Sávio

Ex-meia de Flamengo e Real Madrid
por Diogo Miloni
 
Jogador que misturava velocidade, habilidade e técnica, Sávio Bortolini Pimentel, o ex-meia Sávio, fez sucesso estrondoso no Flamengo e chegou ao estrelado Real Madrid.
 
Em 2015, já aposentado dos gramados, foi contratado para ser comentarista da TV Esporte Interativo.

Natural de Vila Velha, no Espírito Santo, Sávio nasceu no dia 9 de janeiro de 1974 e começou a dar seus primeiros dribles de canhota aos 12 anos na Desportiva Capixaba. Em 1992, já maior de idade, foi transferido para o Flamengo e tornou-se a principal esperança das categorias de base do Rubro-Negro.

Em 1995, ano que o clube carioca completava seu centésimo aniversário, Sávio fez parte do "ataque dos sonhos?, municiando Edmundo e Romário. Ao contrário das expectativas, o Baixinho foi um verdadeiro pesadelo na vida do meio-campista: enciumado pelo sucesso do jovem talento, Romário tentava diminuir os créditos do armador e chegou a intimidá-lo durante uma partida.

Sem espaço na Gávea, Sávio foi negociado com o Real Madrid em 1997. No clube merengue, as contusões atrapalharam sua sequência na equipe principal, mas seguia como boa opção no banco de reservas. Em 2003, após conquistar três Ligas dos Campeões pelo Real, o armador foi vendido para o Zagaroza e daí por diante seu rendimento nunca mais foi o mesmo.
 
Em 2010, Sávio retornou ao Brasil e acertou com o Avaí. Sua passagem pelo Leão de Florianópolis durou sete meses e não deixou muitas saudades no fanático torcedor do clube catarinense.
 
Clique aqui e veja matéria especial com Sávio publicada em 10 de abril de 2019, no UOL, assinada pelo jornalista Gabriel Carneiro.
 
No dia 25 de março de 2014 Sávio foi tema de matéria no UOL. Veja, abaixo:
 
Sávio detona melhor ataque do mundo e só quer saber de tênis e taekwondo
 
Pedro Ivo Almeida
Do UOL, no Rio de Janeiro
 
Após 18 anos de carreira profissional, Sávio tem motivos de sobra para lembrar com carinho sua vida nos gramados. Com passagens de destaque por Flamengo, seleção brasileira, Real Madrid e outros times da Europa, além de títulos importantes como a Liga dos Campeões e o Mundial Interclubes no Japão, o ex-atacante construiu uma trajetória vitoriosa e ganhou destaque no cenário esportivo na década de 90.

No entanto, o esporte que deu projeção, permitiu viagens pelo mundo e uma situação tranquila nos dias atuais já não encanta mais. E Sávio foge sempre que pode de uma bola. "Nem passo perto disso. Não sinto falta de jogar, de participar de pelada, de nada", garantiu o ex-jogador.

"Vivi muito intensamente durante quase três décadas, entre base e profissional. Eram viagens, treinos, concentrações. Hoje nem quero saber. No máximo, uma pelada com família. E se pedirem. Também já não faço isso há muito tempo. Meu negócio agora é jogar tênis, fazer um taekwondo. Estou curtindo mais esses outros esportes, lutas. Fiz até aula. Só não queria competir, mas estava indo bem", contou.

Além dos títulos e das dificuldades da rotina do futebol, Sávio guarda na memória algumas decepções e mágoas na carreira. E as frustrações não se dão apenas com os resultados dentro do campo, mas também com confusões fora das quatro linhas, como aquelas que dominavam o Flamengo na época do ataque formado por ele, Romário e Edmundo.

"Criaram essa coisa de melhor ataque do mundo e isso sempre atrapalhou. Era realmente um grande ataque, mas o resto do time era muito fraco. É só pegar o elenco e olhar. Além disso, era muita bagunça. O fracasso em campo era apenas um reflexo de tudo que acontecia do lado de fora. Todo mundo via aquela zona. Não tinha como dar certo", relembrou.

"Tudo era muito difícil. As principais peças do time [Romário e Edmundo] não entendiam que a instituição Flamengo estava acima dos interesses pessoais. Era muita vaidade, muita individualidade. O ego atrapalhou o que o time tinha de melhor. Isso sem falar nos treinos que sempre atrasavam, nas confusões na Gávea. Era complicado", atacou.

Sem papas na língua, Sávio só diminui o tom na hora de comentar os desentendimentos públicos que teve com Romário. Em um amistoso realizado no Japão, o jogador chegou a trocar empurrões com o atacante tetracampeão do mundo.
 
"O Romário era assim mesmo. Era o jeito dele. Foi uma discussão normal em campo, mas que acabou ganhando proporções elevadas. Talvez possa ter rolado uma palavra fora do tom, um argumento errado, mas eram coisas normais. Não fico guardando mágoa", minimizou.

E o Baixinho, hoje deputado federal, não foi o único companheiro ilustre de Sávio, que aproveitou as recordações dos bons tempos na Europa para dar mais uma alfinetada os parceiros da época de Flamengo.

"Não posso reclamar de nada. Joguei com muita gente boa por aí. Tive ao meu lado o Roberto Carlos, Raul, Redondo, Seedorf, Figo, Zidane e o Casillas no início da carreira. Aquele time do Real Madrid ganhou tudo. Foram três Champions League e um Mundial. E não era difícil entender. Ao contrário do Flamengo, todos eram muito comprometidos. Era tudo completamente diferente. Ninguém se achava maior que a instituição. Aí ficava fácil jogar".

Da Europa veio ainda a inspiração para as atividades exercidas atualmente. Após anos de estudos e vivência no Velho Continente, Sávio decidiu por abrir uma empresa de investimento imobiliário e gestão financeira. E é justamente no seu novo campo que sobra um pouco de espaço para o futebol.

"Também faço a gestão da carreira de alguns atletas que estão começando sua vida, mas nada de querer ser empresário ou ficar tendo participação de 10%, 20% em direitos de jogador. Estou preocupado com a educação destes jovens. Quero poder proporcionar um planejamento. Eu tive isso na minha carreira, observei muito também nos meus anos fora do Brasil e queria repassar. Além disso, tenho duas outras empresas. Meu foco hoje é esse. Quero trabalhar e estudar cada vez mais essas áreas", disse.

E mesmo tomando um rumo diferente de tantos ex-companheiros, Sávio, por mais que tente fugir do esporte que o consagrou, ainda assiste o futebol. E até comenta. O ex-jogador de Flamengo e Real Madrid faz parte do time de comentarista do grupo RBS, da TV Globo, em Santa Catarina.

"É uma experiência bacana, mas nada além disso. Penso mesmo é na minha família, nos meus investimentos e nas empresas", encerrou, mostrando que o futebol deixou de ser prioridade desde que encerrou sua carreira, em 2010, no Avaí.
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