Denys ou Denis

Ex-lateral do Palmeiras, São Paulo e Corinthians
Denys Luctke Facincani, o Denys, ex-lateral-esquerdo do Palmeiras, São Paulo e Corinthians, nos anos 80, hoje é dono de uma bela escolinha de futebol na Praia Grande (SP), no bairro da Aviação.

Em 2014, trabalhou como auxiliar técnico do também ex-jogador Sérgio Soares, no Ceará. Em 2015 passou a ser auxiliar técnico de Sérgio Soares no Bahia.

Lateral promissor do Palmeiras na metade dos anos 80, Denys, que jogou por empréstimo no América do Rio e no São Paulo (quando chegou a dar um chapéu em Diego Maradona, em 87, durante partida amistosa contra o Napoli), Denys ficou marcado no Parque Antártica pelo insucesso do Palmeiras contra a Internacional de Limeira, no Morumbi, na final do Paulistão de 86.

Mas para alguns Denys não foi o grande culpado no lance que originou o gol de Tato, então ponta-direita da Internacional de Limeira. "Na minha opinião, o Martorelli (goleiro) deveria ter alertado o Denys, que estava de costas para o lance", diz o jornalista César Francisco Sacheto, presente ao Morumbi naquela vitória da Inter por 2 a 1 sobre o alviverde.

Depois de ser emprestado para o São Paulo, onde foi reserva de Nelsinho, Denys retornou ao Palmeiras em 88. No ano seguinte, comandado por Emerson Leão, o Palmeiras fez uma boa campanha no Paulistão, mas acabou perdendo para o Bragantino, em Bragança Paulista. O time do interior, então dirigido por Luxemburgo, seguiu na competição. O Palmeiras não.

Envolvido com o meia Neto em uma troca pelo meia Ribamar e o lateral-esquerdo Dida, Denys chegou ao Corinthians no segundo semestre de 89. Ao contrário de Neto, que virou ídolo da torcida alvinegra, Denys não conseguiu se firmar no time titular. Ele disputava posição com o prata-da-casa Aílton.

No ano seguinte, deixou o Corinthians. Chegou a atuar na Suíça e na Internacional de Limeira (ao lado do zagueiro Ivan, ex-São Paulo) no começo dos anos 90. Também jogou no futebol peruano, chegando a ser um dos melhores jogadores daquele país. Voltou ao Brasil anos depois e ainda mostrou bom futebol na Portuguesa Santista (SP).

"Tenho muito orgulho da minha carreira, afinal não é qualquer jogador que consegue jogar no Trio-de-ferro (Palmeiras, Corinthians e São Paulo)", conta Denys, casado e pai de dois filhos. E diz mais, Denys: "Todo mundo fala do gol do Tato naquela final de 86, mas por que ninguém nunca se lembra que eu dei um chapéu no Maradona, em Nápolis, naquele Napoli x São Paulo, na estréia do Careca? A grande imprensa é injusta comigo", reclama o ex-lateral-esquerdo, que curiosamente é primo de um jornalista esportivo: Fellipe Facincani.

Foi auxiliar técnico de Sérgio Soares no Juventus durante o Campeonato Paulista de 2008, e depois os dois assumiram o Santo André para a disputa do Campeonato Brasileiro da Série B de 2008. "Sempre gostei muito da cidade, por isso resolvi morar na Praia Grande", conta Denys, que nasceu em São Paulo (SP) no dia 6 de janeiro de 1966.

Em 2010, no Santo André, assumiu o cargo de gerente de futebol.

por Rogério Micheletti

(Livros consultados para números de Denys nos clubes: "Almanaque do Palmeiras", de Celso Unzelte e Mário Sérgio Venditti, "Almanaque do São Paulo", de Alexandre da Costa, e "Almanaque do Corinthians", de Celso Dario Unzelte.)
 
 Em 30 de maio de 1987, jogando pelo São Paulo, protagonizou um momento inesquecível, ao aplicar um chapéu em Maradona, durante amistoso contra o Napoli, no Estádio San Paolo, em Napoli, que terminou empatado em 2 a 2

Pelo Palmeiras:

Atuou em 124 jogos, sendo 48 vitórias, 45 empates e 31 derrotas. Marcou quatro gols.
Fonte: Almanaque do Palmeiras, de Celso Unzelte e Mário Sérgio Venditti

Pelo Corinthians:


Atuou em 13 jogos e não marcou nenhum gol.
Fonte: Almanaque do Timão, de Celso Unzelte.

Pelo São Paulo:

Disputou o Paulistão de 1987 pelo Tricolor, conquistando o título daquele ano. Foram 15 jogos, sendo seis vitórias, cinco empates e quatro derrotas. Não marcou gols.

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