Após ser dispensado pelo Timbu, foi contratado pelo América Mineiro no dia 15 de setembro de 2013.
Em dezembro de 2014 foi anunicado como reforço do Novo Hamburgo para a disputa do Campeonato Gaúcho, onde chegou a ser considerado um dos destaques da competição, até que foi pego no exame antidoping, no dia 08 de abril. O atleta alegou que faz uso de medicamentos contra o câncer, doença que até então era mantida em sigilo.
No dia 15 de maio de 2015, Magrão anunciou sua aposentadoria dos gramados.
Confira na íntegra o texto publicado pelo jogador na ocasião em que pendurou as chuteiras:
Quando criança sonhei um dia em ser jogador de futebol. Sonhei viver uma vida diferente, sonhei e acreditei que não seria estatística, sonhei e acreditei que tudo seria diferente e que a bola era a única arma que tinha para me defender e para atacar, para sonhar e acreditar!!! Eu sonhava com um futuro melhor, diferente do meu passado e do meu presente naqueles tempos. Desta forma, sonhando e acreditando, chorando cada vez que era dispensado de uma peneira, chorando cada vez que meu sonho ia ficando distante, lutando contra tudo, que cheguei aonde queria. Dei a volta no mundo, conhecendo culturas e religiões, pessoas com hábitos e costumes diferentes. Meu começo foi no São Caetano; no Palmeiras, minha afirmação e toda minha gratidão. Com a Seleção Brasileira, tive a honra de defender meu país, cantar o Hino Nacional numa emoção que não há como descrever em palavras. No Yokohama Marinos, do Japão, dificuldades e aprendizado. O Corinthians, o sonho de criança. No Internacional, um amor recíproco e hoje minha paixão. Nos Emirados Árabes, orgulho por ser respeitado, dos títulos e amigos do Al Whada e Dubai Club. No America-MG, a lesão mais grave da minha carreira, com todo suporte necessário. Por fim, Novo Hamburgo, sinônimo de amizade.
Obrigado primeiro a Deus por me proporcionar tudo isso!
Obrigado treinadores, que na maioria das vezes foram professores e grandes mestres.
Obrigado a todos os jogadores dos clubes que passei e todos os adversários por terem me aguentando. Sim, eu sei que era muito chato. Reconheço que não era fácil!
Obrigado dirigentes que acreditaram em mim quando me contrataram!!
E obrigado a todos os torcedores, razão de tudo, afinal sempre quis ser um torcedor em campo!
Obrigado a todos meus familiares!
E foi assim, passando pelo Beira-Rio, Pacaembu, Morumbi e tantos outros estádios pelo mundo que aprendi. Mas, como tudo na vida tem o começo, tem também o seu FIM!!! O brilhante jornalista Diogo Olivier disse recentemente assim a meu respeito: "Magrão, Ex-favelado; Paulista mas Gaúcho; Corinthiano mas Colorado, Maloqueiro, Guerreiro". É esta a minha definição mais que perfeita.
Obrigado Deus!! THE END!!
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