito - Santos (apoiadores); Alcindo - Grêmio, Amarildo - Milan, Célio - Vasco, Flávio - Corinthians, Garrincha - Corinthians, Ivair - Portuguesa de Desportos, Jair da Costa - Inter de Milão, Jairzinho - Botafogo, Nado-Náutico, Parada - Botafogo, Paraná - São Paulo, Paulo Borges - Bangu, Pelé - Santos, Servílio - Palmeiras, Rinaldo - Palmeiras, Silva - Flamengo e Tostão ? Cruzeiro (atacantes).
Dos 47 convocados por Vicente Feola, para esse infeliz período de treinamentos, acabaram viajando para a Inglaterra os seguintes 22 "sobreviventes": Gylmar e Manga (goleiros); Djalma Santos, Fidélis, Paulo Henrique e Rildo (laterais); Bellini, Altair, Brito e Orlando Peçanha (zagueiros); Denílson, Lima, Gérson e Zito (apoiadores); Garrincha, Edu, Alcindo, Pelé, Jairzinho, Silva, Tostão e Paraná (atacantes).
 
Abaixo, confira um belíssimo histórico da carreira de Parada, publicado pelo blog Tardes de Pacaembu (CLIQUE AQUI E CONHEÇA):

Parada… um funileiro em Moça Bonita

Entre carrocerias desmontadas, martelos, lixas, massas, solventes e tintas, o jovem Toninho parecia perder o rumo do trabalho quando imaginava seu nome ovacionado nos grandes estádios.

Nas dias de folga esquecia o macacão manchado de óleo. Saia de casa cedo e encontrava os amigos para jogar nos inúmeros campos de várzea do bairro do Bom Retiro.

Aos 16 anos de idade era um fiapo de gente que mal pesava 58 quilos. Mesmo com tanta intimidade no trato com a bola, Toninho não esperava ir tão longe!

Antônio Parada Neto, que um dia foi chamado de “Pelé branco”, nasceu na cidade de Araraquara (SP), no dia 20 de fevereiro de 1939.

Em 1955 tomou coragem e partiu para uma experiência que certamente lhe custaria o emprego. Incentivado por um amigo carioca, Toninho aventurou-se para um período de testes no Fluminense, quando foi avaliado por um período de 40 dias.

Sem sucesso nas Laranjeiras, Toninho retornou para o seu ofício de funileiro, em outra oficina é claro. Algum tempo depois conseguiu ser aprovado nos quadros amadores do Clube Atlético Ypiranga.

Centroavante de origem, ora ou outra sentia os efeitos das divididas e dos solavancos dos becões, que tentavam brecar seu talento de qualquer maneira.

Quando o juvenil do Ypiranga goleou o Palmeiras por 6×3 dentro do Parque Antártica, os homens do alviverde logo perceberam que precisavam ter um garoto assim em suas fileiras.

No Palmeiras, Parada foi aproveitado inicialmente no quadro de Aspirantes. Mas, sua promissora ascensão foi interrompida pelo serviço militar.

Parada participou da Seleção Brasileira Militar que venceu o Sul-Americano da categoria em 1959. A forte linha ofensiva era formada por Bataglia, Parada, Pelé, Lorico ou Ariston e Parobé.

Retornando ao Parque Antártica, Parada assinou seu primeiro compromisso profissional. O Palmeiras, campeão paulista de 1959, contava um elenco muito forte e dessa forma Parada teve poucas chances de ser efetivado como titular.

No início de 1961, seu nome foi disponibilizado ao lado do companheiro Ismael como parte do pagamento pelo passe do goleiro da Ferroviária, Florisvaldo Rosan.

Parada atuou pelo alviverde no período compreendido entre 1957 e 1960. Ao todo, foram 71 partidas com 40 vitórias, 15 empates, 16 derrotas e 19 gols marcados.

Os números foram publicados no Almanaque do Palmeiras, dos autores Celso Dario Unzelte e Mário Sérgio Venditti.

Depois de duas temporadas de muito sucesso em Araraquara, Parada recebeu uma visita inesperada em sua casa. Era o famoso dirigente do Bangu Atlético Clube, Castor Gonçalves de Andrade e Silva.

Quem indicou Parada para Castor de Andrade foi o técnico Elba de Pádua Lima, o Tim, que também tinha firmado compromisso com o time de Moça Bonita.

Com tudo acertado, Castor abriu sua pasta e entregou 50 mil cruzeiros nas mãos de Parada. O dinheiro era mais do que suficiente para providenciar uma mudança de “mala e cuia” para o Rio de Janeiro.

Parada foi um dos grandes nomes do ataque alvirrubro naquela primeira metade dos anos sessenta.

Participou da ótima equipe que ficou na terceira colocação do campeonato estadual de 1963, depois de liderar praticamente todo o certame e perder o título somente nas últimas rodadas.

Em 1964 foi campeão do Torneio Início e vice campeão carioca, posição que também foi repetida na edição de 1965.

No ano seguinte, quando o Bangu foi campeão carioca de 1966, Parada já não estava mais no elenco. Vendido ao Botafogo de Futebol e Regatas por 150 milhões de cruzeiros, o jogador teve que abrir mão dos 15% que teria direito na transação.

Jogando pelo time da “Estrela Solitária”, Parada foi campeão e artilheiro do Torneio Rio-São Paulo com 8 gols marcados.

*Com empate na pontuação e falta de calendário para um quadrangular final, o título foi dividido entre Botafogo, Vasco da Gama, Corinthians e Santos.

Ainda em 1966, Parada esteve entre os convocados para o período de preparação visando o mundial da Inglaterra.

Em 1967 Parada voltou ao futebol paulista para defender o Guarani Futebol Clube. Parada não ficou por muito tempo em Campinas e logo voltou aos gramados cariocas para uma segunda passagem, apenas discreta, pelo mesmo Bangu.

Do Bangu foi novamente para o Botafogo e fez parte do elenco campeão carioca de 1968. Negociado com Sport Club Corinthians Paulista, Parada não se deu bem no Parque São Jorge.

Foram apenas 3 partidas disputadas com 2 vitórias, 1 derrota e nenhum gol marcado. Os números foram publicados pelo Almanaque do Corinthians, de autoria de Celso Dario Unzelte.

Mais uma vez no Bangu em 1969, Parada percebeu que sua melhor fase no futebol carioca já tinha passado.

Em 1970 foi parar no Amazonas. Primeiramente jogou pelo Nacional Fast Clube e depois pelo Atlético Rio Negro Clube, onde encerrou sua carreira em 1975 com uma grave contusão no joelho.
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Pelo Palmeiras:

Parada jogou no Verdão entre 1957 e 1960, atuou em 71 jogos (40 vitórias, 15 empates, 16 derrotas) e anotou 19 gols, números que estão no "Almanaque do Palmeiras", de Celso Dario Unzelte e Mário Sérgio Venditti.

Pelo Corinthians:

Em sua rápida passagem pelo Corinthians, em 1968, parada atuou em apenas três partidas (2 vitórias e 1 derrota) e não marcou nenhum gol (fonte: Almanaque do Corinthians - Celso Unzelte).

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