Um dos bons pilotos de sua geração, John Watson viveu seu melhor momento na Fórmula 1 na temporada de 1982, quando terminou o Mundial em terceiro lugar, então como piloto da McLaren-Ford. Ele somou os mesmos 39 pontos do vice-campeão Didier Pironi (Ferrari), no ano em que Keke Rosberg (Williams-Ford) foi o campeão.
John Marshall Watson, britânico nascido em Belfast (Irlanda do Norte) em 4 de maio de 1946, chegou à elite do automobilismo mundial em 1973, com um Brabham por uma equipe que comprava carros usados da Brabham. Mas, neste ano, foram apenas dois GPs disputados, da Grâ-Bretanha (Silverstone) e dos Estaods Unidos (Watkins Glen), sem ter concluído nenhum deles.
Permaneceu em um time satélite da Brabham em 1974, e mesmo com um equipamento defasado, pontuou em três GPs (sexto em Mônaco, quarto na Áustria e quinto nos Estados Unidos).
Passou a temporada de 1975 em branco, tendo competido com três carros diferentes: Surtees, Lotus e Penske.
Mas em 1976, como piloto oficial da Penske, liderada por Roger Penske, que dividia sua operação com a IndyCar, sentiu o saboroso gosto da vitória, no GP da Áustria, em Österreichring, uma corrida que foi boicotada pela Ferrari, que não aceitou a decisão da reversão à punição de James Hunt (McLaren) no GP da Espanha, o que prejudicou consideravelmente o austríaco Niki Lauda.
Aliás, foram dois resultados surpreendentes nos GPs da Áustria de forma consecutiva, em 1975 e 1976, com vitórias (a única) do italiano Vittorio Brambilla (March-Ford), e John Watson, com Penske-Ford, respectivamente.
MUDANÇA PARA A BRABHAM
Depois de ter competido com carros da Brabham em equipes não oficiais, John Watson finalmente foi contratado pelo time então comandado por Bernie Ecclestone em 1977, para formar dupla com o brasileiro José Carlos Pace. A Brabham utilizava motores Alfa Romeo de 12 cilindros contrapostos (flat).
Mas eles dividiram os boxes do time britânico apenas nos três primeiros GPs (Argentina, Brasil e África do Sul), pois antes da quarta prova, o GP dos Estados Unidos Oeste, em Long Beach, em 18 de março daquele ano,Pace morreu em um acidente aéreo na Serra da Cantareira, porção norte da capital paulista.
Em seguida, a Brabham contratou o alemão Hans Stuck para o lugar do brasileiro. Stuck, aliás, terminou a temporada à frente de Watson, com 12 pontos contra nove de Watson, que teve como melhor posição o segundo lugar no GP da França, em Dijon-Prenois, fechando a temporada em 13º lugar.
Seguiu na Brabham-Alfa Romeo em 1978, tendo como companheiro, agora, o já bicampeão Niki Lauda. Watson não venceu nenhum GP, mas teve uma temporada consistente, com três pódios e outras quatro aparições entre os seis primeiros. Concluiu a temporada em sexto lugar, com 25 pontos. Lauda foi melhor, em quarto lugar, com 44 pontos. O campeão foi Mário Andretti (Lotus-Ford).
EM 1983, CHEGANDO À MCLAREN
Depois, entre 1983 e 1985, uma sólida parceria com a McLaren.
Pelo time de Woking, comandado por Ron Dennis, Watson conseguiu suas outras quatro vitórias na Fórmula 1: no GP da Grã-Bretanha de 1982 (Silverstone); nos GPs da Bélgica (Zolder) e de Detroit, ambos em 1982 e, finalmente, o emblemático GP dos Estados Unidos Oeste de 1983, quando largou em 23º para vencer, seguido por seu novamente companheiro Niki Lauda.
Aliás, a temporada de 1982 foi a melhor de Watson, quando ele terminou em terceiro lugar, com o mesmo número de pontos do vice (Didier Pironi, da Ferrari). O campeão foi Keke Rosberg (Williams).
Todas as vitórias de Watson pela McLaren foram com motor Ford. Ainda em 1983 a McLaren estreou o motor TAG-Porsche, e Watson disputou as três últimas etapas daquela temporada com este propulsor, nos GPs da Itália (Monza), da Europa (Brands Hatch) e da África do Sul (Kyalami).
A ÚLTIMA CORRIDA
Watson deixou as pistas no término da temporada de 1983, passando o ano de 1984 sem competir na F 1.
Porém, em 1985, durante um treino livre para o GP da Bélgica, em Spa-Francorchamps, o titular da McLaren, Niki Lauda, sofreu um acidente e uma pequena lesão no pulso da mão direita o impediu de competir na prova seguinte, o GP da Europa, em Brands Hatch, na Inglaterra, e Watson foi recrutado pelo time para a prova, terminando em sétimo lugar.
Além das cinco vitórias na Fórmula1, John Watson anotou duas poles na categoria máxima do automobilismo mundial, ambas com Brabham-Alfa Romeo (nos GPs de Mônaco de 1977 e da França, em Dijon-Prenois, em 1978)
TESTE COM O CARRO DA JORDAN
A equipe Jordan, que estreou na Fórmula 1 em 1991, recrutou o experiente John Watson, afastado das pistas desde o final de 1985, para testar o carro que utilizaria em seu ano de estreia. Assim, em 28 de novembro de 1990, Watson andou com o modelo 191 da Jordan, em Silverstone, trazendo informações importantes sobre o carro projetado por Gary Anderson.
VIDA PESSOAL
John Watson se casou com Barbro Peterson em 1982. Ela era a viúva de Ronnie Peterson, que morreu em consequência do acidente na largada do GP da Itália de 1978, em Monza. O novo matrimônio de Barbro durou apenas cinco anos. Sofrendo de depressão profunda, Barbro tirou sua própria vida pouco antes do Natal de 1987.
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Conquistou duas poles, ambas com Brabham-Alfa Romeo (nos GPs de Mônaco de 1977 e da França, em Dijon-Prenois, em 1978), e venceu cinco GPs, o primeiro pela Penske-Ford (1976) e os demais pela McLaren-Ford, sendo um em 1981 (Grâ-Bretanha), dois em 1982 (Bélgica e Detroit) e um em 1983, nos Estados Unidos Oeste.
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