O austríaco Gerhard Berger, natural da cidade de Wörgl, na região do Tirol, onde nasceu em 27 de agosto de 1959, foi o terceiro melhor ranqueado entre os pilotos austríacos, atrás somente do tricampeão Niki Lauda (1949-2019) e do campeão póstumo Jochen Rindt (1942-1970). Ainda assim, venceu mais corridas que Rindt (dez contra seis). Lauda foi o maior vencedor, com 25.
Com dez vitórias e 12 poles na Fórmula 1, Berger teve como melhores temporadas as de 1988 e 1994, ambas com Ferrari, quando terminou em terceiro lugar.
Gerhard Berger é pai de quatro filhos, sendo dois do primeiro matrimônio, com a modelo portuguesa Ana Corvo (Heidi e Sara Maria) e dois do segundo, com Helene (Ella e Johann).
Antes de chegar à Fórmula 1, Berger teve uma ligação muito próxima à alemã BMW, incluindo competições com carros de turismo da montadora da Bavária.
Uma boa temporada na Fórmula 3 rendeu o primeiro contrato com a Fórmula 1, justamente em uma equipe impulsionada por motor BMW, a ATS, em 1984. A estreia foi "em casa", no GP da Áustria, em Zeltweg.
E aqui, sobre sua primeira corrida na Fórmula 1, vale uma curiosidade, pois embora tenha terminado em sexto lugar, o ponto não lhe foi computado, pois sua equipe não havia inscrito seu carro para a disputa do Mundial.
Os primeiros ponto viriam somente na penúltima etapa da temporada seguinte, a de 1985, então pela Arrows-BMW, com o quinto lugar no GP da África do Sul e na prova seguinte, o GP da Austrália, quando foi o sexto colocado.
Em 1986, seguindo sua parceria coma a BMW, mas agora pela equipe Benetton, depois de pontuar nos dois primeiros GPs da temporada (Brasil e Espanha, ambos em sexto lugar), subiu pela primeira vez ao pódio, no GP de San Marin, após ter largado em nono.
O motor BMW era muito forte mas tinha baixa confiabilidade, por isso teve diversas quebras ao longo do ano, mas ainda assim chegou à priimeira vitória, no GP do México, no Autódromo Hermanos Rodríguez, após largar em quarto, tendo ao seu lado no pódio o francês Alain Prost (McLaren-TAG Porsche) e o brasileiro Ayrton Senna (1960-1994), com Lotus-Renault.
Nome dos mais promissores daquela metada dos anos 80, Gerhard Berger chamou atenção da cúpula de Maranello, e ele foi contratado pela Ferrari, onde teve duas passagens: a primeira, entre 1987 e 1989, com quatro vitórias nesta primeira estada.
ACIDENTE EM IMOLA
Durante o GP de San Marino de 1989, Berger sofreu um sério acidente em Imola, quando sua Ferrari perdeu o aerofólio traseiro e ele bateu na temida Tamburello, a mesma em que Senna perderia sua vida cinco anos depois. Com o impacto, o carro de Berger imediatamente se incendiou, mas ele conseguiu sair do cockpit com poucos ferimentos, graças à pronta ação dos fiscais de pista, que debelaram as chamas rapidamente.
Em 1990 formou dupla com Ayrton Senna na McLaren-Honda, mas foi um coadjuvante do brasileiro, e também seu escudeiro em diversas corridas, embora tenha subido ao pódio em sete oportunidades, mas sem vencer nenhuma corrida.
Seguiu na McLaren-Honda em 1991, vencendo o GP do Japão (Senna permitiu que ele o ultrapassasse na volta final) e em 1992, na mesma equipe, ganhou os GPs do Canadá e da Austrália.
Deixou a Mclaren-Honda ao término do ano de 1992 e retornou à Ferrari, onde permaneceu até 1994, com uma única vitória, no GP da Alemanha de 1994.
Seus dois últimos anos na Fórmula 1 foram em 1996 e 1997, quando a equipe italiana utilizava motores Renault. Venceu uma única vez pela equipe chefiada por Flávio Briatore: o GP da Alemanha de 1997, em Hochenheim.
APÓS DEIXAR AS PISTAS
Ao se aposentar como piloto da Fórmula 1, Gerhard Berger seguiu ligado à categoria, sendo responsável pelo retorno de sua velha parceira, a BMW, à elite do automobilismo mundial,
Foi dono de metada da equipe Toro Rosso (antes Minardi) a partir de 2006, e já no ano posterior venceu seu primeiro GP, dos Estados Unidos, no misto de Indianápolis, com o alemão Sebastian Vettel, aliás, primeira vitória daquele que seria tetracampeão na F1.
Depois, seguiu ligado às pistas, como dirigente do DTM (Deutsche Tourenwagen Masters)
Mais uma vez, Grazie, signori Carsughi!
Durante um "Notas do Carsughi", na redação do Portal Terceiro TempoF1: Mundial chega em Monza com Norris embalado e Antonelli com boa vantagem para Russell
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