Vittorio Brambilla

Ex-piloto de Fórmula 1
por Marcos Júnior Micheletti/Foto de Wagner Gonzalez
 
Vittorio Brambilla, o "Gorila de Monza" morreu em 26 de maio de 2001, aos 63 anos, em sua casa, na cidade de Lesmo, Itália, vítima de um fulminante infarto do miocárdio.
 
O italiano Brambilla, que nasceu em Monza, em 11 de novembro de 1937, ao lado do famoso autódromo, ingressou tardiamente na Fórmula 1, aos 36 anos, após passagens pelo motociclismo, onde foi campeão italiano; no kart, também campeão italiano e mundial. Competiu também na Fórmula 2 e no Campeonato Europeu de Marcas, onde venceu várias corridas.
 
O mundo do automobilismo apresentou-se para Vittorio como mecânico de seu irmão, Tino Brambilla, que competia em categorias de turismzo.
Apaixonado por velocidade, um dia Vittorio pediu ao irmão para guiar e a partir daquele momento nunca mais deixou a condição de piloto, além de manter com o irmão a sociedade em uma oficina mecânica para preparação de carros e motores.
 
Estreou na Fórmula 1 em 1974 guiando um carro da March, alcançando seu primeiro ponto na categoria, no Grande Prêmio da Áustria, em Zeltweg.
 
No ano seguinte, ainda pela March, protagonizou o melhor momento de sua carreira. Justamente na Áustria, em Österreichring, venceu sua única corrida, disputa sob intensa chuva. A curiosidade, fica por conta do que aconteceu após a bandeirada de chegada, quando o italiano, tão empolgado com o triunfo, começou a comemorar efusivamente, levantando os dois braços e perdendo o controle de sua March cor-de-laranja. O resultado: bateu no guard-rail, destruindo parcialmente a asa dianteira de seu carro.
 
Na oficina que Vittorio Brambilla mantinha com seu irmão Tino, a peça acabou virando objeto de decoração, pendurada em uma parede (foto ao lado).

Veja o vídeo, com a chegada e a batida de Vittorio Brambilla:
 
Em 1976 competiu pelo último ano na March, mas marcou um único ponto, no Grande Prêmio da Holanda, em Zandvoort.
 
Transferiu-se para a fraca Surtees em 1977, mas mesmo assim conseguiu marcar seis pontos. No ano seguinte, em 1978, ainda pela Surtees, mas usando o mesmo carro do ano anterior durante boa parte do campeonato marcou um único ponto, novamente em Zeltweg, na Áustria.
 
Foi em 1978 que Brambilla quase deu adeus às pistas, após o gravíssimo acidente que sofreu no Grande Prêmio da Itália, em Monza, no dia 10 de setembro.
 
Vários carros se chocaram na largada, antes da primeira curva. O sueco Ronnie Peterson, da Lotus, acabou falecendo no dia seguinte, em decorrência da explosão de seu carro. Além das fraturas, Peterson teve o pé esquerdo amputado e complicações o levaram a uma embolia, causa de sua morte.
 
Vittório teve um traumatismo craniano após uma roda bater em sua cabeça, mas conseguiu se recuperar e foi contratado pela Alfa-Romeo para a temporada de 1979.
 
Na equipe, com grandes pretensões na categoria, teve muitos problemas com o potente mas pouco confiável motor de 12 cilindros e acabou terminando a temporada sem pontuar.
 
Em 1980, fez seu último ano na Fórmula 1, também pela Alfa-Romeo, mas novamente não conseguiu marcar pontos.
 
Carregou a fama de destruidor de carros, por sua disposição incansável por vitórias e, muitas vezes, tentou ser mais veloz do que as possibilidades que seus carros permitiam.
 
Sonhou vencer em Monza, o "quintal de sua casa", como ele mesmo dizia, mas morreu sem realizar seu desejo. E, principalmente guiando uma Ferrari, sonho que nunca realizou.
 
Após encerrar sua carreira, Brambilla manteve-se próximo aos carros, como dono de uma simples oficina mecânica na cidade de Lesmo, próxima do autódromo de Monza, na região da Lombardia, Itália.
 
O apelido, "Gorila de Monza", reza a lenda, aconteceu porque um dia, em uma prova de turismo, puxou o cinto de segurança com tanta força que o desprendeu, ficando com o mesmo nas mãos.

Abaixo um vídeo, em tributo ao saudoso e folclórico Vittorio Brambilla:
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Na Fórmula 1:

Em 1974: marcou um ponto, competindo pela March-Cosworth, modelo 741.
Em 1975: marcou seis pontos e meio, correndo pela March-Cosworth, modelos 741 e 151.
Em 1976: marcou um ponto, correndo pela March-Cosworth, modelo 76.
Em 1977: marcou seis pontos, correndo pela Surtees-Cosworth, modelo TS-19.
Em 1978: marcou um ponto, correndo pela Surtees-Cosworth, modelos TS-19 e TS-20.
Em 1979: não marcou pontos, correndo pela Alfa-Romeo-V-12, modelos 177 e 179.
Em 1980: não marcou pontos, correndo pela Alfa-Romeo-V-12, modelo 179.

Vitória: Grande Prêmio da Áustria, em 1975, no circuito de Zeltweg.
Pole-Position: Grande Prêmio da Suécia, em 1975, no circuito de Anderstop.

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