Dércio Gil

Ex-zagueiro do Palmeiras e Juventus
Texto enviado por Marcelo Bento de Oliveira
 
Dércio Gil nasceu no dia 10 de setembro de 1938 no bairro da Mooca, sem dúvida, um pedacinho da Itália em São Paulo. Atualmente reside na cidade de São Bernardo do Campo-SP.

Já, na tenra idade, jogava futebol pelas ruas do bairro e, também, nos campos de "várzea" das redondezas e de outros tantos bairros circunvizinhos. Porem, sua carreira teve inicio, em campeonatos da Federação Paulista de Futebol, no ano de 1953 quando, adotando o nome futebolístico de Gil, defendeu a Portuguesa de Desportos na categoria Infantil, sagrando-se campeão invicto daquele ano.

No ano seguinte, transferiu-se para o Clube Atlético Juventus (Moleque Travesso da Mooca), onde permaneceu até o final do ano de 1956, formando parelha de zaga com Ditão (Corinthians) chegando atuar no time titular e profissional desse clube. Nessa época, estando com o gramado de seu estádio em reformas, a S.E. Palmeiras, passou a treinar na rua Javari, em confronto com as equipes do Juventus.

Tendo agradado aos dirigentes do Palmeiras, para lá se transferiu, no início do ano de 1957. Disputou campeonatos oficiais da FPF nos anos de 57, 58, 59 e 60 (parcialmente). Obteve títulos em todas as categorias desde Misto (profissional), Aspirante e Extra-amador, Torneios Início e Roberto Ugolini, Bi-aspirante, bi-extra amador, etc.

Todavia, no inicio do ano 1960, foi convocado para defender a Seleção Olímpica do Brasil para a disputa do torneio Pré-olímpico em Lima/Peru e que qualificaria três equipes, para a disputa dos Jogos Olímpicos a ser realizado em Roma (Itália) naquele mesmo ano. O Brasil ficou entre os classificados.

Na volta desse torneio, contudo, por não aceitar as condições oferecidas pelo Palmeiras, assim como, sem conseguir o seu atestado liberatório, apesar de ser pretendido por vários clubes de São Paulo e Rio de Janeiro, resolveu terminar sua carreira de futebolista e, como isso, foi convidado para se empregar na empresa Volkswagen do Brasil, em São Bernardo do Campo.

Naquela ocasião (junho/1960) jogando pelo seu novo clube (disputante de uma das séries da 2ª divisão), sofreu forte distensão muscular. Ocorre, porem, no dia 16 daquele ano, a CBD soltou a lista dos convocados para formar a seleção que iria para a Italia na disputa dos Jogos Olímpicos de 1960. O técnico, Vicente Feola, colocou o nome de GIL entre os jogadores convocados e a empresa Volkswagen o liberou para atender aquele chamado para os treinamentos que seriam efetuados no Rio de Janeiro, até o momento do embarque, ou seja, entre o mês de agosto e setembro de 1960.

Tendo se apresentado, ainda, contundido procurou o técnico Feola para informar-lhe a respeito e, como tal, aguardar qual seriam as providências que ele iria adotar. Porém, a resposta foi breve e incisiva, pois,  Feola afirmou que ele não precisaria preocupar-se uma vez que ele o conhecia dos campeonatos disputados em São Paulo e, com isso, sabia de  suas qualidades, como jogador e como pessoa. Quando saiu a lista definitiva o nome de Gil constava da mesma.

Como reconhecimento da gentileza, ofertada pela empresa Volkswagen, liberando-o em pleno prazo experimental, Gil posou para fotos de jornais envergando a camisa do clube da Via Anchieta e como convocado pela seleção brasileira olímpica. Gil formou em equipes da S.E. Palmeiras, ao lado de craques consagrados, tais como, Waldemar Fiume, Dema, Julio Botelho, Fernando Puglia, Romero, Vavá, Chinezinho, Ênio Andrade, Waldemar Carabina, Mazzola, Rodrigues (Tatu),  Valdir Joaquim de Moraes, Djalma Santos, Geraldo Scotto, Nivaldo, Anibal e Formiga. .Da mesma forma, teve oportunidade de trabalhar com técnicos consagrados, a saber: Alfredo Gonzales, Vicente Cambom, Gradim, Alcino Pellegrino, Aymoré Moreira, Mario Vianna, Oswaldo Brandão, Milton de Medeiros (Canhotinho).

Na seleção brasileira atuou juntamente com Roberto Dias, Gerson (Canhotinha de Ouro), China, Dari, Nonô, Ivan, Carlos Alberto, Edmar. Encerrados os Jogos Olímpicos de 1960 - ROMA; a carreira futebolísitica, tambem, estaria encerrada, pois, limitou-se à prática de jogos pelo Volkswagen Clube em divisões inferiores e/ou partidas amistosas, patrocinadas por concessionárias da marca por todo o Brasil.

Retomou também seus estudos formando-se em Direito e, por muito tempo, exerceu a advocacia em escritório próprio e como Procurador Federal junto ao INSS. Casado há mais de 50 (cinqüenta) anos com VILMA, com que tem três filhos, Marcia Denise (cirurgiã dentista, falecida aos 51 anos, em 2014), Dércio Gil Júnior (advogado e diretor da Câmara Municipal de São Bernardo do Campo) e Daniela Gil (fonoaudióloga e professora na UNIFESP). Tem um neto, Estevão (muito bom de bola, filho da mais velha Marcia), e duas netas, as gêmeas Larissa e Marina, geradas pela caçula, Daniela.

Em suas atividades, também, é membro-fundador da Igreja Batista Manancial Jardim do Mar, em São Bernardo do Campo-SP.
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Pelo Palmeiras:

Disputou sete jogos, sendo cinco vitórias e dois empates. Não marcou gols.
Fonte: Almanaque do Palmeiras, de Celso Unzelte e Mário Sérgio Venditti

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