Vágner Chinoca

Ex-zagueiro do Corinthians
Apesar da época de "vacas magras", Roberto Vágner Chinoca, o Vágner, ex-zagueiro do time principal corintiano entre 1970 e 1974, considera-se um vencedor no alvinegro.

"O time profissional vivia um momento muito delicado, mas o meu currículo nas equipes amadoras do Corinthians é muito bom. Conquistei vários títulos nos infantis e nos juvenis", comenta Vágner, que guarda na memória o dia da primeira peneira no clube do Parque São Jorge.

"Foi no dia 19 de maio de 1966. Eu passei na peneira do Corinthians. Fiquei oito meses lá. Em 1967, eu assinei o meu primeiro contrato de gaveta com o clube", recorda o ex-zagueiro.

Alguns ilustres jogadores foram companheiros de Vágner nos juvenis. Entre eles, o meia Adãozinho, o ponta-esquerda Peri, o zagueiro Modesto, o centroavante Cândido e o ponta-esquerda Tuta, irmão do lateral-direito Zé Maria e que depois defendeu a Ponte Preta.

A primeira chance como titular no time alvinegro apareceu no dia 21 de março de 1971, quando o Corinthians enfrentou a Ferroviária, na Fonte Luminosa, em Araraquara. A partida terminou empatada por 2 a 2. "O Lance ainda jogava na Ferroviária. Eu formei o miolo de zaga com o Ditão", conta Vágner.

Naquele mesmo ano, o zagueiro teve a oportunidade de defender a seleção pré-olímpica. Ao lado de Zico, Roberto Dinamite, Osmar Guarnelli, entre outras, ele ajudou o time canarinho a ser campeão invicto na Colômbia.

"Era reserva do Osmar, que fez sucesso no Botafogo e depois na Ponte Preta", fala o ex-beque. No ano seguinte, ele foi reserva do mesmo Osmar e de Abel, o Abelão (hoje técnico), no time brasileiro nas olimpíadas de Munique, na Alemanha.

Um dos piores momentos na carreira de jogador aconteceu em 1974, quando romepu os ligamentos do joelho. "Aconteceu em um jogo do Corinthians contra o Operário de Campo Grande. A contusão me afastou por seis meses dos gramados", lamenta.

Em 1975, envolvido em uma troca pelo centroavante Arlindo, ele foi emprestado para o Saad, de São Caetano, onde reencontrou o goleiro Leonetti, seu companheiro nas categorias de base do Corinthians. "Eu, o Carlos Alberto Garcia e o Ivan fomos para o Saad. Fizemos uma boa campanha por lá. Formei dupla de zaga com o Tecão, que depois foi para o São Paulo", conta Vágner, que chegou a receber duas propostas para jogar em times rivais.

"A primeira proposta foi do Palmeiras, que queria o meu passe na transação do Baldochi para o Corinthians. Depois, em 1974, o São Paulo demonstrou interesse em me contratar junto com o Tecão, mas o Vicente Matheus (presidente corintiano), não aceitou fazer negócio", revela o ex-jogador do alvinegro.

Em 1975, ele foi emprestado para o ABC (RN). Ficou no time de Natal até 1976 e no ano seguinte assinou contrato com o Comercial de Ribeirão Preto, que o contratou em definitivo no ano seguinte. "Fui trocado pelo volante Maurício", lembra o ex-zagueiro.
Após quatro anos no Bafo de Ribeirão, Vágner defendeu dois anos o Pinheiros, do Paraná, hoje Paraná Clube. "Fiquei entre 81 e 82. Não aguentei o frio e acabei encerrando a carreira", lembra Vágner, que hoje trabalha no ramo de comércio de caminhões e mora no bairro da Penha, zona leste de São Paulo.

Nascido no dia 2 de maio de 1950, em São Paulo (SP), Vágner é casado, tem dois filhos (Roberto e Juliano) e tem um neto (Cauê). "O meu neto é canhoto e vai ser um grande craque", garante o avô Vágner.
 
por Rogério Micheletti
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Vágner disputou 96 partidas pelo time profissional do Corinthians e não marcou nenhum gol.

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