Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Brasil e Argentina disputam a final da Copa América, neste sábado, 10/7, no Maracanã. As redes antissociais fervem, polarizadas, com muita gente alardeando que vai torcer para os “hermanos”.

Colegas jornalistas posam com a camisa da Argentina.

De preferência do Lionel Messi, é claro.

Acabei de ouvir um deles, que nem jornalista é, é ex-jogador,  destilar seu ódio à Verde e Amarela.

E, especialmente, a Neymar.

Neymar filho e Neymar pai, pelo que sei, não têm ideologia. O pai, principalmente, que é quem cuida da grana do filho, não perde a chance de aparecer ao lado do presidente da vez.

Já tirou foto com Lula, com Dilma e, evidentemente, com Bolsonaro.

A este último teria se aproximado em busca de privilégios na declaração do Imposto de Renda.

Se conseguiu, ninguém sabe.

Eu vou torcer para a Seleção Brasileira.

A amarelinha não pertence ao atual ocupante do Palácio do Planalto.

Pelo contrário, trata-se de um símbolo que deve ser resgatado rapidamente.

Como a bandeira nacional, a camisa da seleção cinco vezes campeã do mundo pertence à população brasileira.

Não a uma parte dela.

Parte esta bem diminuta em relação ao restante da população, pois que as últimas pesquisas de opinião pública mostram que a popularidade do atual governo está em queda livre.

O apoio a ele a não passa de 24 por cento.

Então, pergunto, por qual motivo a maioria dos brasileiros deve se submeter à vontade de uma minoria que se julga no direito de se apossar da bandeira nacional e da camisa da Seleção Brasileira?

Trata-se de uma questão antiga.

Com mais de 50 anos.

Os de cabeça branca, como eu, lembram-se muito bem que em 1970, no auge do Regime Militar, milhares de brasileiros não queriam torcer para o Pelé e cia na brilhante e inesquecível jornada que levou o Brasil ao seu terceiro título mundial.

Eram brasileiros que estavam sendo massacrados pelo arbítrio, pela tortura.

A resistência durou pouco.

Sucumbiu à genialidade de Pelé, os gols de Jairzinho, os lançamentos de Gerson, os chutes de Rivellino e a inteligência de Tostão.

Não importa se a decisão entre Brasil e Argentina será mostrada em Canal aberto pelo SBT, cujo dono Sílvio Santos não se constrange em apoiar quem está no poder, seja ele, Lula, Figueiredo, Sarney, Collor ou Bolsonaro, no melhor estilo Neymar pai e Neymar filho.

Vou torcer pelo Brasil.

Não me curvo ao governante da vez.

Seja ele quem for.

 

 

 

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