Equipe mineira eliminou Boca Juniors e River Plate para chegar à semifinal do torneio. Foto: Pedro Souza/Atlético

Equipe mineira eliminou Boca Juniors e River Plate para chegar à semifinal do torneio. Foto: Pedro Souza/Atlético

Três dos quatro semifinalistas da Libertadores já estão definidos: de um lado da chave, Palmeiras e Atlético; do outro lado, Flamengo aguarda o vencedor de Fluminense e Barcelona de Guayaquil.

A forma como a trinca de brasileiros chegou até a fase semifinal do torneio sul-americano dá indícios de quem chega mais forte para os confrontos e, consequentemente, também para brigar pelo título. O Palmeiras é burocrático, extremamente regular, muito eficiente, mas tem problemas com times que apresentem defesas mais sólidas; o Flamengo tem um ataque avassalador, marca muitos gols, embora ainda sofra com muitos problemas defensivos; o Galo é intensidade pura, tem uma transição feroz, um ataque também muito forte, precisa evoluir um pouco coletivamente, mas tem o melhor jogador da competição até aqui e um grande centroavante para estrear.

Nesse cenário, o Atlético parece levar certo favoritismo sobre seus rivais nessa fase da competição. Claro que o Flamengo é um time formado há mais tempo e que já se provou nos últimos anos. O técnico Renato Gaúcho ainda não conseguiu resolver as questões defensivas do elenco rubro-negro, que ainda falha muito sem a bola. Também não tem como desprezar o Verdão, atual campeão do torneio, extremamente competitivo.

O Galo, porém, parece o mais equilibrado que seus rivais hoje e, diferente de Fla e Palmeiras, é um time em franca evolução – e, aliás, quando enfrentou os dois rivais recentemente pelo Brasileirão, venceu bem ambos.

Com a camisa do clube mineiro, Hulk é hoje o grande craque da Libertadores e, chegando até a final, tem muitas chances de ser o “Rei da América”. E uma grande novidade ainda está por estrear: o atacante Diego Costa, recém-contratado, que poderá se inscrito para as semifinais. Claro que não sabemos como o atacante se apresentará e quanto tempo precisará para entrar em forma, afinal, Diego não joga desde dezembro. Mas em tese, com o ex-camisa 9 do Atlético de Madrid e do Chelsea, formando ataque com Hulk, e sendo servido por Nacho Fernandez, o Galo passa a ter o melhor ataque do futebol brasileiro – talvez do continente, e, consequentemente, o grande favorito para o título da Liberta.

É importante destacar ainda o caminho dos brasileiros até as semifinais: o Atlético não só avançou pela primeira fase com a melhor campanha na classificação geral da Libertadores, como despachou com autoridade (e uma ajudinha do juiz, é verdade) Boca Juniors e River Plate. Não é para qualquer um. E mostra uma equipe muito bem testada. O Mengão, por exemplo, teve caminho infinitamente mais brando, enfrentando Defensa Y Justicia e Olimpia. O Verdão pegou a frágil Universidad Católica e fez duelo equilibrado contra o São Paulo.

Teremos mais de um mês para o início das semifinais da competição, muita coisa pode mudar até lá. O futebol, aliás, adora derrubar teses. Mas hoje, e projetando a entrada de Diego Costa, o Galo parece a equipe mais forte e mais preparada para chegar até a grande final e ser campeão da Libertadores.

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