por Thiago Tufano Silva
Damião Garcia, um dos mais conhecidos empresários do Estado de São Paulo (foi ele quem fundou a Kalunga, maior distribuidora brasileira de materiais escolares e produtos para escritório e informática), morreu no dia 22 de abril de 2016, aos 85 anos, em São Paulo-SP, devido a uma pneumonia.
Além de grande empresário, Damião Garcia teve também importante papel político no Noroeste e no Corinthians, seus dois clubes do coração. No primeiro, Garcia foi presidente entre os anos de 2003 e 2012, quando salvou a agremiação de uma grave crise financeira e recolocou o Norusca na elite do futebol paulista. Já no Timão, Damião era conselheiro vitalício e a sua empresa, a Kalunga, estampou as camisas dos jogadores nas décadas de 80 e de 90.
Nascido em Bauru-SP, Damião Garcia se mudou para São Paulo com Maria, sua esposa, no ano de 1972. Como queria um negócio próprio na capital paulista, fundou uma gráfica na av. Celso Garcia que acabou se tornando a famosa Kalunga.
Damião Garcia deixou cinco filhos, netos e bisnetos.
Abaixo, leia o obituário do jornal Folha de S.Paulo, assinado pela jornalista Fernanda Pereira Neves, sobre o empresário Damião Garcia:
Um coração entre o Corinthians e o Noroeste
FERNANDA PEREIRA NEVES
DE SÃO PAULO
03/05/2016
No quarto do Hospital Sírio Libanês, Damião Garcia dizia ao filho e à equipe médica que precisava sair. Não podia perder o Corinthians e Palmeiras que aconteceria no domingo seguinte. Fez até uma lista com as pessoas que levaria ao Pacaembu. Ficariam todos na frente das tribunas –porque nas tribunas dá azar, dizia.
Nascido em Bauru (a 329 km de SP), desde pequeno Damião já era apaixonado por futebol –e tinha o coração dividido. Torcia para o Noroeste, clube de sua cidade, e adorava o Corinthians. Brincava com a coincidência de torcer para dois times fundados em 1º de setembro de 1910.
Sua relação com eles, porém, não era só de torcedor. No Noroeste, foi presidente em uma das maiores crises financeiras do clube e o ajudou a voltar para a elite do futebol paulista. Já no Corinthians, era conselheiro, além de sua empresa –a Kalunga– ter estampado as camisas dos jogadores entre os anos 80 e 90.
Torcendo ou trabalhando, ele não parava. Era agitado, dinâmico. Começou a trabalhar aos 15 anos, na papelaria Tilibra –mesma empresa em que seu pai trabalhou–, e continuou ativo até o fim.
Em 1976, foi para São Paulo com a mulher, Maria, e os filhos. Queria seu próprio negócio. E uma gráfica na av. Celso Garcia (zona leste) acabou sendo o começo da Kalunga.
Ele era tranquilo e gostava de ter a família por perto. Trabalhavam juntos, almoçavam juntos, iam ao estádio juntos.
Aquele último Corinthians e Palmeiras, porém, Damião não viu. Soube depois que seu time perdeu. Um a zero.
Morreu dia 22, aos 85, devido a uma pneumonia. Deixa cinco filhos, netos e bisnetos.
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