Ele até chegou a jogar de amarelo. Não fez sucesso como Raul na Toca da Raposa, mas também não decepcionou tanto. Gomes, o Carlos Gomes da Cruz, foi um promissor goleiro do time cruzeirense nos anos 80. Chegou até a viver bons momentos com a camisa 1 celeste. Mas também pecou pela irregularidade.
No Cruzeiro, Gomes foi companheiro de jogadores como Geraldão (zagueiro que defendeu até a seleção brasileira), Douglas (volante que também vestiu a amarelinha), Tostão II (brilhou no Coritiba), Carlos Alberto Seixa (ex-Palmeiras), Careca (meia-atacante), Carlinhos (ponta-direita que defendeu ainda o Atlético Paranaense, o Santos e o Palmeiras), entre outros.
Nascido em Pocran (MG), no dia 10 de junho de 1966, Gomes chegou a disputar várias vezes a condição de titular. Alguns de seus concorrentes foram Ademir Maria (que também defendeu o Santos e o Internacional de Porto Alegre) e Roberto Carlos.
Além do Cruzeiro, Gomes teve oportunidades em outros grandes times. O principal deles foi o Santos, entre 1992 e 1993. Gomes tentava ganhar a camisa 1, que fora usada com sucesso por Rodolfo Rodríguez e Sérgio Guedes, só para citar os últimos.
Gol antológico de Dener
Mas Gomes não ficou marcado por ter feito uma sequência de defesas como o uruguaio Rodolfo Rodríguez. Também não sofreu nenhum "frango" marcante. O goleiro mineiro foi vítima do talento do saudoso craque Dener, que à época defendia a Portuguesa.
Dener fez um gol antológico, no Canindé, sobre o Santos, de Gomes. Antes de driblar o goleiro, Dener dominou a bola no meio de campo, passou pelos laterais Índio e Silva e depois deixou o ex-cruzeirense para trás. Gomes, claro, não teve culpa nenhuma. Dener era gênio.
O que faz hoje?
Gomes mora atualmente em Ipatinga (MG). Ele trabalha na Aciaria, clube que revelou jogadores como Kerlon, o Foquinha, e o atacante Fred.

por Rogério Micheletti
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