Christian

Ex-centroavante do Internacional

por Tufano Silva

Christian Correa Dionísio, o centroavante Christian, que, por conta de suas boas atuações pelo Inernacional, chegou a ser chamado de "Jesus Christian" pelos colorados, em 2012 morava na cidade de Igrejinha-RS, onde era empresário do setor de venda de combustíveis.

Nascido em Porto Alegre-RS em 23 de abril de 1975, Christian iniciou sua carreira nas categorias de base do Internacional. Ficou no clube, sem muito destaque, de 1989 a 1992, quando se transferiu para o futebol português, onde defendeu o Marítimo, Estoril e Farense.

Retornou ao Beira-Rio em 1996, e, a partir daí, sua carreira começou a deslanchar. Na temporada seguinte, ajudou a desacreditada equipe do Inter a conquistar o Campeonato Gaúcho, e ainda, no Brasileirão daquele ano, marcou 23 gols, sendo o maior artilheiro colorado em uma única edição da competição nacional.

Deixou mais uma vez o futebol brasileiro em 1999, quando se transferiu para a França, passando por Paris Saint-Germain e Bordeaux. Em 2002, foi emprestado ao Palmeiras, e logo depois ao Galatasaray, da Turquia. Acertou seu retorno ao Rio Grande do Sul em 2003, só que, desta vez, para defender o Grêmio.

Foi negociado com o Omiya Ardija, do Japão, em 2005, e logo em seguida foi emprestado ao São Paulo, onde fez parte do elenco que conquistou o Mundial de Clubes daquela temporada.

Após rápidas passagens por Botafogo e Juventude, Christian chegou em 2006 ao Corinthians, onde teve um início arrasador, marcando cinco gols em cinco jogos. No entanto, uma proposta do Internacional "balançou" o centroavante, que retornou ao Beira-Rio.

Não teve muitas chances no Inter, e após deixar novamente o clube, rodou por Portuguesa, Pachuca-MEX, Monte Azul, Pelotas e São Caetano.

Em 28 de julho de 2015, o UOL publicou uma matéria sobre Christian, assinada pelos jornalistas Vagner Magalhães e Vanderlei Lima, que segue abaixo, na íntegra:

Christian assume erro ao deixar o Corinthians para "seguir o coração"

Em quase 20 anos de carreira, o ex-atacante Christian, 40, passou por clubes de seis países: Brasil, Portugal, França, Turquia, Japão e México. Pendurou as chuteiras em 2010, no São Caetano, aos 35 anos, quando já sofria com dores persistentes nos joelhos. Hoje, presta consultoria para alguns clubes europeus, interessados em jogadores brasileiros, e possui uma construtora em Porto Alegre. Começou no Internacional, passou pelo Grêmio, mas tem um arrependimento na carreira. Ter deixado o Corinthians em 2007 para retornar ao Inter. Lá, se desentendeu com o técnico Alexandre Gallo, abreviando sua terceira passagem pelo clube que o formou.
 
"Não chegou a ser uma briga. O Gallo tinha as convicções dele. Naquele momento faltavam certas coisas a serem feitas. O grupo não andava, estava em uma situação complicada. E eu externei algumas coisas que eu pensava. Talvez o Gallo não tenha gostado e eu fui afastado por alguns dias. Depois ele saiu, o Abelão voltou e me trouxe de volta para o grupo. Tinha mais um ano de contrato, mas disse que não queria ficar e fui para a Lusa", diz ele.
 
Christian afirma que talvez, mais à frente, os dois possam ter uma conversa franca. "Torço por ele, respeito o trabalho do Gallo. Até acho que ele é um bom treinador. Quando assumiu a base da seleção, vi que fazia um bom trabalho. O que é certo é certo, o que é errado é errado. Ninguém aqui está para gostar de ninguém, ser pai de ninguém", afirma.
 
Sobre a sua saída do Corinthians, em 2007, ele diz que foi um erro de avaliação ter deixado o clube paulista. "Foi um erro de percurso, um grande erro de avaliação. Ainda tive a chance de voltar ao Corinthians em 2008, mas infelizmente a Portuguesa não liberou", lembra. No início do Campeonato Paulista, ele estava em boa fase: marcou cinco gols em cinco jogos.
 
Christian conta que tinha um contrato de risco com o Corinthians, com prazo inferior a um ano. Ele ia ser avaliado no Campeonato Paulista, para ver se seguiria no time durante o Campeonato Brasileiro. "Era o acordo que eu tinha feito com o (Émerson) Leão. O Corinthians começou a ter um desmanche. Saíram o Gustavo Nery, o Amoroso, o Roger. Aí apareceu uma proposta de dois anos de contrato, sem prejudicar o Corinthians. Eu coloquei isso para o Leão e ele me disse: "faz o que está no seu coração. A gente te quer aqui, mas se é melhor para você, é você que tem de decidir". Aí eu optei pela segurança".
 
Ao se recordar da carreira, ele lembra que depois de fazer a base no Inter, passou quatro anos em Portugal (Marítimo, Estoril e Farense) até retornar ao Colorado. "Saí com 17 e voltei com 21 anos. Quando eu voltei em 1996, as coisas não estavam correndo como eu queria. Joguei uma partida no Campeonato Brasileiro e fui mal. Depois fiquei encostado no Centro de Treinamento. Só em 1997 as coisas começaram a melhorar. Aí comecei a ter certeza de que realmente eu poderia ser um bom jogador. Que eu poderia dar voos mais altos. Foi um grande ano".
 
Ele lembra que pensou em desistir da carreira. "Em Portugal eu já tinha tomado essa decisão. Quando voltei, já tinha juntado uma grana, comprado uma casa. Já tinha cumprido o maior objetivo que era ter um lugar para morar. Se as coisas não seguissem do jeito que eu queria, ia tocar a vida para a frente. Foi uma das decisões que me fizeram voltar de Portugal", afirma.
 
Da passagem pela seleção, guarda na recordação a experiência de atuar com jogadores como Romário, Edmundo, Ronaldo, Rivaldo e Roberto Carlos. "Eu peguei uma das melhores seleções do Brasil de todos os tempos. E eu estava junto com esses caras. Tinha Amoroso, Elber. Para mim foi um privilégio ter feito parte da seleção e ter conquistado a Copa América de 1999. Depois tive o prazer de jogar no PSG e fui um dos protagonistas em quase dois anos no clube. Aprendi muito".
 
Sobre o trabalho atual, diz que comentou alguns jogos na Rádio Gaúcha, mas que tem prestado assessoria para clubes europeus. "Eu tenho alguns diretores de futebol que são meus amigos e me pedem algumas informações sobre jogadores daqui do Brasil para a França, a Espanha, Portugal. Eu tenho feito alguns trabalhos com o Sporting. Tenho amizade no Benfica e estou tocando a minha empresa, que constrói casas e sobrados. Venho fazendo esses trabalhos de consultoria. Meu foco não é ter jogador, ser empresário. Os clubes me pedem indicações e o clube me autoriza a falar aqui em nome deles", diz ele, que recentemente indicou dois jogadores para o Sochaux, da França.
 
"Passados 10 dias, o clube me documentou como representante oficial deles nesse negócio. Esse é o meu tipo de trabalho", diz o jogador, que descarta ser empresário ou técnico de futebol. "Nem quero. Já tenho muita coisa para fazer", brinca.
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