Tite, durante treino da seleção brasileira no Pacaembu. Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Tite, durante treino da seleção brasileira no Pacaembu. Foto: Lucas Figueiredo/CBF

"Tite para presidente!", "Tite, casa com a minha mãe", "Tite, eu te amo". Essas e outras frases que declaravam o amor pelo treinador marcaram o início da nova era da seleção brasileira após a saída de Dunga, em meados de 2016. O time ganhava tudo, os índices de audiência dispararam, os estádios estavam lotados... Até o mascote Canarinho Pistola virou um sucesso. Em resumo, o hexa era quase uma certeza. Tão logo o apito final decretou a eliminação nas quartas de final diante da Bélgica, na Rússia, os elogios se transformaram em críticas.

Logo depois daquela atuação, o treinador passou a ser condenado por escolhas e atitudes que antes eram dadas como certas. Até mesmo o "Titês", marca característica no estilo de fala do treinador, passou a ser problema. A aposta em atletas que corresponderam no passado virou sinônimo de "proteção aos queridinhos". O treinador tenta esconder o máximo que pôde, mas sentiu o golpe pelas críticas. Publicamente, repete um de seus bordões.

"Não sei se a visão das pessoas sobre mim mudou, mas minha essência, os meus valores, continuam o mesmo. O Adenor é o mesmo", afirmou o gaúcho na coletiva na véspera do encontro com a Bolívia, marcado para 21h30 no Morumbi.

O tom das perguntas da imprensa mudou, os comentários de torcedores em redes sociais e no dia a dia deixaram o de ter apoio incondicional e até a pressão interna aumentou. Embora o presidente da CBF, Rogério Caboclo, fale publicamente que o contrato até 2022 será respeitado, os bastidores da entidade dão como certa uma demissão caso o Brasil não levante o troféu no dia 7 de julho, na final, no Maracanã.

"O ciclo determinado pela CBF é até 2022, e é a isso que eu me atenho", limitou-se a comentar.

Perdas dentro e fora de campo
Para enfrentar toda essa pressão, Tite perdeu pilares importantes dentro e fora de campo. O mais falado deles foi o corte de Neymar. Sem seu principal jogador, ele precisará mostrar que o time tem alternativas técnicas e táticas. No primeiro teste, foi muito bem e viu a sua seleção enfiar 7 em Honduras, a maior goleada desde 2012.

Fora do gramado, o comandante viu Sylvinho deixar o cargo de auxiliar para treinar o Lyon, sabe que Edu Gaspar deixará a coordenação da CBF em menos de um mês e ainda vive o medo de ver outros membros da comissão deixarem a seleção.

Enquanto trabalham juntos, Tite e seus companheiros de comissão definiram que a Copa América que começa hoje é o término do planejamento a médio prazo para a Copa do Mundo de 2022. Para a competição, ele apostou em oito novos nomes em relação à Rússia-2018 (nove se considerar que Daniel Alves foi cortado).

Não foi à toa, inclusive, que o comandante optou por ter uma cota diminuta de renovação e manteve nomes que provavelmente não terão condições de disputar o próximo Mundial, como Miranda e Daniel Alves. A ideia é que os atletas que o conhecem mais de perto mantenham seu estilo de jogo e ajudem na busca do título.

 

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