Roberto Costa Cabral,, que é natural de Santos (SP), onde nasceu em 8 de dezembro de 1954, começou a carreira de jogador no Santos Futebol Clube. Chegou, inclusive, a conviver com Pelé na Vila Belmiro. O Rei deixou o Peixe, vendido ao Cosmos (Estados Unidos), pouco tempo depois do goleiro ganhar uma chance entre os profissionais.
Roberto passou rapidamente pelo Criciúma (SC) e chegou ao Atlético Paranaense ainda jovem, aos 25 anos, em 1977. Demorou um pouco para conquistar o papel de ídolo. A consagração só veio nos anos 80, depois de uma rápida passagem pelo arqui-rival Coritiba, em 1981, quando foi o goleiro menos vazado do Brasileirão.
Ajudou o rubro-negro a quebrar o jejum de títulos, mas teve de travar uma difícil batalha com Rafael Cammarota pela posição de titular na equipe atleticana. Ficou valorizado em 1983, no Campeonato Brasileiro, com a conquista de sua primeira "Bola de Ouro", prêmio oferecido pela Revista Placar e que teve como seu inventor o jornalista Michel Laurence.
No Furacão, Roberto Costa teve ao lado jogadores consagrados, entre eles o centroavante Washington, o meia Assis, o ponta Capitão (ex-Guarani), entre outros. Ganhou o carinhoso apelido de "Mão de Anjo" da torcida rubro-negra por operar "milagres" em algumas partidas do Furacão.
Tantos "milagres" fizeram com que Roberto Costa fosse cobiçado por várias equipes do eixo Rio-São Paulo. O Vasco da Gama, que só tinha o novato Acácio, ganhou a briga contra rivais e contratou Roberto Costa para a temporada de 1984. O Vasco foi vice-campeão brasileiro (perdeu para o Fluminense na final) e Roberto Costa voltou a ser eleito pela Placar o melhor jogador do campeonato.
A boa fase rendeu ao goleiro uma chance na Seleção Brasileira. Ela aconteceu em 1984 contra a Inglaterra. O Brasil perdeu por 2 a 0 e nunca mais Roberto Costa voltou a ser chamado para defender a equipe canarinha.
Em 1985, ele foi para o Internacional, que tinha negociado Gilmar Rinaldi com o São Paulo. No Colorado, Roberto Costa não conseguiu se firmar como titular, já que surgia Taffarel no Beira-Rio. Voltou então para o Atlético Paranaense, mas não conseguiu ser o mesmo goleiro do início da década.
Depois do Furacão, Roberto Costa atuou em equipes de menor expressão do Distrito Federal, de Minas Gerais e do futebol paulista, entre elas o Noroeste de Bauru, que também tinha o ex-ponta Baroninho (ex-Palmeiras e Flamengo) e o centroavante Ronaldo Marques (ex-Fla, Santos, Bahia e que depois atuou no Corinthians).
Roberto Costa encerrou a sua ótima carreira de goleiro em 1990 jogando pela Caldense, de Poços de Caldas (MG).
Ficha do Craque:
NOME: Roberto Costa Cabral. DATA E LOCAL DE NASCIMENTO: 08/12/1954, em Santos
CLUBES: Santos (1972 até 76), Criciúma (1976 até 77), Atlético Paranaense (1978 até 81, 82 até 83 e 86 até 87), Coritiba (1981), Vasco da Gama (1983 até 85), Internacional (1985), América de São José do Rio Preto (1986), Noroeste de Bauru (1988), Clube Esportivo de Futebol de Passos (1988), Flamengo de Varginha (1989) Taguatinga-DF (1989) e Caldense (1990) TÍTULOS: bicampeão paranaense (1982-83), Taça Guanabara (1984), vice-campeão brasileiro (1984), campeão brasiliense (1989) e campeão da Série C (1988)
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