Ted Boy Marino

Ex-atleta de Luta Livre

Mario Marino, conhecido por todo o Brasil como Ted Boy Marino, astro de Luta Livre dos anos 60, faleceu em 27 de setembro de 2012, na cidade do Rio de Janeiro, após ser submetido a uma cirurgia de trombose, no Hospital Pró-Cardíaco. 

Nascido em Calábria, na Itália, no dia 18 de outubro de 1939, era casado com Lourdes Helena da Costa, com quem teve três filhos (Fernando, Ted e Tiago). Nas horas vagas, além de torcer muito pelo Fluminense, (seu time do coração, principalmente por ter em seu uniforme as cores da bandeira italiana) Ted adorava pescar e cuidar de plantações.

Abaixo, confira um histórico da carreira desse grande esportista, escrito pelo próprio Ted Boy Marino.


"Sou italiano, da Calábria. Vim para Buenos Aires em 1953, no porão de um navio, aos 12 anos de idade, junto com meus pais e mais 5 irmãos. Trabalhava como sapateiro em Buenos Aires, mas aproveitava todo o tempo livre para treinar luta livre e praticar halterofilismo. Em 1962 já estava participando de Telecatchs nos canais 9 de Buenos Aires e 12 de Montevidéu.

Cheguei ao Brasil em novembro de 1965, aos 24 anos. Fui trazido por um empresário (Teti Alfonso) com mais 5 lutadores e contratado pela TV Excelsior. Os dois grandes programas da época eram o da Jovem Guarda e o Telecatch. Fiz parte da primeira formação dos Os Trapalhões (na época se chamava Os Adoráveis Trapalhões) na Excelsior, criado por Wilton Franco e contava, além de mim, com Wanderley Cardoso, Ivon Cury e Renato Aragão. Foi um sucesso tão estrondoso que a Globo acabou comprando o meu passe.

Na Globo participei de 4 programas e aparecia quase que diariamente na telinha. De segunda a sexta tinha Os Astrais, na parte da tarde, onde eu apresentava desenhos animados. Também de segunda a sexta, antes do Jornal Nacional, entrava a minha novelinha Orion IV x Ted Boy Marino, onde eu combatia vilões. Nas terças, era a vez do Ô que Delícia de Show, um programa de variedades, onde eu apresentava cantores e números circenses, junto com a falecida Célia Biar. Aos sábados o grande clímax do Telecatch, no horário nobre das 9 às 10 da noite e também aos domingos (em São Paulo, ao vivo).

Hoje, vivo do que plantei ao longo de minha carreira. Estou aposentado e meus planos não têm nada de absurdo. Várias tendências da TV internacional emplacam no Brasil, e os programas de Telecatch são um grande sucesso nos EUA, Alemanha, Inglaterra e México.

Antigamente era só alegria. Hoje sofro em torcer para o Fluminense. Estou trabalhando em torno de um projeto para a volta do programa Telecatch na TV brasileira.
Ted Boy Marino?

Por Gustavo Grohmann

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