Disputa entre federações paulista e carioca impediu que algumas da principais estrelas da equipe viajassem ao Chile

Disputa entre federações paulista e carioca impediu que algumas da principais estrelas da equipe viajassem ao Chile

No dia 18 de setembro de 1920, durante a quarta edição do Campeonato Sul-Americano de Futebol (atual Copa América), o Brasil sofria a maior derrota de sua história - feito que perdurou até a fatídica semifinal da Copa do Mundo de 2014.

Naquele ano, um desentendimento entre as federações paulista e carioca fez com que nenhum jogador de São Paulo fosse liberado para disputar o torneio continental com a seleção brasileira, com exceção de dois jogadores do Santos, na época rompido com a APEA.

O Brasil foi à competição com a missão de defender o inédito título conquistado no ano anterior. Desta vez, porém, sem as estrelas Friedenreich, Neco e companhia.

O adversário da estreia seria o anfitrião Chile, ainda sem expressão internacional. Surpreendentemente, os donos da casa impuseram dificuldades aos brasileiros, que venceram pela contagem mínima de 1 a 0.

Uma semana depois (18/09), o massacre aconteceu. Cerca de 16 mil pessoas presenciaram algo que só seria repetido mais de mil jogos depois. Em Valparaiso, no Sporting Club (hoje apenas um hipódromo) o Uruguai precisou de 24 minutos para começar a contagem, com Angel Romano. Dois, três, quatro, cinco...A "pane" tomou conta dos jogadores brasileiros, filme que parece ter sido reprisado no dia 8 de julho de 2014. A fatura foi liquidada aos dezesseis minutos do segundo tempo, com José Perez: 6 a 0!

É possível traçar semelhanças daquela seleção de quase cem anos atrás com a atual. Ou melhor, daquela CBD, que permitia que a bagunça política entre as federações estaduais enfraquecesse a seleção nacional com a atual CBF, cujos escândalos acabam por deixar o futebol em segundo plano. Quase um século depois, as mesmas mazelas ainda se repetem na entidade-mãe do futebol brasileiro. 

 

Confira a ficha do jogo:

Brasil 0 x 6 Uruguai

18/09/1920 (Campeonato Sul-Americano)

Árbitro: Carlos Fanta (Chile)

Público: 16 mil pagantes

Gols: Angel Romano 24´ e 49´, Antonio Urdinaran 38´, Pascual Somma 44´ e 54´e José Perez 61´.

Brasil: Kuntz (Flamengo-RJ), Telefone (Flamengo-RJ) e Martins (São Cristóvão-RJ); Japonês (Flamengo-RJ), Sisson (Flamengo-RJ) e Fortes (Fluminense-RJ); De Maria (Andarahy-RJ), Zezé (Fluminense-RJ), Castelhano (Santos-SP), Junqueira (Flamengo-RJ) e Alvariza (Brasil-RS). Técnicos: Oswaldo Gomes e Fortes (capitão)

Uruguai: Legnazzi, Foglino e Urdinaran; Ruotta, Zibechi e Ravera; Somma, Perez, Pendibene, Romano e Campolo. Técnico: Ernesto Figoli

 

*Não existem registros fotográficos disponíveis daquela partida. A foto acima retrata o estádio da partida, o Sporting Club de Valparaiso, em 1922.

 

 

 

 

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