Anibal

Ex-goleiro do Flamengo, Palmeiras e Comercial
por Gustavo Grohmann
 
Anibal Saraiva Júnior, o Anibal, goleiro do Flamengo de 1955 a 1956, morreu na madrugada do dia 23 de julho de 2012, aos 79 anos, em Brodowski, no interior de São Paulo, vítima de infarto.

Ele viveu por muitos anos no bairro Geraldo Correa de Carvalho, lá em Ribeirão, mas passou a morar com sua filha Luzie em Brodowski em 2007, após a morte de sua amada esposa.

Ele afirmava que tinha sido o primeiro goleiro a defender uma cobrança de pênalti do Rei Pelé, em 1962, quando era guarda-metas do Comercial de Ribeirão Preto. Mais especificamente no dia 30 de setembro, na derrota do Comercial para o Santos FC, por 3 a 1, na última partida do primeiro turno da Divisão Especial do campeonato paulista daquele ano (confira nas fotos, trechos de matérias de jornais antigos, confirmando o fato).

Anibal começou a carreira em 1952, no Olaria-RJ, clube que defendeu por dois anos. Em 1954, transferiu-se para o Flamengo, onde jogou até 1956. Na Gávea, segundo informações do "Almanaque do Flamengo", de Clóvis Martins e Roberto Assaf, o goleiro atuou em 23 partidas (16 vitorias, 2 empates, 5 derrotas) e conseguiu o tricampeonato carioca, em 1955.

Em 1956, foi para o nordeste, jogar no Santa Cruz, da linda Recife, onde ficou até 1958 e conseguiu o título do supercampeonato pernambucano de 1957.

De 1958 a 1960, Anibal defendeu o gol do Palmeiras onde, em 67 jogos (38 vitórias, 13 empates, 16 derrotas), sofreu 84 gols, segundo números do "Almanaque do Palmeiras", de Celso Unzelte e Mário Sérgio Venditti. Ele era o reserva imediato de Valdir Joaquim de Moraes, inclusive na campanha do título estadual de 1959.

Após sua passagem pelo alviverde do Parque Antártica, Aníbal transferiu-se para outro alviverde, da cidade de Lisboa, em Portugal. Defendeu por dois anos a meta do Sporting (1961/62), onde acumulou os títulos da Taça Cidade de Lisboa e do Troféu Tereza Herrera (também conquistado no início dos anos 90 pelos reservas do São Paulo FC, o "expressinho? de Muricy Ramalho e Telê Santana).

Voltando da terra lusitana, vestiu a camisa do Comercial de Ribeirão Preto-SP, onde pegou o primeiro pênalti perdido por Pelé. Em 1964, Aníbal transferiu-se para a Ponte Preta. E foi lá, na Macaca de Campinas-SP, que encerrou sua carreira, em 1965.

Nascido em 20 de agosto de 1932, Aníbal tinha três filhos (Luzie, Anidio e Generosa) e oito netos.
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