Denílson Show

Ex-atacante do São Paulo, Bétis e Seleção Brasileira
por Marcos Júnior Micheletti
 
Denílson de Oliveira Araújo, o Denílson Show, atualmente é comentarista da Rede Bandeirantes de Televisão, participando diariamente do "Jogo Aberto", apresentado por Renata Fan. Também integra várias edições do 3º Tempo da Band, ao lado de outros comentaristas, na atração dominical apresentada por Milton Neves.
 
Denílson, que nasceu em São Bernardo do Campo, cidade do ABC paulista em 24 de agosto de 1977, começou no infantil do Esporte Clube Ouro Verde, na cidade de Diadema-SP, mais especificamente no Jardim Campanário, local onde passou sua infância.
 
Seu primeiro treinador no Ouro Verde, em 1988, foi José Batista Santos que visitou a redação do Terceiro Tempo em 17 de setembro de 2010 para nos lembrar do começo de Denílson:
 
"Ele era pequeno, não tinha camisa do tamanho dele, então a gente tinha que dobrar bastante a camisa para ele colocar por dentro do calção. Se deixasse por fora parecia um vestido. Mas mesmo "mirradinho" ele enfrentava os grandões e era difícil tirar a bola dele", lembrou o ex-treinador, que na ocasião trabalhava como marceneiro e nos finais de semana treinava os garotos do Ouro Verde.
 
Denilson iniciou sua carreira profissional pelo São Paulo, em 1994, aos 17 anos de idade.
 
Na ocasião, Denílson apareceu como um ponta-esquerda aos moldes antigos; habilidosíssimo e driblador, obrigando os adversários a recrutarem vários marcadores para tentarem evitar seus lances de linha de fundo, que invariavelmente traziam muito perigo.
 
Permaneceu no Tricolor Paulista até 1998, onde conquistou a Conmembol de 1994, o Campeonato Paulista de 1998 e a Copa dos Clubes Brasileiros Campeões Mundiais, em 1995 e 1996.
 
Estreou pela Seleção Brasileira principal em 13 de novembro de 1996, com vitória por 2 a 0 em amistoso diante de Camarões, disputado no Estádio Pinheirão, em Curitiba-PR. Os gols foram marcados por Giovanni e Djalminha.
 
Na ocasião, Denílson começou como titular do time dirigido por Zagallo, que formou com: Zetti; César Prates (André Luis), Gonçalves, Cléber e Zé Roberto; Leandro Ávilla, Doriva, Djalminha e Denílson; Oséas (Renaldo) e Giovanni.
 
Marcou seus primeiros dois primeiros gols pelo time canarinho em 26 de junho de 1997, na goleada brasileira diante do Peru, por 7 a 0, partida válida pela Copa América, no Estádio Ramón Tahuichi Aguillera, em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. O Brasil acabou campeão do torneio.
 
Em 1998 seu passe foi vendido ao Real Bétis, da Espanha, na oportunidade a maior transação do futebol brasileiro com um clube do exterior (cerca de 32 milhões de dólares).
 
Disputou a Copa da França, em 1998 e a da Coréia e do Japão, em 2002, participando da campanha vitoriosa da Seleção Brasileira, sob o comando de Luiz Felip Scolari. Na semifinal, diante da Turquia, no final do jogo que foi vencido pelo Brasil, por 1 a 0, em jogada pela direita, foi cercado por vários turcos que tentavam lhe tirar a bola.
 
No clube espanhol, onde permaneceu até 2005, Denilson conquistou três títulos: o Troféu Ramón de Carranza (1999 e 2001) e a Copa do Rey, em 2005.

Durante o tempo em que esteve no Bétis, o atacante foi emprestado ao Flamengo, para disputar a Copa João Havelange de 2000, nome dado ao Campeonato Brasileiro daquele ano, atuando em 18 partidas e marcando quatro gols. O título ficou com o Vasco da Gama, que venceu a final contra o São Caetano.

Terminado o empréstimo junto ao Flamengo, foi negociado com o Bordeaux, da França, permanecendo no clube entre 2005 e 2006.

Jogou no exterior por mais duas equipes antes de retornar ao futebol brasileiro: o Al-Nassr, da Arábia Saudita (entre 2006 e 2007) e o Dallas, dos Estados Unidos (entre 2007 e 2008).

Em 2008, finalmente retornou ao Brasil, iniciando um processo de treinamentos no Palmeiras, onde acabou por assinar contrato e disputou o Campeonato Brasileiro daquele ano, tornando-se Campeão Paulista, sob oomando de Vanderlei Luxemburgo.

Pouco aproveitado, (disputou apenas oito partidas e marcou três gols), Denílson foi dispensado do Verdão, saindo decepcionado com a diretoria do clube.

Em 2009 teve rápidas passagens pelo Itumbiara, de Goiânia e o Xi Măng Hải Phòng, do Vietnã.

Seu último clube foi o Kavala, da Grécia, onde atuou por dez partidas, em 2010.

Em junho de 2010 começou a trabalhar como comentarista na Rede Bandeirantes de Televisão, durante a Copa do Mundo. No começo de julho foi contratado pela emissora, após sua participação marcante no programa Band Mania, apresentado por Milton Neves e dividindo a bancada com os ex-jogadores Emerson e Vampeta.

É casado com a atriz Luciele di Camargo (irmã da dupla Zezé di Camargo e Luciano) desde 30 de maio de 2010. O casal aguarda o nascimento de sua primeira filha, Maria Eduarda, previsto para o mês de agosto.

Participou do programa "Deu Olé", que estreou em 16 de junho de 2012, ao lado de Felipe Andreoli e Paloma Tocci, na Band, e ficou na grade da emissora por aproximadamente um ano.
 
ABAIXO, PEÇA PUBLICITÁRIA DO "COLA CAO", DE 1998, COM A PARTICIPAÇÃO DE DENILSON, ROBERTO CARLOS E RIVALDO, EM 1998, QUANDO OS TRÊS JOGAVAM NA ESPANHA
 
 
E não é que a Renata dançou? Veja abaixo o programa "Jogo Aberto" de 15 de julho de 2011, na Rede Bandeirantes de Televisão. Denílson também deu os suas "sapateadas".
 

Em 19 de novembro de 2012, o portal UOL publicou uma matéria sobre Denílson, veja abaixo:

Denílson chora em entrevista ao falar sobre golpe que sofreu: "Recomecei do zero"

O ex-jogador do São Paulo e da seleção brasileira Denílson, atualmente comentarista da TV Bandeirantes, concedeu entrevista no último domingo ao repórter Fernando Fernandes, da mesma emissora, e se emocionou ao lembrar do golpe que sofreu de seu então empresário na transferência do São Paulo para o clube espanhol do Betis, em 1998.

Sem conseguir conter as lágrimas, o atleta afirmou que não recebeu dinheiro algum pela sua transferência, então a mais cara do futebol brasileiro, de US$ 32 milhões. Além disso, Denílson teria sido lesado também no patrimônio que acumulara até então.

"Tive que recomeçar do zero. Quase nunca fiz minha mãe chorar. Ver minha mãe chorar mexeu muito comigo", contou o ex-jogador, recordando do dia em que o golpe foi descoberto. O comentarista da Bandeirantes disse também que o tornou o caso mais doloroso foi a quebra de confiança. "Ele era meu amigo, e fez isso por dinheiro, é difícil de acreditar".

Na entrevista, veiculada no programa "Papo de Boleiro", Denílson também falou sobre os casos amorosos que teve durante a carreira, inclusive com a ex-mulher de um famoso toureiro espanhol. Atualmente casado, o ex-jogador fez questão de dizer que o envolvimento com mulheres faz parte exclusivamente do passado.

 

O UOL publicou uma matéria sobre os 40 anos de Denilson, que segue abaixo, na íntegra:

Denilson fez 40 anos, mas temos 5 motivos para achar que ele é mais jovem

O nome dele é Denilson de Oliveira, mas pode chamar de Denilson Show. Acostumado a dar show em campo, Denílson se aposentou cedo demais. Ele, que já foi o jogador mais caro do mundo, que incendiava os jogos na campanha do penta, precisou pendurar as chuteiras com apenas 33 anos por causa de problemas no joelho. Aproveitou para focar em sua nova profissão na TV, e virou um dos comentaristas mais queridos pelos mais jovens. Afinal, nem parece que ele já tem 40 anos:

1. Fala a língua da garotada

“Mano do céu, moiô de vez, tio. O pai avisou”. Denilson fala na TV como se estivesse em uma roda de amigos. Ele sabe quando é hora de mandar aquele papo sério tipo “distância entre as linhas de quatro”, principalmente quando comenta jogos ao vivo. No Jogo Aberto, ele se solta mais e usa o vocabulário da boleiragem, como na vez em que criticou o palmeirense Róger Guedes: “Estava com a calça jeans molhada. Olha a nhaca dele para marcar o cruzamento. Olha lá a tiriça dele”. E ninguém fez melhor análise sobre os discursos filosóficos do “Profeta” Hernanes do que ele: “Como é que esse maluco pegava as minas, hein, tio?”.

 

2. Conta as piadas da garotada

Denilson sempre tem alguma piada para contar, e não perde a oportunidade. Ele costumava treinar sua habilidade de humorista no final do programa Jogo Aberto. Algumas, de tão sem graça, acabam ficando mais engraçadas. Outras ele inventa na hora, de acordo com a ocasião, como esta sobre o Deivid. Além das piadas, ele é o rei dos trocadilhos. Só mesmo o Denilson para fritar hambúrguer no Jogo Aberto em homenagem ao título do Novo Hamburgo sobre o Inter…

 

3. Zoa como se estivesse no colégio

Quando seu time perde no domingo, nem dá vontade de ir pra aula na segunda. É assim que a colorada Renata Fan deve se sentir quando o Internacional dá algum vexame. Além de gastar suas piadas e trocadilhos, Denilson organiza performances teatrais para zoar a apresentadora, que àz vezes chega a chorar. A diferença do Jogo Aberto para uma sala de aula é que, na escola, Denilson correria risco de ser suspenso.

 

4. Corpinho de 20

“Muitos vão dizer que é Photoshop”, escreveu ele. Mas, na verdade, Denilson seguiu uma rotina rígida de treinos e dietas, devidamente registrada nas suas redes sociais. E o resultado foi de fazer inveja a muito jogador profissional mais novo.

 

5. Parece que foi ontem quando ele ainda jogava

Quando vemos esta foto dele ao lado de Kaká, é impossível não pensar que eles ainda poderiam estar jogando juntos. Denilson deixou o São Paulo em 1998 para se tornar o jogador mais caro do mundo na mesma época em que o jovem Kaká começava a se destacar no time. Tudo passou muito rápido desde então: o penta, a passagem pelo Flamengo, pela França, pela Arábia, pelo Palmeiras… E até hoje ninguém conseguiu fazer algo parecido com isto:

 

 

 

Abaixo, veja a brincadeira que Milton Neves fez com Denílson Show em fevereiro de 2018: 

Abaixo, leia a ótima entrevista de Denilson Show ao UOL Esporte (20/03/2018):

 

  

 

 

 

No player abaixo, ouça umas das primeiras entrevistas de Denilson a Milton Neves, em 1998:

No dia 07 de julho de 2019, Denílson e Roberto Carlos participaram do Domingo Esportivo Bandeirantes. Ouça a entrevista na íntegra:

ABAIXO, JOGADAS DE DENILSON PELA SELEÇÃO BRASILEIRA

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Pelo São Paulo:

Atuou em 187 jogos, sendo 80 vitórias, 59 empates e 48 derrotas. Marcou 26 gols.
Fonte: Almanaque do São Paulo, de Alexandre da Costa

Pela Seleção Brasileira:

Atuou em 63 jogos, sendo 44 vitórias, dez empates e oito derrotas. Marcou dez gols. Fonte: "Seleção Brasileira - 90 Anos - 1994 - 2004",  de Antonio Carlos Napoleão e Roberto Assaf.

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