Ricardo Teixeira

Dirigente que por mais tempo comandou a CBF
por Túlio Nassif
 
Ricardo Terra Teixeira, ou apenas Ricardo Teixeira, nasceu em Carlos Chagas-MG no dia 20 de junho de 1947. Teixeira tem cinco filhos (três do primeiro casamento com a ex-esposa Lúcia Havelange e dois do segundo casamento com a atual esposa Ana Carolina Wigand Teixeira) e três netos (frutos de seus filhos do primeiro casamento). Apesar de ser mineiro, Ricardo Teixeira viveu a maior parte de sua vida no Rio de Janeiro, e mudou-se para a Flórida, nos Estados Unidos, onde mantinha sua casa na cidade de Boca Raton.
 
Em 29 de novembro de 2019 a Fifa anunciou seu banimento perpétuo de atividades ligaadas ao futebol, após julgamento das acusações de propina durante a preparação do Brasil para sediar a Copa do Mundo de 2014.
 
SAÍDA DA CBF
 
Em 8 de março de 2012, segundo o Portal UOL, Ricardo Teixeira pediu afastamento da presidência da CBF alegando problemas de saúde. Há muito tempo contestado no cargo, foi este um indício de sua saída definitiva. Quatro dias depois, na coletiva oficial de José Maria Marin, então substituto de Teixeira, houve o anuncio de sua renúncia oficial. Teixeira também deixou o cargo de presidente do Comitê Organizador Local da Copa de 2014, no Brasil.
 
O jovem mineiro do interior, filho de um bancário, estudava Direito no Rio de Janeiro quando conheceu Lúcia, filha de João Havelange em 1966, aos 19 anos de idade.
 
Separou-se da mulher Lúcia em 1997 após 30 anos de casado e tornou público um romance com a socialite Narcisa Tamborindeguy, affaire que durou pouco mais de quatro meses. Em dezembro de 2003, casou com a administradora Ana Carolina.
 
Em uma passagem pelo mercado financeiro, numa sociedade com o pai, o sogro e um irmão não foi bem sucedida.

Teixeira entrou no mundo da cartolagem pelas mãos do ex-sogro, João Havelange. Ele Chegou ao comando da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), em 1989, sucedendo Octávio Pinto Guimarães, após derrotar na eleição o vice-presidente da entidade, Nabi Abi Chedid. Ricardo Teixeira aprendeu tudo com Havelange, o qual foi um professor. As cinco vezes em que o Brasil ganhou a Copa (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002) um dos dois (João Havelange ou Ricardo Teixeira) estavam à frente da CBF. Depois de comandar a confederação brasileira, Havelange tornou-se, em 1974, presidente da FIFA e deu a Teixeira a estatura que a entidade tem hoje, com inúmeros campeonatos masculinos e femininos, futebol de areia e futsal.
 
Durante sua gestão na CBF, ele conquistou títulos em todos os níveis pela Seleção Brasileira. Junto com Eurico Miranda (na época, diretor de futebol da CBF), criou a Copa do Brasil, que garante ao vencedor uma vaga na Taça Libertadores da América e proporciona oportunidades para times pequenos aparecerem no cenário nacional.
 
Com sua experiência de administrador, Teixeira trouxe para a CBF um vasto conhecimento de quem atuou 20 anos no mercado financeiro no Rio de Janeiro. Quando deu início ao seu mandato na CBF, a entidade encontrava-se repleta de dívidas com a Varig e os jogadores não haviam recebido o prêmio da Copa de 1986. Antigamente a CBF vivia de dinheiro do governo. Hoje, tudo é privado.
 
Só o contrato de patrocínio da Nike com a Seleção Brasileira, que vai até 2018, rende milhões de dólares por ano. O contrato, assinado em 1996, gerou muita polêmica e até CPI no Congresso.
 
A vida de Ricardo Teixeira nem sempre foi "um mar de rosas". Ele passou por inúmeros escândalos em sua gestão, envolvendo a CBF em diversas CPIs no Congresso. Nepotismo no preenchimento de cargos na CBF; pagamento de viagens para países sedes da Copa do Mundo a magistrados e outras autoridades; importação irregular de equipamentos para seu restaurante; a celebração de contratos lesivos para o futebol brasileiro com a fabricante de materiais esportivos Nike; omissão das declarações de rendimentos apresentadas nos exercícios entre os anos de 1991 a 1993 dos valores por ele mensalmente auferidos; omissão de rendimentos provenientes de atividades rurais em sua fazenda; deu dinheiro da CBF para campanhas políticas de dirigentes esportivos (com a montagem deste esquema de poder, assegurou suas quatro reeleições); em 1998 se viu envolvido em comissões parlamentares de inquérito na Câmara de Deputados e no Senado Federal (prestou depoimento em duas CPIs, a do futebol e a da CBF-Nike e conseguiu livrar-se das acusações); até 1996 a CBF apresentava lucro e neste ano assinou um contrato com a Nike de 160 milhões de dólares onde começou a ter prejuízos (em 2000, Ricardo Teixeira prestou depoimento na CPI do Futebol. A Receita Federal puniu a CBF em torno de 15 milhões de reais, por dívidas com o Fisco); em janeiro de 2002, como sempre, Teixeira obteve liminar da Justiça proibindo a impressão e distribuição do livro "CBF-Nike", de autoria dos deputados Sílvio Torres e Aldo Rebelo. A obra relatava todas as investigações que devassaram seus negócios; o lobby de Ricardo Teixeira com os 12 governadores que o acompanharam na Suíça para a escolha do país sede da Copa do Mundo de 2014 deu certo e a CPMI do Corinthians/MSI não teve mais número de assinaturas para ser instalada na Câmara dos Deputados, embora tenha para ser no Senado (o argumento era que a CPI poderia influenciar na escolha da sede).
 
Décimo oitavo presidente da Confederação Brasileira de Futebol, no cargo desde 16 de janeiro de 1989, está em seu quinto mandato consecutivo que terminou em 2007, mas foi prolongado, sob acordo, até o final da vigésima Copa do Mundo em 2014, que será no Brasil.
 
Ricardo Teixeira nas horas de folga da presidência da CBF, fez da fazenda Santa Rosa, em Piraí-RJ seu recanto, onde cria gado e cultiva um projeto ambicioso em genética. Montar a cavalo é outro hobby. A fazenda é seu refúgio, lugar em que escapa nos fins de semana das pressões inerentes a quem está num alto cargo sob constante pressão. No Rio de Janeiro, Teixeira soma negócios variados, como uma revenda da marca Hyundai, boates e restaurantes.
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