Ele foi um dos primeiros líberos do futebol brasileiro nos anos 90. E também foi eficiente em uma equipe que era pouco conhecida e até modesta. No chamado "Carrossel Caipira", do Mogi-Mirim, Capone, o Carlos Alberto Oliveira, era considerado peça essencial no esquema tático do técnico Vadão. Hoje, o ex-zagueiro, que fez fama também no futebol turco, trabalha como treinador. Ele assinou contrato com o Caieiras, time da Grande São Paulo, em 2008.
Nascido em Campinas (SP), no dia 23 de maio de 1972, Capone iniciou a carreira nas categorias de base da Ponte Preta. Mas foi mesmo no Mogi, sob o comando de Vadão, que Capone começou a ganhar destaque no futebol. Ao lado de jogadores como Rivaldo, Válber, Fernando (volante), Leto, Admilson e companhia, Capone fez do Mogi-Mirim um time muito forte na primeira metade dos anos 90.
Em 1996, ele teve uma rápida pelo São Paulo. Com a camisa do Tricolor paulista foram apenas 14 jogos (4 vitórias, 6 empates e 4 derrotas), segundo números do "Almanaque do São Paulo", de Alexandre da Costa. Depois, Capone defendeu com sucesso o Juventude, campeão da Copa do Brasil de 1999. Apesar de vivido boas fases no Mogi e no Juventude, o melhor momento da carreira de Capone foi mesmo jogando no Galatasaray, da Turquia.
Em 2002, ele foi contratado pelo Corinthians. Chegou a jogar alguns amistosos pelo time do Parque São Jorge, mas jamais conseguiu ganhar a vaga de titular na equipe comandada por Carlos Alberto Parreira. Outras equipes brasileiras que Capone defendeu foram: Atlético Paranaense, Grêmio, Londrina e Portuguesa Santista. Fora do país, ele atuou ainda por Kyoto Purple Sanga (Japão) e Beitar (Israel).
por Rogério Micheletti
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