por Felipe Alva
Paul Breitner nasceu na cidade alemã de Born, no dia 5 de setembro de 1951. Ele foi lateral esquerdo do Bayern de Munique, do Real Madrid e da Seleção Alemã.
Depois de encerrar a carreira, se tornou garoto propaganda do time de Munique e também é comentarista.
DECLARAÇÃO SOBRE NEYMAR
Em 22 de agosto de 2023, alguns dias após a apresentação de Neymar pelo Al-Hilal, da Arábia Saudita, Paul Breitner deu uma declaração sobre o jogador brasileiro, que segue abaixo, na íntegra.
"Obrigado, queridos sauditas, por comprarem o Sr. Neymar, um dos jogadores de futebol mais duvidosos que existem nos últimos anos. Um dos maiores jogadores de futebol que só faz teatro, que só quer marcar território. Terrível. É um germe dos mais enganosos. Tenho que dizer: muito obrigado por não ter que aturar mais ele."
CARREIRA
Breitner começou a se destacar nas categorias de base do Bayern de Munique e chegou ao profissional em 1970. Mesmo aos vinte anos, o jovem lateral-esquerdo ganhou a titularidade.
Nos anos de 1972, 1973 e 1974, foi tricampeão alemão com o Bayern de Munique e ganhou a Liga dos Campeões em 1974. Depois de vencer o torneio europeu, se transferiu para o Real Madrid.
"O Real Madrid era o único grande clube de futebol do mundo quando fui para lá, em 1974. O Real Madrid era de outro planeta. O Bayern acabou conquistando mais duas Copas Europeias, mas meus três anos na Espanha foram os mais belos e compensadores da minha vida. Saí da lateral-esquerda e fui para o meio, onde eu não havia mais jogado desde a minha juventude?, explicou o jogador.
Nos três anos em que esteve no Real Madrid, Breitner conquistou dois campeonatos espanhóis (1975 e 1976). Depois de passar uma temporada no pequeno Eintracht Braunschweig, voltou ao Bayern de Munique, que enfrentava um pequeno jejum de títulos nacionais. Mas seu retorno ao Bayern coincidiu com o bicampeonato alemão em 1980 e 1981.
Em 1982, o time da Bavária chegou à final da Liga dos Campeões, mas acabou sendo derrotado pelo Aston Villa. "Perder a final da Copa Europeia em 1982 ainda dói. O Bayern dominou o Aston Villa. Nós tivemos entre 20 e 25 chances de gol, mas não conseguimos evitar o gol na única chance que eles tiveram.?, disse Breitner.
Aos 31 anos de idade, após uma carreira curta e vencedora, o grande lateral esquerdo, que depois virou meia, resolveu parar. "Jogar futebol é um prazer, mas estou cansado das coisas que acontecem fora de campo", finalizou o genial Paul Breitner.
Seleção da Alemanha
A participação de Breitner com a camisa alemã merece um capítulo à parte. A primeira convocação veio com apenas 20 anos e logo no primeiro torneio oficial já foi campeão. O título conquistado foi o da Eurocopa de 1972.
Em 1974, o jovem lateral, então com 22 anos, viveu a glória máxima ao conquistar a Copa do Mundo, e ainda por cima fez um gol na final.
A Holanda estava saiu na frente da Alemanha logo aos 2 minutos do primeiro tempo, com Neeskens, em cobrança de pênalti. Aos 25, o árbitro inglês Jack Taylor marcou outro pênalti, desta vez para os donos da casa. No impulso, Breitner pegou a bola para bater. Ele não estava na lista dos cobradores oficiais, mas chamou a responsabilidade e empatou o jogo.
Ainda no primeiro tempo, Gerd Müller virou o jogo. O resultado de 2 a 1 permaneceu até o fim e a Alemanha levantou a Copa do Mundo diante da torcida.
Na Copa de 1982, Breitner teve a chance de ser bicampeão mundial. Ajudou a Alemanha a chegar a final. Mas a Itália acabou vencendo por 3 a 1. O único gol alemão da final foi marcado pelo atleta.
Parando em Waldir Peres
No dia 19 de maio de 1981, Brasil e Alemanha se enfretavam em Stuttgart. Os brasileiros estavam vencendo por 2 a 1, até que Luisinho cortou um cruzamento de Rummeniegge com mão. O árbitro inglês Clive Withe marcou pênalti.
Breitner, que nunca havia perdido um penal na carreira, foi para cobrança e Waldir Peres defendeu. Porém o árbitro mandou voltar, alegando que o goleiro se adiantou. Na segunda cobrança, o alemão trocou de lado e Waldir pegou mais uma vez.
O estádio Neckarstadion silenciou ao ver a cara atônita de Breitner, que acabara de perder a primeira penalidade na carreira. "A cara de ódio que Breitner fez foi umas das impressionantes eu vi na minha vida", disse o jornalista Milton Neves.
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