Elias Pássaro

Ex-massagista e enfermeiro do Juventus
por Sérgio Quintella
 
O histórico massagista, enfermeiro e farmacêutico Elias Pássaro morreu na madrugada do dia 26 de janeiro de 2016, aos 87 anos, em sua residência, no bairro da Mooca, zona leste de São Paulo.
 
Nascido na Mooca em 8 de julho de 1928, Elias foi funcionário do Clube Atlético Juventus de 1953 a 2002, quando, depois da morte da mulher Aida Pássaro, começou a trabalhar na enfermaria do estádio Conde Rodolfo Crespi.

Depois, "Seu" Elias se casou novamente. Dividia uma "bella" casa no bairro de origem com Eunice Leite Vilela Pássaro e com a filha dela, Andréa, e com a "netinha" Geovana.
 
Da união com Aida, teve dois filhos, um deles falecido.

Dos 49 anos como massagista da escuderia grená, Elias Pássaro tinha muita história para contar. Aliás, tudo documentado. "Tenho mais de 50 álbuns de fotos e recortes de jornais durante a minha vida ao lado do Moleque Travesso", dizia Elias. Questionado se podia contabilizar quantas massagens fez ao longo dos anos, ele afirmava: "Se eu for falar, vão achar que é mentira, mas foram mais de um milhão de massagens".
 
Durante 30 anos, Elias trabalhou no Hospital Municipal Vergueiro, na zona sul de São Paulo. "De dia era massagista no Juventus; de noite, farmacêutico no hospital", relatava. Além disso, foi, por 10 anos, profissional de massagem, aos sábados, no "Máquinas Piratininga", time de várzea da região.

Gol de Pelé

Um dos casos mais conhecidos da história do Juventus é o gol do Pelé. Aquele 2 de agosto de 1959 entrou para a história. O próprio "Rei do Futebol" admitiu ter feito, em Mão de Onça, o goleiro grená, o gol mais bonito de sua carreira. Cercada por mentiras e suposições, a "lenda" é potencializada pelo exacerbado número de pessoas que afirmam ter presenciado a partida. Um deles era o próprio Elias Pássaro. Nesse dia, o Juventus ficou com um atleta a menos, já que o lateral-esquerdo Pando se machucou e teve que ser levado para o hospital. Há quem diga que Elias Pássaro foi junto para acompanhar o atleta, o que, certamente, o impediria de assistir ao final da partida, vencida pelo Santos por 4 a 0. "Isso é mentira. É claro que eu estava lá. Foi o gol mais bonito que eu vi na vida. Aliás, Pelé foi o melhor jogador a ter pisado no gramado da rua Javari", desabafou certa vez Elias.

Do lado do Juventus, Elias Pássaro destacava ótimos jogadores: "Tem o Buzone, o Julinho Botelho, o Rodrigues Tatu e o Milton Buzzetto, que jogava até com a perna sangrando. Mas o melhor de todos foi o Clóvis. Ah, como ele jogava. Era o mais disciplinado. Parecia um maestro regendo um concerto", relatava Elias.

No gol, o eterno massagista destacava: Picasso, Claudinei, Mão de Onça, Oberdan Catani, Roberto, Robertinho e Cabeção. "O Juventus sempre teve bons goleiros. Aliás, sempre teve grandes times. Ao contrário de hoje, quando só aparece perna de pau", finalizou Elias Pássaro, em entrevista ao Terceiro Tempo.
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