Jô Soares

Apresentador, humorista, diretor e escritor
por Marcos Júnior Micheletti
 
José Eugênio Soares, o Jô Soares, um dos nomes mais conhecidos da televisão brasileira, nasceu no Rio de Janeiro em 16 de janeiro de 1938, e atualmente apresenta o "Programa do Jô", de segunda à sexta-feira pela Rede Globo e também pela Rádio CBN.
 
Sobrinho do ex-treinador de basquete Kanela (aqui sua página na seção "Que Fim Levou?)" Jô Soares estudou no tradicional Colégio São Bento no Rio de Janeiro e no Lycée Jaccard, em Lausanne, na Suíça, época em que tinha como objetivo ser diplomata, mas a criatividade com textos, humor e interpretação, o encaminharam à carreira artística e literária.
 
Poliglota (fala fluentemente inglês, francês, Italiano, espanhol e alemão), seu primeiro grande destaque na televisão foi na Família Trapo, atração humorística exibida pela Rede Record da década de 60, onde trabalhava como roteirista e ator, no papel do mordomo Gordon.
 
Ingressou na Rede Globo em 1970, primeiro no programa "Faça Humor, Não Faça a Guerra" e depois no "Satyricon", para em 1976 protagonizar o "Planeta dos Homens", embrião do "Viva o Gordo", onde interpretava diversos personagens, dentre eles "Gardelon", "Zé da Galera", "Sebastião, de codinome Pierre", "Capitão Gay" e "Irmão Carmelo", entre outros.
 
Em 1988 ingressa no SBT a convite de Silvio Santos, onde além de um programa humorístico, passa a apresentar seu "talk-show", o "Jô Soares Onze e Meia".
 
O humorístico ficou no ar por algum tempo, e depois Jô dedicou-se somente ao programa de entrevistas, contando com a participação de uma banda, o "Quinteto Onze e Meia", que depois tornou-se o "Sexteto do Jô". Dentre os músicos, o trompetista Derico foi o que mais se notabilizou no início, sendo chamado pelo apresentador como "Assessor de Assuntos Aleatórios".
Regressou à Globo em 2000, contando com uma estrutura invejável de produção na atração agora chamada "Programa do Jô". No primeiro programa pela emissora carioca, seu entrevistado foi o presidente das Organizações Globo, o jornalista Roberto Marinho.
 
Paralelamente à carreira na tevê, Jô Soares fez muito sucesso como escritor, mais notadamente com os livros "O Xangô de Baker Street" e "O Homem que matou Getúlio Vargas", "Xangô de Baker Street" ganhou uma versão para o cinema, com direção de Miguel Faria Júnior.
 
Torcedor fanático do Fluminense, Jô Soares participou de dezenas de filmes, entre 1954 e 2004, com destaque para "Pluft, o Fantasminha", "O Homem do Sputinik" e "Sábado", entre outros.
No teatro, Jô levou espetáculos solo por todo o Brasil, utilizando-se apenas de um banquinho, à exemplo de outros humoristas, como José Vasconcelos e Chico Anísio.
 
Também na área teatral, dirigiu diversas peças, incluindo uma que estreou em 2012, "Atreva-se", sátira aos chamados "Filmes B" de suspense norte- americanos.
 
Na vida pessoal, Jô Soares teve três casamentos. O primeiro com a atriz Teresa Austregésilo, com quem teve seu único filho, Rafael Soares, que nasceu em 1964. O relacionamento com Teresa durou entre 1959 e 1979. Entre 1980 e 1983 foi casado com a também atriz Silvia Bandeira e entre 1987 e 1998 com a
designer gráfica Flávia Junqueira Pedras Soares.
 
Em 25 de julho de 2014, aos 76 anos, foi internado no hospital Sirio Libanês, em São Paulo, com pneumonia. Recuperado, após 22 dias hospitalizado, retomou suas atividades à frente do "Programa do Jô", na Globo, atração que perdurou até 2016 na Globo.
 
Seu único filho, Rafael, morreu em 31 de outubro de 2014, vítima de um tumor cerebral. 
 
Jô Soares é membro da Academia Paulista de Letras desde 4 de agosto de 2016, quando passou a ocupar a vaga de número 33, que pertencia a Francisco Marins.
 
Em 21 de maio de 2018 o canal Fox Sports anunciou Jô Soares para comandar um programa de debates com treinadores de futebol durante a Copa da Rússia, o "Debate Final".

Abaixo, vídeo com Jô Soares interpretando o "Zé da Galera", personagem que cobrava do então técnico da Seleção Brasileira, Telê Santana, a utilização de pontas no time:

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