
Espaço mais democrático do futebol brasileiro, a geral do Maracanã ficou conhecida por reunir torcedores dos grandes clube cariocas sempre com alegria. Era o local onde personagens fantasiados expunham seu amor ou indignação de forma criativa, onde a violência sempre passou longe, o cantinho do maior estádio do mundo que as TVS procuravam para ilustrar suas transmissões e quebrar o tédio durante os jogos chatos. E olha que mal dava para se ver o jogo de lá. Infelizmente, a geral sucumbiu à modernidade. E, em 2005, começou a ser destruída para que ganhasse corpo o processo de modernização do maraca. Seus 30 mil lugares foram reduzidos para 18 mil, de cadeiras.
A medida fez parte do novo conjunto de leis imposto pela Fifa segundo o qual ninguém pode assistir a jogos de futebol em pé. Assim, nunca mais serão vistas figuras travestidas no maior do mundo de Lula, Bin Laden, Superman, Capitão Aranha e outros tantos.
Hoje, o Maracanã tem capacidade para 90 mil pessoas. Embora lindo e confortável, perdeu o folclore dos geraldinos. É o futebol cada vez mais elitizado.
Por Marcelo Rozenberg
Olhos no retrovisor: A única vitória de Mauricio Gugelmin na Fórmula Indy
Achados & Perdidos: Há 60 anos, a última vez que Garrincha e Pelé jogaram juntos oficialmente pela Seleção
Saudade: Há quatro anos morria Adnan, ex-meia do Corinthians e Juventus
Achados & Perdidos: Há 12 anos a Alemanha vencia a Copa do Mundo derrotando a Argentina
Saudade: Há dois anos morria Tobias, ex-goleiro campeão paulista de 1977 pelo Corinthians
Uma foto, uma história! Encontro de Leão e Rodolfo Rodrigues no 'Clássico da Saudade'
Achados & Perdidos: Nos 252 anos de Campinas, veja grandes momentos do Guarani e da Ponte Preta
Saudade: Há cinco anos morria Alberto Dualib, ex-presidente do Corinthians
Saudade: Há dois anos morria Modesto Roma Júnior, ex-presidente do Santos Futebol Clube
'Mostramos que temos potencial', avalia Derani após as 6 Horas de São Paulo