Solito

Ex-goleiro do Corinthians
por Rogério Micheletti

Ele não ficou vários anos como titular na meta corintiana, mas, mesmo assim, Cláudio Roberto Sollito, o Solito, foi bastante útil para o alvinegro do Parque São Jorge.

Lançado na equipe profissional corintiana em 1975, Solito, nascido em 14 de dezembro de 1956, em São Paulo, chegou a ser várias vezes emprestado. Jogou pelo Taubaté (SP) e Náutico, antes de retornar ao Corinthians em 1982 para ser campeão paulista.

Mesmo sem ser muito badalado, Solito foi o titular na equipe dirigida por Mário Travaglini e que tinha Sócrates como principal líder. "Era incrível o poder de liderança do Magrão. Ele não precisava falar muito para todos prestarem atenção. Era realmente um comandante", diz Solito, que hoje tem uma é empresário.

Tem uma confecção de uniformes no bairro da Casa Verde, zona norte de São Paulo.

Mesmo sem ser um goleiro com muito status, Solito chegou a ter grandes momentos naquele ano. Exemplo disso aconteceu em uma partida entre Corinthians e Taubaté, no Pacaembu, na qual o Timão venceu o time do interior por 4 a 0 com excelente atuação do arqueiro, que defendeu até um pênalti.

No entanto, com a chegada de Leão, em 83, Solito voltou para o banco de reservas, mas não se abateu. Como suplente, ele ajudou o Timão a conquistar o bicampeonato paulista (novamente o Corinthians bateu o São Paulo na final).
Em 1984, com a venda de Leão para o Palmeiras, Solito voltou a ter esperanças de retornar ao time titular, mas o Corinthians trouxe outro goleiro consagrado: Carlos, da Ponte Preta.

"O técnico era Rubens Minelli. Tive uma atuação muito boa contra o Independiente, num amistoso realizado na Argentina (dia 18 de fevereiro de 1986). O Corinthians venceu por 1 a 0 e me sentia num bom momento. O Minelli disse que eu seria o goleiro do Corinthians no Paulistão.

Tive algumas propostas para sair, mas achei melhor acreditar nele", recorda o goleiro.

No entanto, o sonho de Solito de voltar a ser o camisa número um do Corinthians durou pouco. Após uma derrota nossa para o Comercial (SP), por 4 a 0, já pelo Paulista, Rubens Minelli solicitou a contratação de outro goleiro.

"Ele (Minelli) pediu para que a diretoria contratasse o Waldir Peres", lembra Solito, sem esconder uma certa decepção com Minelli.

Além de ser comerciante, Solito bate sua bolinha no time masters do Corinthians. "Cheguei a receber convite para ser treinador de goleiros, mas achei melhor não aceitar", explica.
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Pelo Corinthians:

Depois de 172 jogos pelo Timão (86 vitórias 55 empates, 31 derrotas e 154 gols sofridos, segundo números do "Alamanque do Corinthians" - Celso Unzelte), Solito chegou a atuar pelo Paulista de Jundiaí e outras equipes do interior.

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