Adhemar

Ex-atacante do São Caetano
por Marcelo Rozenberg e Marcos Júnior Micheletti

Maior artilheiro da história do São Caetano com 68 gols marcados, Adhemar Ferreira de Camargo Neto, o ex-atacante Adhemar, nasceu em Tatuí, interior paulista, em 27 de abril de 1972. Em junho de 2017, passou a trabalhar como treinador das categorias sub-15 e sub-17 do Grêmio Osasco Audax.

Começou a carreira no Estrela de Porto Feliz, em 1991, mas ganhou notoriedade no São Caetano-SP, (1996 a 2001), onde conquistou os títulos da terceira e segunda divisões do Campeonato Paulista e foi vice-campeão da série C do Brasileiro e da Copa João Havelange.

Defendeu também os aspirantes do Corinthians (1993), São José-SP (1994) Sttutgart, da Alemanha (2001/2002), São Caetano (2003) Seongnan lhwa Chumnans da Coréia do Sul (2004) e Yokohama Marinos, do Japão (onde encerrou sua carreira, em 2005).
Atualmente reside na bela cidade de Porto Feliz-SP, situada junto ao rio Tietê, distante 112 quilômetros da capital paulista.

Foi comentarista do Bandsports, canal a cabo da TV Bandeirantes, e fundador do Projeto Social Bom de Bola, Bom na Escola.
Adhemar tem três filhos: Ayeska e Kaynan (biológicos) e  Nikolas (adotivo) .

Adora cuidar de seus peixes e cachorros. Chegou, ao parar com a bola, a ser convidado pelo Tampa Bay Buccaneers, time da liga de futebol americano dos Estados Unidos, para se tornar "kicker" (chutador) da equipe. Mas o projeto  acabou não se realizando.

Na próxima página, leia uma entrevista que fizemos com Adhemar:
 
Qual o seu time?
São Caetano

Qual o jogo que mais marcante?
Fluminense 0 x 1 São Caetano, no Maracanã.

Qual a sua seleção de todos os tempos?
Taffarel,Jorginho,Luis Pereira,Moser e Roberto Carlos;
Falcão,Tostão,Zico e Pelé;
Ronaldo e Romário.

Qual a camisa mais bonita?
A  amarelinha da Seleção Brasileira
 
Qual o melhor e o pior esporte?
O melhor é o futebol. Pior, nenhum.

Em que rádio você ouve futebol?
Rádio Bandeirantes.

A revista que você lê.
Isto é.

Qual o melhor e o pior presidente da história do Brasil ?
Lula o melhor. Piores foram todos os militares.

A personalidade marcante em sua vida.
Dentro de campo, o baixinho Romario e na vida Jesus Cristo.
 
Narrador esportivo de TV e de rádio.
Na TV o Silvio Luiz e de rádio o saudoso Fiori Giglioti.
 
Comentarista esportivo de TV e de rádio.
Na TV o Neto. Na rádio, o Cláudio Carsughi.

Repórter esportivo de TV e de rádio.

William Lopes na TV e Rodrigo Viga de rádio.
 
Apresentador esportivo de TV e de rádio.
O Mauro Betting na TV e o Milton Neves na rádio
 
Apresentador de auditório de TV.
Raul Gil

Melhor ator e melhor atriz no Brasil.
Tony Ramos e Lucélia Santos

Jornalista de TV
Joelmir Beting
 
Programa esportivo de TV.
Por dentro da bola/Bandsports

Quem melhor escreve sobre esporte no Brasil?
Mauro Beting.

Melhor e o pior cartola.
O Melhor foi o Vicente Matheus e pior o "El vírus" Miranda/Vasco
 
Melhor e o pior técnico.
O melhor, o Jair Picerni e pior, o  Ralf Ragnik (alemão)
 
Entrevista de Adhemar para o UOL Esporte em 29 de janeiro de 2014



Abaixo, confira a entrevista concedida por Adhemar ao UOL Esporte no dia 20 de junho de 2017:

Em busca de talentos, Adhemar vira técnico e é expulso logo na estreia


Emanuel Colombari
Do UOL, em São Paulo

Ao longo da carreira, Adhemar ficou conhecido por seu forte chute de perna direita. Foi com ela que, em 26 de novembro de 2000, o então camisa 18 marcou o gol da vitória do então desconhecido São Caetano por 1 a 0 diante do Fluminense no Estádio do Maracanã.

Hoje, passados cinco anos de sua última partida oficial de futebol, a perna direita de Adhemar pode descansar. O meia-atacante, porém, segue ligado ao futebol. Em 2017, fez sua estreia como técnico de futebol: desde 10 de junho, é ele que comanda o Grêmio Osasco Audax nas categorias sub-15 e sub-17 do Campeonato Paulista.

O convite acabou surgindo de forma incomum. Em 2017, as duas categorias de base do Audax foram terceirizadas. Quem assumiu o time foi o Porto Feliz Futebol Clube, projeto social na cidade Porto Feliz (SP) que tem Adhemar como um dos sócios. Após os jogos da nona rodada, o Audax decidiu mudar a comissão técnica – e, a partir dos jogos contra o Oeste na décima rodada, Adhemar ganhou a chance.

"A gente estava sem o treinador do sub-17 e eu assumi. Assumi com um empate na primeira partida diante do Oeste em Barueri", explicou Adhemar em entrevista ao UOL Esporte.

Na partida em questão, em 10 de junho, o Audax ficou no 1 a 1 com o Oeste pela décima rodada do Paulista sub-17. No entanto, as lembranças do jogo não são as melhores – no fim do primeiro tempo, Adhemar acabou expulso pelo árbitro José Paulo Canale.

"Aos 39 minutos de jogo, expulsei do banco de reservas o senhor Adhemar Ferreira de Camargo Neto (…), técnico da equipe Grêmio Osasco Audax Esporte Clube, por reclamar insistentemente das decisões da arbitragem; o mesmo havia sido advertido anteriormente", relata a súmula do jogo.

O próprio Adhemar, porém, mostra bom humor para explicar a expulsão. "Eu tive um excesso de reclamação. (Na verdade), eu não fui expulso – ele (árbitro) pediu para eu me retirar do campo", disse, rindo.

"Esse é um mal: quem comanda lá fora se exalta. Mas não era reclamação. Eu até falei para ele: `Eu te respeitei, em momento algum eu te agredi verbalmente´. Fui pedir desculpas para ele, assim como ele veio pedir desculpas pra mim… Mas eu questiono muito a marcação por causa da marcação. Como o lance é interpretativo, ele reclama do lado dele e eu reclamo do meu lado", completou.

O início da trajetória de Adhemar no Audax, porém, é irregular. Na categoria sub-15, o time conseguiu duas vitórias, sobre Oeste (1 a 0) e sobre Primavera (3 a 2), sendo que o ex-jogador foi auxiliar técnico na segunda partida. Na categoria sub-17, depois do empate diante do Oeste, o time de Osasco sofreu uma derrota para o Primavera por 1 a 0. O time é terceiro lugar de seu grupo no sub-15, com 20 pontos em 11 jogos, mas é vice-lanterna da chave no sub-17, com oito pontos em 11 partidas.

Os resultados, no entanto, não são o único objetivo do Adhemar na parceria entre Porto Feliz FC e Osasco Audax. Como técnico, o ex-jogador – que se diz um "viciado em futebol" – quer aproveitar a chance para ajudar na formação dos jogadores, dentro e fora de campo.

"O que eu passo para eles é situação real de jogo, o que eu vivi, o que eu passei lá dentro. Eu não pego e falo alguma teoria para eles, que pode acontecer isso ou aquilo. Para mim, são meninos em processo de formação, e você tem que dar toda a tranquilidade para eles entrarem lá e fazerem o melhor sem estarem travados. Senão eles não vão ter essa tranquilidade para eles desenvolverem o que eles querem", diz Adhemar, indo além.

"Eu estou para o futebol assim como o futebol está para mim. Eu sou fanático, sou viciado em futebol. E espero poder contribuir de alguma maneira com algum menino que vá poder dar uma condição de vida melhor. De repente, não seja uma atleta profissional, mas seja um homem, possa ter uma vida digna, possa ser um exemplo de pessoa. A gente tem que fazer a parte social primeiro para depois vir a parte profissional", completou.

Vida estável, projeto social e "ajuda" ao Governo

Longe dos gramados, Adhemar está feliz. Satisfeito com o trabalho no Porto Feliz FC e nas categorias de base do Audax, prefere se concentrar na formação de jogadores – por isso, por enquanto, não pensa em trabalhar como técnico de um time profissional, por exemplo.

"No momento, eu penso só em base. Não é fácil você ter que comandar 20, 22 cabeças. A gente sabe que é difícil (treinar um time profissional), mas quem sabe futuramente? O curso (de treinador), eu acho interessante, você até agrega alguma coisa. Mas a gente pode ter um preparador físico que tenha toda essa visão moderna, juntando com a antiguidade e fazendo um time coeso", analisa o ex-camisa 18, que diz levar uma vida tranquila desde deixou os gramados.

"Depois que eu parei, me engajei no meu projeto social, e tenho investimentos que graças a Deus me deixam uma vida estável. E eu não parei com o futebol; eu sempre estive no futebol. Apesar de ter aposentado profissionalmente, eu sempre estive no social e na base. Acho que é uma maneira de a gente poder passar um pouquinho do que a gente aprendeu de uma maneira mais tranquila, sem tanta cobrança, pra que a gente possa tirar o máximo desses meninos que possam vir a, futuramente, se tornar um grande atleta", acrescentou.

No projeto social que organiza em Porto Feliz, Adhemar exige que os jovens jogadores tenham boas notas escolares. Para ele, é a chance de suprir uma lacuna que nem sempre o poder público consegue.

"Isso faz com que eles tenham um pouco de obrigação de estudar, já que o Governo e o município dão uma relaxada nos meninos", explica, cornetando a política. "Na realidade, quem deveria fazer isso seria o Governo, mas a gente dá uma mãozinha para o Governo. Fica tranquilo que a gente ajuda o Governo. Mas o importante é a gente criar uma sociedade digna, um homem, um cidadão. A gente não pode salvar o mundo, mas algumas pessoas a gente pode encaminhar", completa.

Abaixo, ouça Adhemar e Jair Picerni no Domingo Esportivo, da Rádio Bandeirantes, do dia 21 de janeiro de 2018:

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