Silvinho

Ex-meia esquerda do Botafogo de Ribeirão Preto e Palmeiras
por André Marcos, radialista da Rádio Fraternidade Fm- 87,9 de São Simão
 
Silvinho, o Sílvio Antonio da Conceição Gomes, ex-Botafogo de Ribeirão Preto, Mogi Mirim, Inter de Limeira, Palmeiras, Maringá e Ponte Preta, mora hoje em São Simão. Ele está acamado por conta de uma doença chamada malformação arteriovenosa. Infelizmente, Silvinho não fala, não anda e se alimenta por sonda.
 
Antes de a doença se agravar, Silvinho, que encerrou a carreira em 1990, trabalhava em uma Igreja Evangélica, onde também era pastor.

Silvinho esteve na Itália durante seis meses, quando por lá trabalhou em uma loja de móveis. Não agüentando o frio da Europa, ele resolveu então voltar para o Brasil.

Em São Simão, Silvinho levava a palavra de Deus para os necessitados e oprimidos. S casou duas vezes e tem dois filhos. Durante um certo tempo, ele também trabalhou como motoboy e entregador de pizzas, mas ao conseguir se formar como Pastor da Igreja da Graça de Deus, o ex-meia esquerda veloz que conseguiu disputar o Campeonato Brasileiro de 86 pelo Palmeiras (seu time de coração), definitivamente deu um rumo em sua vida. Jogando com a camisa do Verdão, em 1986, Silvinho fez apenas dez jogos (3 vitórias e 7 empates) e não marcou nenhum gol.

Ele recordava com lágrimas nos olhos o dia 22 de julho de 1979 no Estádio Santa Cruz, em Ribeirão, quando entrou em uma fogueira daquelas aos 22 minutos do segundo tempo, num jogo contra o Corinthians pelo Campeonato Paulista, atuando pela primeira vez na vida como profissional.

Com 17 anos, tinha que subir para o time de cima e ao entrar em campo no lugar do atacante Toninho que não estava bem no jogo, Silvinho foi o responsável por uma virada histórica do Fogão por 3 a 1 contra o Timão que vencia a partida por 1x0, gol marcado por Wladimir na primeira etapa.
 
Silvinho só não fez chover naquela inesquecível tarde de domingo. Meteu bola nas canetas do Amaral (aquele), meia-lua no Biro-Biro e quebrou a espinha do Mauro, participando de três jogadas de contra-ataques mortais que deram origem aos três gols do Botafogo, que até então, nunca tinha vencido o Corinthians jogando em Ribeirão.

Já tinha ganho no Parque São Jorge, Pacaembu, mas na Califórnia Brasileira, não. Ele quebrou um tabu que estava atravessado na garganta de todos da alta mogiana e virou grande promessa até para a Seleção Brasileira.

Aquele menino humilde que ia para o grupo escolar descalço e limpando o nariz na camisa e de bornal, filho do seu "Palaçinho", que era frentista de posto de gasolina e da dona "Nica", lavadeira e faxineira, tendo mais 5 irmãs e mais dois irmãos caçulas, um deles o "Ney", que jogava futsal e só enxerga com um olho, porque o outro foi furado por uma tesoura, Silvinho teve que encerrar a carreira no fim do ano de 1990, por causa de uma grave contusão no joelho esquerdo.
 
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