por Marcelo Rozenberg
Djalma Linhares de Araújo, o Djalma, vestiu algumas das camisas mais importantes do futebol nordestino (América de Natal, Sport, Santa Cruz, Ceará e Ferroviário). Mas foi no Corinthians, entre 1978 e 1981, que o ex-zagueiro e volante ganhou notoriedade e viveu alguns dos momentos mais marcantes da carreira. Atualmente vive em Recife, mas sempre que pode retorna à pequena Macaíba, no Rio Grande do Norte, onde nasceu em 21 de junho de 1954.
Trabalha como treinador desde que abandonou os gramados, no final da década de 80. É casado em segundas núpcias com a arquiteta Ana Roberta e tem três filhos do primeiro casamento com dona Solange: Daniel, Ana Paula e Juliana. "Parei cedo, tinha bola para pelo menos mais dois ou três anos. Mas os amigos que fiz durante os 19 anos de carreira jamais serão esquecidos.
Um deles é Biro-Biro, com quem dividiu apartamento tão logo desembarcou em São Paulo para defender o Corinthians. Tempo em que fez parte de um time voluntarioso, que conquistou o Campeonato Paulista de 1979 em uma decisão em três partidas contra a Ponte Preta no Morumbi. No entanto, dias depois de levantar a taça, enfrentou uma das maiores provas de fogo antes de um confronto contra o Bahia pelo Campeonato Brasileiro de 1980, na Fonte Nova.
Djalma conta que o então treinador alvinegro, Jorge Vieira, temia escalá-lo por ter que marcar o truculento Beijoca, notório criador de casos e conhecido pela força excessiva. "Quiseram sentir a minha reação, mas como fiquei tranqüilo na concentração, entrei como titular. O Corinthians venceu por 3 a 2, com um gol meu.
Em 1989, um fato inusitado precipitou o encerramento precoce de sua carreira. "Estava no Ferroviário quando um cartola do clube pediu ao então treinador Vanderlei Paiva para escalar um jogador que tinha interesse em vender. Mas o Vanderlei não aceitou essa história e, alegando que deveria jogar o melhor, me colocou em campo. Mesmo assim, depois da partida, resolvi pendurar as chuteiras.
Dois anos depois, iniciou a carreira de treinador no próprio Ferroviário. Passou também por diversos outros clubes nordestinos como Corinthians de Caicó, Fortaleza, AGA, de Garanhuns, Central de Caruaru, Sport (categorias de base), entre outros. Mas mesmo distante de São Paulo, é de sua passagem pelo Corinthians que gosta de falar. "É impossível mensurar a grandeza do clube.
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