Dunga

Capitão do tetra e técnico
por Raphael Cavaco e Rogério Micheletti
 
Nascido no dia 31 de outubro de 1963, em Ijuí (RS), o ex-volante Carlos Caetano Bledorn Verri, o Dunga, tem atualmente residência fixa em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul. É casado com Vanda e têm três filhos.
 
No dia 22 de julho de 2014, o presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) José Maria Marin, anunciou oficialmente o retorno de Dunga ao comando técnico da seleção brasileira.
 
Quase dois anos depos, no dia 14 de junho de 2016, Dunga foi demitido da Seleção Brasileira após ser eliminado da fase de grupos da Copa América Centenário.
 
Em 12 de dezembro de 2012, o Internacional de Porto Alegre anunciou o capitão do tetra como o treinador para a temporada de 2013, permanecendo no clube gaúcho até o dia 04 de outubro de 2013, quando foi demitido, após a derrota colorada por 3 a 1 para o Vasco, partida válida pelo Campeonato Brasileiro.
 
Por conquistar a Taça Piratini (primeira fase do Campeonato Gaúcho), em 10 de março de 2013 e a Taça Farroupilha (segunda fase do Campeonato Gaúcho), 5 de maio do mesmo ano, Dunga se tornou campeão gaúcho de 2013 pelo Internacional, eliminando a possibilidade de uma eventual final, um retorno em grande estilo do ex-jogador sob o comando colorado, clube do coração.
 
Chegou a estudar convite para ser auxiliar-técnico da seleção de Angola na Copa da Alemanha, em 2006, mas declinou da proposta. Meses depois, no dia 24 de julho, ele aceitou o chamado da CBF para ser o treinador da seleção brasileira.
 
Sua história com a camisa amarelinha, porém, se construiu como jogador. Teve altos e baixos ao disputar três Copas do Mundo.
 
Na primeira vez, ficou marcado negativamente pelo fracasso de 1990 na Itália.
 
Na segunda tentativa, recuperou o prestígio e ergueu a taça do tetracampeonato mundial como capitão, em 1994, nos EUA.
 
A partir dali, sua garra fora do comum e espírito de liderança em campo foram devidamente reconhecidos. Outras qualidades - como seus passes precisos, chutes fortes, marcação implacável e desarmes -, passaram a ser exaltadas pela imprensa.
 
Por tudo isso, ele manteve a braçadeira da camisa canarinho em 1998, na França, quando o escrete do técnico Zagallo foi vice-campeão. A fatídica derrota de 3 a 0 na final para o time francês concluiu sua última página de serviços à seleção. O volante fez no total 95 jogos (65 vitórias, 23 empates, 7 derrotas) e marcou seis gols pelo Brasil (fonte: Seleção Brasileira 90 anos - Antonio Carlos Napoleão e Roberto Assaf). Também foi campeão de duas edições da Copa América (1989-1997) e da Copa das Confederações (1997).
 
Dunga ainda atuou em 20 partidas pela Seleção Brasileira olímpica. Pela equipe principal, o marcador estreou no dia 19 de maio de 1987, num empate em 1 a 1 contra a Inglaterra.
 
Clubes
 
Nos clubes, seu sucesso teve menor proporção do que na Seleção Brasileira. Dunga foi revelado pelo Internacional, onde se projetou ao faturar o bicampeonato gaúcho de 1983 e 1984. Após o título, foi transferido para o Corinthians. Lá ficou até 1985. Foi vice-campeão paulista em 1984 e no ano seguinte fazia parte de um timaço, que tinha Carlos, Wladimir, Biro-Biro, Eduardo Amorim, Casagrande, Serginho Chulapa, Hugo De León, Zenon, mas que não ganhou nada. Atuou em 61 jogos e anotou cinco gols com o manto corintiano (fonte: Almanaque do Corinthians - Celso Unzelte).
 
Ele foi repassado ao Santos em 1986, junto com De León, os dois eram representados pelo empresário uruguaio Juan Figger. No ano seguinte (1987), chegou ao Vasco da Gama e já se sagrou campeão carioca (o time contava ainda com Romário, Geovani, Mauricinho, Acácio, entre outros), porém tão logo foi embora rumo ao futebol italiano.
 
De 1988 a 1993, teve passagens por Pisa, Fiorentina e Pescara. Ainda defendeu o alemão Stuttgart (1993 a 1995) e depois o Júbilo Iwata, do Japão, até 1998. Encerrou a carreira no mesmo lugar em que começou, o Colorado gaúcho, em 1999.
 
Carreira como treinador
 
Dunga assumiu a seleção brasileira em 2006, logo depois do fiasco na Copa da Alemanha, sem nunca ter dirigido um clube. Apesar das críticas, o tetracampeão conquistou a Copa América da Venezuela no ano seguinte.
 
O estilo "sargentão" fez com que Dunga entrasse em atrito com as estrelas Kaká e Ronaldinho. Entrou negativamente para a história como o primeiro treinador a perder um jogo para a Venezuela, em junho de 2008.
 
Mas tem em seu currículo conquistas importantes, como a Copa América de 2007, a Copa das Confederações de 2009 e a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008.
 
Nas eliminiatórias para a Copa da África do Sul, conduziu a Seleção Brasileira à primeira colocação, com nove vitórias, sete empates e duas derrotas.
 Entretanto, na Copa da África, em 2010, o treinador não obteve sucesso e viu a seleção ser eliminada pela Holanda, nas quartas-de-final.

O estilo polêmico e emburrado de Dunga foi uma grande marca em sua trajetória como comandante do escrete canarinho. Durante a competição, inclusive, ele sussurrou palavrões para um repórter da Rede Globo, fato que repercutiu negativamente em todo o mundo.

Foi demitido logo depois da Copa, dando lugar a Mano Menezes.
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