Charles Marzanasco Filho

Jornalista

por Marcelo Rozenberg

O jornalista Charles Marzanasco Filho morreu em 16 de junho de 2022, aos 67 anos, após travar uma longa e heroica batalha contra um mieloma múltiplo, agravado em suas últimas semanas de vida por ter contraído covid-19. 

Nascido em 25 de junho de 1954, seus últimos trabalhos foram como assessor de imprensa do piloto Bruno Baptista (Stock Car), da equipe Cobra Racing no TCR South America e da equipe Viemar na Old Stock. Também escrevia colunas para a "Quatro Rodas". 

Marzanasco também foi assessor de imprensa de Ayrton Senna e da Audi no Brasil, quando o ex-piloto capitaneou as operações da montadora no Brasil, através de ocncessionárias. 

Especializado na área automobiliística, Charlinho, como era carinhosamente chamado, exerceu funções de repórter nas revistas "Quatro Rodas" e "Auto Esporte", e também nos jornais do Grupo Folha e Gazeta Esportiva.

UM DIA ESPECIAL NO GRAMADO DO ESTÁDIO DO MORUMBI

São-paulino apaixonado, ele jamais se esquecerá do dia 6 de dezembro de 1981. Naquele domingo, o seu São Paulo realizou um jogo amistoso festivo contra a Seleção Paulista para comemorar a conquista do título estadual, conquistdo uma semana antes após uma vitória por 2 a 0 sobre a Ponte Preta. 

Pouco mais de sete mil pessoas pagaram ingresso para acompanhar a derrota tricolor por 4 a 3. Mas quem esteve lá, presenciou uma cena inédita e insólita na história do futebol brasileiro. Faltando dois minutos para o encerramento do tempo regulamentar, o técnico Formiga ordenou a Charles, então repórter da Revista Placar, que entrasse em campo em lugar do meia Everton. "Armar um contra-ataque que terminou em falta em Tatu foi o máximo que consegui", disse o jornalista após o jogo.

O desejo de Placar foi fazer uma reportagem mostrando aos leitores o que sentia um mero jogador de peladas quando entrava em campo vestindo a camisa de seu time de coração. Combinada a matéria com a diretoria do São Paulo, Charles almoçou com os atletas e entrou em campo com os titulares. Mas foi para o banco, de onde só saiu aos 42 minutos do segundo tempo. "Naquele dia, cheguei à conclusão de que realmente é muito mais fácil pagar ingresso e subir para a arquibancada do que ser jogador de futebol".

Passados tantos anos, ele trabalhou no meio jornalístico como diretor de Comunicação da Audi. E guardava com carinho algumas lembranças daquela tarde tão especial como a camisa número 18 que vestiu, e a entrevista concedida após a partida ao repórter Fausto Silva, então na Rádio Globo.

 



 

 

 

 

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