O ex-centroavante Eli Esdras de Araújo morreu em 14 de fevereiro de 2025. Ele residia em sua cidade natal, Cruzeiro, no interior de São Paulo, formou-se em Administração de Empresas. Foi casado com Leila, com quem teve quatro filhos e seis netos.
Trabalhou como diretor de trânsito da cidade de Cruzeiro e também como corretor de imóveis.
Abaixo, você confere e-mail enviado pelo internauta Luiz Alberto Moura. Ele relata mais detalhes da carreira de Eli Esdras, que desistiu de jogar no Santos, então treinado pelo técnico Lula.
Eli Esdras iniciou sua carreira futebolística na cidade de Cruzeiro-SP, onde nasceu e defendeu equipe homônima, em 1957.
Transferiu-se no mesmo ano para o Esporte Clube Estrela, da cidade de Piquete-SP, que se preparava para disputar a Primeira Edição da Terceira Divisão de Profissionais da Federação Paulista de Futebol.
Sagrou-se vice-campeão da competição, perdendo a final em jogo disputado no estádio Moisés Lucarelli, campo da Ponte Preta, em Campinas, para a equipe do Nevense de Neves Paulista. Por ter chegado à final, o Esporte Clube Estrela ganhou o acesso à 2ª Divisão.
Pelo clube de Piquete, Eli disputou sete campeonatos na 2ª Divisão, sempre na condição de artilheiro da equipe. Por isso, ele foi homenageado, em 2002, pelo então prefeito municipal de Piquete ao receber como o "artilheiro da década de 60 da cidade.
As boas atuações na Segundona fizeram Eli receber alguns convites para jogar em outros clubes, como por exemplo o Bangu-RJ, do técnico Gentil Cardoso. Já o treinador Aimoré Moreira chegou a pedir ao presidente Joaquim de Moraes a sua contratação para o Esporte Clube Taubaté.
Sua maior chance de seguir carreira profissional se deu em 1961, quando esteve em Santos-SP, a convite de um conselheiro do time santista. Na ocasião, Eli foi apresentado ao técnico Lula, que o mandou apresentar-se a seu auxiliar, China, para treinar com os reservas.
Naquela oportunidade, Eli conheceu Sormani, recém-chegado do XV de Jaú para o Peixe e que mais tarde alcançaria sucesso na Vila e, inclusive, defendendo a seleção Italiana. Mas Eli desistiu de ficar no Santos. Como já era funcionário público federal, cargo na época muito almejado por todos, ele teve receio de perder o emprego. Além disso, o time que o mantinha sob contrato desconhecia sua ida à cidade santista.
Durante as porfias futebolísticas dos anos 60, Elis teve como seu maior rival o Clube Hepacaré de Lorena, time de coração do corintiano fanático e comentarista esportivo, Juares Soares, o popular China. O ex-atacante fez muitas amizades no mundo do futebol, foi diretor de clubes locais e quando assumiu um cargo de chefia na IMBEL (Indústria de Material Bélico) deixou o futebol.
Depois, freqüentou faculdade em sua cidade natal, Cruzeiro-SP, e formou-se como administrador de empresas. Depois, ainda especializou-se como técnico em transações imobiliárias. No período de 2002 a 2004, foi diretor do Departamento de Trânsito de Cruzeiro.
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