O futebol já viu muitos eventos "pela primeira vez" em sua longa história.
Mas o que está prestes a acontecer neste próximo dia 11 de junho de 2026, e nos dois dias seguintes, realmente nunca foi feito.
Nem visto antes.
Pela primeira vez nos 96 anos de história da Copa do Mundo da FIFA, não haverá uma só cerimônia de abertura.
Serão três!
Uma para cada país organizador.
Uma para a cultura de cada país.
A surpreendente decisão vem para tornar a maior Copa do Mundo de todos os tempos ainda maior.
Depois da tensa, mas bem-sucedida primeira vez em que dois países organizaram uma Copa do Mundo, como Japão e Coreia do Sul fizeram em 2002, ninguém esperava ver países em conjunto sediando uma Copa do Mundo.
E agora, 24 anos depois, a Copa do Mundo de 2026 é a primeira já a ser sediada simultaneamente por três nações: México, Estados Unidos e Canadá.
Então, agora, a FIFA enfrentou um problema que nenhum comitê organizador anterior jamais encontrou: como você abre um torneio que pertence igualmente a três países, três povos e três identidades diferentes?
A resposta, no final, foi simples.
Você não escolhe: você dá a cada um o seu momento único e especial!
O México vai primeiro.
No dia 11 de junho, noventa minutos antes do pontapé inicial da primeira partida da Copa do Mundo entre México e África do Sul no Estádio Azteca, na Cidade do México, a primeira e a maior das três cerimônias acontecerá.
O Estádio Azteca é um local nada menos que dos mais históricos no futebol mundial: sediou cerimônias de abertura da Copa do Mundo em 1970 e 1986.
Quando o apito soar no próximo dia 11 de junho, ele se torna o primeiro estádio na história da competição a ter realizado três aberturas de Copa do Mundo!
Nenhum outro campo no planeta pode dizer isso.
A lista de artistas que participarão da cerimônia de abertura do México é uma celebração do próprio país.
A banda de rock mexicana Maná, vencedora de vários Grammys, será o grande destaque da noite.
Ao lado do cantor pop local Alejandro Fernandez, filho do lendário ícone do estilo "ranchero" Vicente Fernandez.
As cantoras Belinda e Lila Downs, lado a lado com Los Angeles Azules, um dos grandes nomes da cumbia mexicana tradicional, também se apresentarão.
A cantora sul-africana Tyla e a grande estrela da música latino americana, o colombiano J Balvin completam a cerimônia.
Os Estados Unidos sediarão 78 das 104 partidas do torneio, incluindo a final em Nova Jersey.
Dar ao México a abertura oficial foi a forma da FIFA garantir que o país anfitrião com a menor parcela de jogos ainda recebesse um dos maiores momentos de toda a competição.
Apenas um dia após a cerimônia de abertura no México, no dia 12 de junho, o Canadá terá sua primeira partida e sua própria cerimônia de abertura.
O Canadá abre sua participação no Mundial contra a Bósnia e Herzegovina, em Toronto.
E que cerimônia os canadenses preparam:
Ninguém menos que Michael Buble! E ao seu lado uma das rainhas do rock: Alanis Morissette, duas mega estrelas do Canadá, sobem ao palco.
Também estarão lá as artistas locais como Alessia Cara, Jessie Reyez, Elyanna e Nora Fatehi.
A FIFA prometeu aos fãs uma cerimônia chamada de "jornada pelo Canadá", com momentos projetados para refletir o país de costa a costa antes do início da partida.
Mais tarde, no mesmo dia 12 de junho, os Estados Unidos abrem sua campanha na Copa, enfrentando o Paraguai no SoFi Stadium, em Los Angeles.
Por lá, vamos ter festa também. Festa com muito estilo.
Katy Perry é a grande estrela da noite.
Ela será acompanhada pelo rapper Future, Lisa do fenômeno do K-pop Blackpink,
Mas vai ter Brasil na festa em Los Angeles: Anitta !
Que terá lugar de destaque no palco.
Então, festa pra todo lado.
Começando pela Cidade do México e continuando para Toronto e depois para Los Angeles, as cerimônias vão unir música, cultura e futebol de uma forma única para cada país.
Mas a festa não acaba por aí, não.
Talvez para fugir das polêmicas desta Copa do Mundo, FIFA e Comitês Organizadores, querem mais festa. Mais shows.
Mais eventos.
O programa de entretenimento será o maior de todas as Copas!
No dia 4 de julho, os Estados Unidos celebram o 250º aniversário da assinatura da Declaração de Independência.
E duas partidas das oitavas de finais da Copa do Mundo serão disputadas nesta data exatamente: uma em Houston e outra na Filadélfia neste dia.
Ambas as partidas terão cerimônias especiais para marcar a ocasião, adicionando mais uma camada de celebração ao que já é a Copa do Mundo com a programação mais densa na história do futebol.
E então...mais festa.
Chega a grande final da Copa.
No dia 19 de julho, no MetLife Stadium em Nova Jersey, o futebol fará algo que nunca fez em 96 anos de Copas do Mundo.
Haverá um show no intervalo do jogo!!
A decisão foi confirmada pelo presidente Infantino, que chamou de momento histórico para a Copa do Mundo da FIFA.
E um show que promete ser o maior evento esportivo do mundo.
De todos os tempos!
O show será produzido e curado por Chris Martin, integrante da famosa banda Coldplay.
Martin não se apresentará : seu papel é selecionar e organizar os artistas que subirão ao palco.
Os artistas escolhidos ainda não foram anunciados.
Segredo...
A parceria com a Global Citizen, entidade beneficente que tem como objetivo erradicar a pobreza no mundo, tem participação na festa da finalíssima.
E tem uma meta financeira específica para o show da noite da final: arrecadar 100 milhões de dólares para o acesso à educação de qualidade para crianças em mais de 200 países!
Mas há um problema.
E bem grande.
Porque....Como é que você faz um show no intervalo de um jogo, se as regras do futebol estabelecem que o tempo de descanso entre os dois tempos...por regras da própria FIFA, não deve ultrapassar 15 minutos?
E a própria FIFA vai ter que quebrar suas regras, e estender esse intervalo para acomodar uma apresentação completa, como a NFL, do futebol americano faz no Super Bowl ?
Se aumentar o tempo de intervalo....como ficam os jogadores....com seu aquecimento e foco?
Tudo para agradar o público, mas às vezes...."tem dia que de noite é fogo", dizia o grande Garrincha.
O que, sim, está confirmado é o enorme tamanho do esforço que a FIFA está tentando apresentar ao mundo, nestes dias tão tensos.
A Copa do Mundo retorna à América do Norte pela primeira vez desde que os Estados Unidos sediaram em 1994 e no México em 1986.
Ela chega desta vez como um torneio de 48 seleções, o maior na história da competição, com 104 partidas distribuídas por 16 estádios em três países.
A FIFA recebeu mais de 500 milhões de pedidos de ingressos para os sete milhões de lugares disponíveis nessas 104 partidas.
O ingresso final para a final de 19 de julho tem um valor de face de cerca de 14.000 dólares, comparado com 1.600 dólares pelo ingresso equivalente na Copa do Mundo de 2022 no Catar.
Nenhum orçamento específico foi publicado para as três cerimônias de abertura ou para o show do intervalo da final.
Mas serão dezenas de milhões de dólares. Pouco, perto dos 11 Bilhões de dólares que a FIFA divulgou como lucro dessa Copa de 2026.
O que se sabe é que o investimento total da FIFA no torneio de 2026 é estimado em mais de três bilhões de dólares, e que o prêmio em dinheiro para as seleções nacionais participantes foi fixado em um recorde de 727 milhões de dólares!
Isso é um aumento de 65 por cento em relação ao Qatar!
Muita grana...
Então é isso: teremos três cerimônias de abertura.
Mais um show no intervalo da final.
E um conjunto especial de celebrações para o 4 de Julho.
A Copa do Mundo de 2026 não é simplesmente a maior edição do torneio em termos de seleções e partidas.
É também a operação de entretenimento mais ambiciosa na história do esporte.
Tomara que a guerra com o Irã acabe logo....porque nessas festas todas, os preços nos EUA não param de aumentar.
E os hotéis já reclamam de centenas de cancelamentos de reservas.
E quem falou que a Copa do Mundo será monótona fora dos campos ?
É isso que a FIFA quer.
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