por Diogo Miloni
Roberto Goicochea, ou Goycochea, foi símbolo de idoneidade com o apito. Ex-árbitro de futebol, o argentino tornou-se um mito entre os homens de preto. Em 22 de junho de 2000, aos 74 anos, faleceu em Avellaneda, província de Buenos Aires.
Nascido em 1924, começou sua carreira de juiz aos 33 anos na Primeira Divisão do futebol argentino. Ganhou notoriedade pela coerência de seus critérios e logo migrou para o Brasil, onde se tornaria, ao lado de Armando Marques, um dos principais nomes da arbitragem nacional.
Foram 16 anos como árbitro profissional, alcançando grandes feitos como representar seu país na Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra, quando dirigiu o jogo entre Hungria e Bulgária. Entre outras partidas históricas que o argentino participou, uma delas aconteceu em 6 de março de 1968, quando o Corinthians quebrou o tabu de 11 anos sem vencer o Santos de Pelé.
Símbolo de qualidade, ao aposentar-se em 1975, Roberto Goicochea foi convidado pela Federação Argentina de Arbitragem para assumir o cargo de diretor da entidade e ensinar seus conhecimentos para os jovens juízes. Posteriormente, também foi contratado pela Fifa para atuar com os árbitros do quadro internacional.
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