por Marcos Júnior Micheletti
Alberto Dines, um dos mais importantes jornalistas brasileiros de todos os tempos, morreu em São Paulo no dia 22 de maio de 2018, aos 86 anos de idade. Ele estava internado no Hospital Albert Einsteins, no Morumbi, zona sul da capital paulista.
Carioca, nascido em 19 de fevereiro de 1932, Dines começou no jornalismo nos anos 50, na revista "A Cena Muda", passando em seguida pelas revistas "Visão" e "Manchete", para depois tornar-se um dos nomes fortes de jornais, tendo sido diretor do segundo caderno do jornal "Última Hora" e editor-chefe do "Jornal do Brasil", neste entre 1962 e 1973, ano em que foi demitido após contestar a direção do jornal em um artigo, relatando a relação amistosa da mesma com a ditadura militar que estava estabelecida no Páis desde o golpe em 1964.
Sua última atividade profissional foi no "Observatório da Imprensa", programa televisivo que era exibido pela TVE do Rio de Janeiro e TV Cultura de São Paulo. O "Observatório da Imprensa", aliás, começou como um um site, que assim como o programa televisivo fazia uma crítica sobre o trabalho da imprensa.
Foi preso no auge da ditadura militar, em dezembro de 1968, após críticas ao AI-5 durante um discurso como paraninfo de um curso universitário.
Professor universitário e escritor, publicou mais de 15 livros, `Morte no Paraíso´, ´A Tragédia de Stefan Zweig´e `Vínculos de Fogo´. O livro sobre Stefan Zweig ganhou uma versão cinematográfica, em adaptação feita pelo cineasta Sylvio Back, em 2002.
Alberto Dines foi casado por duas vezes. Seu primeiro matrimônio foi com Ester Rosali Dines, sobrinha de Adolfo Bloch, presidente das organizações Bloch. Com Ester, Alberto teve quatro filhos. Depois casou-se com a jornalista Norma Couri.
Entre alguns pensamento de Alberto Dines sobre o jornalismo, destaque para uma frase que ele escreveu:
"A sociedade é maior do que o mercado. O leitor não é consumidor, mas cidadão. Jornalismo é serviço público, não espetáculo".
ABAIXO, `OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA´COMPLETO, DE DEZEMBRO DE 2015, COM O TEMA `CORONELISMO ELETRÔNICO´
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