Paulo Roberto Machado Barboza, o Paulo Barboza, morreu em São Paulo na madrugada de 16 de abril de 2018, aos 73 anos de idade, vítima de um infarto fulminante.
Carioca, nascido em 14 de maio de 1944, ele estava na ativa, trabalhando desde janeiro de 2017 na SuperRádio 1150 AM, um programa de segunda a sexta-feira das 8h às 11h. Também era radialista na Rádio ABC 1570 AM, no período da tarde.
Era víuvo de Eliane Barboza, com quem foi casado por 47 anos. Ela morreu em 2015, depois de lutar por três anos contrra um câncer. Com Eliane, Paulo Barboza teve dois filhos: Paulo Barboza Filho e Alexandra Barboza Leider.
Um dos mais longevos radialistas brasileiros, com quase 59 anos de trabalho ininterruptos, começou profissionalmente ela Rádio Imperial de Petrópolis-RJ, e passou por diversas emissoras de rádio, entre elas, Globo, Record, Super Rádio Tupi, América e Capital.
Na televisão trabalhou nas extintas Manchete e Tupi e SBT, Record e Gazeta.
ABAIXO, PAULO BARBOZA DURANTE PROGRAMA NA RÁDIO ABC, EM 4 DE SETEMBRO DE 2017
Abaixo, leia o obituário de Paulo Barboza, publicado pelo jornal Folha de S.Paulo no dia 18 de abril de 2018
PAULO ROBERTO MACHADO BARBOZA (1944 - 2018)
Mortes: Paulo Barboza, o maior amor de São Paulo
Radialista famoso por `conversar´ com o público era comunicador havia 58 anos
Paulo Gomes
“Eu te amo”, repetia o radialista Paulo Barboza em seus programas. O afeto com os ouvintes era a sua marca. Não à toa, tinha como aposto “o maior amor de São Paulo”, dado pela cantora Fafá de Belém.
“Ele era `o cara´ da rádio AM na época em que ela tinha uma força popular muito grande. Tinha uma coisa de família, de carinho”, diz Fafá.
Para o colega Ricardo Leite, Paulo era “um comunicador clássico”. “Ele conversava com você [o ouvinte]. Estava ali para te fazer companhia.” Por 58 anos, a voz marcante passou por emissoras como Globo, Record, América e Capital.
Atualmente, apresentava programas na Super Rádio e na Rádio ABC —com o quadro “Bom Dia Vovó” na primeira e o “Boa Tarde Vovó” na segunda. Passou ainda pela TV, com programas na Gazeta, no SBT e na Record.
Durante 47 anos, foi casado com Eliane. O amor que tanto proclamava em suas transmissões era presente também na vida pessoal. “Quando fiz ‘Alma Gêmea’, comentei com ele que a música cabia muito para eles dois”, diz o compositor Peninha.
Em 2015, sofreu um baque forte ao perder o grande amor de sua vida para um câncer. “Ele quase chorava pelas palavras que me escrevia”, conta Ricardo. Recuperou-se ao conhecer um novo amor, Simone. No sábado, Paulo sentiu um arrepio esquisito e comentou com a namorada: “Foi como se a Eliane tivesse passado por mim”.
Morreu após um infarto na primeira hora de segunda-feira (16), aos 73. Deixa a companheira Simone, os filhos Paulo Eugênio e Alexandra, três netos e milhares de ouvintes que se perguntam, agora, quem vai falar com eles.
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