por Marcelo Rozenberg
O ex-árbitro Edílson Pereira de Carvalho nasceu em Jacareí, no Vale do Paraíba, em 1960. Desde pequeno foi um apaixonado por futebol.
Torcia fervorosamente pelo Corinthians até o dia em que fez o curso de arbitragem da Federação Paulista de Futebol. Suas boas atuações o levaram ao quadro da Fifa.
No entanto, sua carreira foi interrompida em 2005 quando, em meio à disputa do Campeonato Brasileiro, a revista Veja publicou uma matéria denunciando sua participação em esquema de compra de árbitros destinado à fabricação de resultados que favoreceria apostadores de loterias clandestinas via Internet.
Edílson foi afastado e teve seu registro de árbitro suspenso para sempre. Foi condenado com base nos artigos 242 e 275 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que prevêem punição a quem dá ou promete vantagem indevida influenciando resultados e age de forma atentatória à dignidade do esporte. Onze partidas apitadas por ele naquele Brasileirão foram refeitas por decisão do STJD da CBF, manchando a competição e o próprio título conquistado pelo Corinthians. Atualmente, vive recluso em Jacareí. Sem renda definida, foi obrigado a vender vários objetos para sobreviver, muitos deles ligados à arbitragem. Também não se envergonha em cobrar para conceder entrevistas.
Essa não foi primeira notícia negativa da qual foi personagem principal. Em 2003, já havia sido acusado de apresentar à Federação Paulista de Futebol um diploma falso de conclusão do ensino médio, obrigatório para que se exerça a função de árbitro no Brasil.
Depois de tudo o que passou, escreveu um livro chamado "Cartão Vermelho", no qual esmiúça os bastidores do futebol e concede sua versão sobre o que ocorreu em 2005. Explica que só aceitou receber dinheiro do empresário Nagib Fayad para manipular resultados por estar em situação financeira deplorável.
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