Depois de conquistar o primeiro de seus sete títulos mundiais na Fórmula 1, pela Benetton-Ford em 1994, o alemão Michael Schumacher teria um novo propulsor para a temporada de 1995, o Renault V10.
Schumacher só havia guiado na categoria máxima do automobilismo impulsionado por motores Ford: em sua estreia pela Jordan, no GP da Bélgica de 1991 e na sequência, ainda em 1991 pela Benetton e nos anos seguintes.
Porém, o time italiano sabia que era preciso dar um passo à frente em relação ao V8 que utilizava e conseguiu sacramentar um acordo com a francesa Renault para ser sua fornecedora a partir de 1995.
Mas antes da abertura da temporada, ainda em dezembro de 1994, Michael Schumacher sentiu o gostinho do que teria em mãos a partir do GP do Brasil de 1995, em Interlagos, guiando a Ligier JS39B dotada do motor Renault V10, carro com o qual o time francês fundada por Guy Ligier (1930-2015) havia conquistado o sexto lugar entre os construtores em 1994. A equipe pontuou com os franceses Olivier Panis e Éric Bernard.
A Ligier tinha laços próximos com a Renault, empresa francesa com participação estatal, graças à amizade entre Guy Ligier e o então presidente da França, François Mitterand (1916-1996).
Assim, em dezembro de 1994, antes de a Benetton finalizar a construção do B195 com o motor Renault V10, Michael Schumacher andou com a Ligier-Renault em um teste privado no traçado português do Estoril. Os tempos das voltas não foram divulgados.
A"ENGENHARIA" DA BENETTON PARA CONSEGUIR OS MOTORES RENAULT
A Ligier havia sido comprada pela dupla Flavio Briatore Tom Walkinshaw em 1994, justamente com o intuito de transferir para a Benetton os propulsores da Renault, e isso de fato aconteceu.
Em troca, a Benetton proveu a Ligier com seus chassis, algo que na época passou pelo crivo da FIA. Walkinshaw conseguiu um acordo com a Mugen-Honda, e a Ligier (que tinha desenho idêntico ao da Benetton), utilizou os propulsores japoneses desenvolvidos pela Mugen, também japonesa.
A escolha da Benetton se mostrou acertada, e Schumacher conquistou seu segundo título mundial em 1995, vencendo nove das 17 provas disputadas.
Curiosamente foi o único ano em que Schumacher competiu com motor Renault. Depois, foram nove temporadas com a Ferrari e outras três com motor Mercedes, na própria equipe Mercedes.
ABAIXO, VÍDEO COM UM BREVE TRECHO DO TESTE DE MICHAEL SCHUMACHER COM A LIGIER-RENAULT EM DEZEMBRO DE 1994 NO AUTÓDROMO DO ESTORIL, EM PORTUGAL. AS IMAGENS SÃO DO CANAL JEAN-MICHEL BOILEAU, DO YOUTUBE
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