Chinesinho

Ex-Internacional e Palmeiras
por Rogério Micheletti

Sidney Colônia Cunha, o Chinesinho, ótimo meia-esquerda do Inter e do Palmeiras, que foi até campeão jogando na Itália, nasceu no dia 28 de junho de 1935 em Rio Grande (RS), viveu por anos e anos na Praia Grande (SP), mas voltou para seu estado natal. No dia 16 de abril de 2011, o ex-atleta faleceu, vítima de Mal de Parkinson.
 
Em novembro de 2020 foi homenagedo pelo Sport Club Internacional, como "Personagem do Mês" do museu do clube, no Beira-Rio.

Quando residia no litoral sul de São Paulo, costumava passar o tempo jogando tranca e dominó com os amigos no calçadão da praia. Após algumas "loiras geladas", corria para um orelhão, ligava (ou apenas fingia que ligava) para a Itália e bradava, em alto e bom italiano: "Mi pensione, mi pensione, mi pensione..."

Chinesinho foi o antecessor de Ademir da Guia, o Divino, no Palmeiras. Foi para o Verdão em 1958, vindo do Internacional. "Na época, a transação foi uma das mais caras do futebol brasileiro", recordava Chinesinho.

Ele foi decisivo na conquista do Supercampeonato Paulista pelo Palmeiras em 1959, quebrando um jejum de quase nove anos. O Palmeiras derrotou o Santos por 2 a 1, de virada, no Pacaembu. Os gols foram de Julinho e Romero.

Do Palmeiras, Chinesinho foi para o Modena, da Itália. Com o dinheiro de sua venda a equipe verde reformou o Parque Antártica e construiu o atual Jardim Suspenso. Em 1985, ele voltou para o Palmeiras para atuar como técnico, mas não foi bem e dirigiu o time por apenas 14 partidas.

O meia-esquerda jogou no Palestra Itália de 1958 a 1962, fez 241 jogos (147 vitórias, 46 empates, 48 derrotas) e 55 gols (fonte: Almanaque do Palmeiras - Celso Unzelte e Mário Sérgio Venditti). Foi campeão paulista em 1959 e da Taça Brasil, em 1960.

Sua ótima performance no Internacional e no Palmeiras lhe rendeu convocações para a Seleção Brasileira. Pelo Brasil, Chinesinho fez 20 jogos (15 vitórias, 3 empates, 2 derrotas) e três gols. Foi campeão Pan-Americano, em 1956, e da Copa Roca e da Taça do Atlântico, em 1960 (fonte: Seleção Brasilera 90 anos - Antonio Carlos Napoleão e Roberto Assaf).

Após defender o Modena, entre 1962 e 1963, Chinesinho passou por outras equipes italianas: Catania (1963/65); Juventus (1965/68); Lanerossi Vicenza (1968/72); Cosmos-EUA (1972) e Nacional-SP (1973/74).

No dia 29 de julho de 2008, recebemos o seguinte e-mail do gremista Cláudio sobre o grande Chinesinho:

"Hoje o chinesinho ta passando dificuldades monetárias que seus amigos na Praia do Cassino fazem bingos e vaquinhas pra comprarem remédios. Ele começou sua carreira no Futebol Clube Rio Grandense da cidade de Rio Grande (RS)."
 
No dia 07 de abril de 2010, o site Terceiro Tempo recebeu de Mário Lopomo (mlopomo@uol.com.br), o seguinte e-mail:
 
PALMEIRAS SUPER CAMPEÃO 1959
 
FICHA TÉCNICA DO JOGO DECISIVO

Palmeiras 2 x 1 Santos

Data: 10/01/1960
Renda: Cr$ 3.076.375,00
Local: Estádio Paulo Machado de Carvalho (Pacaembu), em São Paulo (SP)
Palmeiras: Valdir; Djalma Santos, Valdemar e Geraldo: Zequinha e Aldemar; Julinho, Nardo, Américo, Chinesinho e Romeiro. Técnico: Osvaldo Brandão.
Santos: Laércio; Urubatão, Getúlio e Dalmo; Zito e Formiga; Dorval, Jair Rosa Pinto, Pagão, Pelé e Pepe. Técnico: Lula.
Árbitro: Anacleto Pietrobom
Gols: Pelé, aos 13 minutos, e Julinho aos 41 do primeiro tempo. Romeiro aos 2 minutos da etapa final.
 
Ainda sobre Chinesinho, no dia 17 de abril de 2011, o Portal Terceiro Tempo recebeu o seguinte e-mail do internauta Mário Lopomo.

Chinesinho veio do Rio grande do Sul, para o Palmeiras em 1958, jogando na ponta esquerda, ele já havia sido campeão Sul Americano pela seleção Gaucha, formando a ala esquerda com Ennio Andrade, jogando com a camisa do Brasil em 1956. No Campeonato Paulista de 1958, num jogo Palmeiras e Corinthians, antes de a bola entrar Chinesinho falou. Essa bola não entra, já tinha batido na trave duas vezes. Quando Julinho já tarimbado no futebol paulista lhe disse; espera um pouco, é só entrar a primeira que entra outras, o Palmeiras ganhou de 4 x 0 e Olavo zagueiro do Corinthians chutou um pênalti e o goleiro Aníbal do palmeiras defendeu. O jogo ainda estava 2 x 0. Ao final o placar marcou Palmeiras 4 x 0. Em 1959 pelo campeonato paulista no primeiro turno o goleiro Waldir  se machucou e não havia substituição, e Brandão mandou Ennio Andrade para o gol e colocou Chinesinho de centro médio, o resultado final foi 0 x 0 e Chinesinho acabou com o jogo. Foi ali que Brandão viu que a ponta esquerda era um desperdício para o talento que ele tinha. E já no segundo turno do Campeonato Paulista Chinesinho passou a jogar na meia e o pernambucano Géo, foi para a ponta. No jogo decisivo do campeonato de 1959, jogado no dia 10 de janeiro de 1960, Palmeiras e santos estava, em campo. Era a defesa menos vazada do palmeiras e o ataque mais positivo do campeonato. Pelé abriu o placar, Julinho empatou aos 43, e no segundo tempo logo aos 2 minutos Romeiro bateu uma falta de curva que Laércio quando viu a bola já estava na rede. Na metade do segundo tempo o time começou a recuar e Chinesinho, na intermediaria bem a minha frente e do Mazzaropi que estava a meu lado vimos Chinesinho gesticular como se fosse um italiano mandava todos os atacantes  ficarem a frente, e jogou muita bola até o final do jogo mantendo o placar de 2 x 1. Palmeiras campeão.

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Pelo Palmeiras:

Chinesinho jogou no Palestra Itália de 1958 a 1962, fez 241 jogos (147 vitórias, 46 empates, 48 derrotas) e 55 gols (fonte: Almanaque do Palmeiras - Celso Unzelte e Mário Sérgio Venditti). Foi campeão paulista em 1959 e da Taça Brasil, em 1960.

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