Arílson

Ex-meia do Grêmio, Inter, Palmeiras e Seleção Brasileira
por Túlio Nassif

Arílson Gilberto da Costa, ou simplesmente Arílson, nasceu no dia 11 de junho de 1973, em Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul. Em 2016, seguia morando em São Leopoldo-RS, onde ocupava o cargo de técnico da equipe sub-20 do Clube Esportivo Aimoré. No ano seguinte, foi efetivado e assumiu o time profissional do "Índio Capilé".
 
Iniciou sua carreira no início dos anos 90, nas categorias de base do Clube Esportivo Aimoré. Em 1993 foi contratado pelo Grêmio, onde fez sucesso no time juvenil, conquistando assim, em 1994, o acesso a equipe principal. Isso, porque o então técnico Luiz Felipe Scolari foi convidado a assistir uma partida dos juniores do Grêmio e, desse jogo, deveria promover alguns garotos, já que o time passava por alguns problemas financeiros.

No mesmo ano, fez parte do elenco campeão da Copa do Brasil. No ano seguinte se destacou na campanha do bicampeonato da Copa Libertadores da América (em 1995). Arílson, mais uma vez, se destacou na competição continental e devido ao tamanho sucesso, foi vendido para o futebol alemão, para defender o Kaiserslautern.

Quando chegou à Alemanha, arrumou confusão no novo clube, não se adaptou ao clima do país e brigou com o líder da equipe, o experiente lateral-esquerdo Brehme. Acabou disputando apenas dez partidas pelo clube. Por causa desses conflitos, deixou o futebol europeu no final da temporada e voltou para Porto Alegre.
 
No dia 28 de fevereiro de 2016, Arílson explicou durante o programa Domingo Esportivo o motivo para ter deixado a concentração da Seleção Brasileira. Confira no player abaixo:

 
Mesmo com tantos imbróglios, foi convocado várias vezes para defender a Seleção Brasileira.

E em 1996, na preparação para disputar o pré-olímpico pelo Brasil, Arílson fugiu da concentração. A partir desse fato, o meia nunca mais seria convocado, já que na época, arrumou uma richa com o então técnico da Seleção Canarinho, Mário Jorge Lobo Zagallo.

Após esse lamentável fato e sem clube, aceitou em 1996, defender o arquirrival do seu time de coração, o Internacional.

Terminou o Campeonato Brasileiro daquele ano com o Inter sem uma grande campanha. Contudo, foi mantido como a estrela do elenco para a temporada de 1997. O fruto disso foi a conquista do Campeonato Gaúcho, título que a equipe não vencia desde 1994 e no Brasileirão, com boa campanha, ficou em terceiro lugar.
 
As boas atuações renderam muitas especulações sobre sua saída do Internacional, que pretendia negocia-lo com o futebol europeu. E o Paris Saint-Germain surgia como o grande favorito a contratar Arílson. Porém, devido as lesões na fase final do ano, as negociações com o time parisiense esfriaram e ele acabou sendo vendido ao Palmeiras.
Fez parte da badalada equipe que contava com Marcos, Arce, Alex, Paulo Nunes, entre outras estrelas. Conquistou a Copa do Brasil e a Copa Mercosul na sua passagem pela equipe paulista. Todavia, em 1999, acertou seu retorno ao Grêmio.

Na volta ao Tricolor Gaúcho, não respondeu como esperado. O time foi mal no nacional e lutou bravamente contra a queda. Acabou se transferindo para o futebol espanhol.

mais uma vez não obteve o sucesso esperado, defendendo as cores do Real Valladolid. Com problemas com o alcoolismo, ficou grande parte da temporada no banco de reservas, e pediu para voltar ao Brasil. Foi repassado ao América-MG, onde reencontrou o bom futebol. Conquistou a Copa Sul-Minas e ajudou a equipe mineira a se manter na elite do futebol brasileiro. Após o fim do seu contrato, aceitou o desafio de jogar pelo Universidad de Chile.
 
Devido problemas envolvendo alcoolismo e "volante?, foi dispensado no final de 2001.
Aceitou a proposta do 15 de Novembro de Campo Bom para a disputa do Campeonato Gaúcho de 2002. Posteriormente, acertou com a Portuguesa, para a disputa do Campeonato Brasileiro da Série A. Dispensado da Lusa, acertou com o Avaí, onde ficou até o final de 2003.
 
Quando deixou Florianópolis, acertou com o Al-Ittifaq, da Arábia Saudita. Jogou a temporada 2003 e foi dispensado por insuficiência técnica. Com sérios problemas, incluindo vícios e falta de dinheiro, aceitou a proposta do Santá Fé, da Colômbia, com grande expectativa por parte do clube e, mais uma vez, decepcionou.

Em meados de 2004, recebeu a ultima chance da sua carreira, atuar novamente pelo Grêmio. Mas naquele ano, o time tricolor fez a sua pior campanha da história no campeonato nacional e acabou sendo rebaixado. Assim, com o descenso, a carreira de Arílson chagava perto do seu final.

Sem clube, seus problemas financeiros aumentaram. Começou a jogar por clubes menores. Disputou o Gauchão de 2005 pelo Farroupilha, depois esteve no Nordeste jogando pelo América-RN. Em 2007, retornou ao Rio Grande do Sul para defender o Glória de Vacaria. Ainda passou por Santa Catarina, jogando por Imbituba e Cidade Azul. Depois São Luiz de Ijuí e Itinga do Maranhão. Também jogou pelo 14 de Julho de Livramento.

Em 2011, retornou ao futebol profissional para defender o Imbituba, que havia subido para a Primeira Divisão do Campeonato Catarinense. Esse seria seu último clube, onde encerrou carreira.
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