O São Paulo é um dos times que menos finaliza a gol

O São Paulo é um dos times que menos finaliza a gol

Do UOL, em São Paulo

A satisfação dos jogadores do São Paulo e do técnico Diego Aguirre com o 0 a 0 do São Paulo diante do Santos, neste domingo (16), na Vila Belmiro, pode ser justificada pelos números. Pouco agressivo, o time tricolor chutou apenas cinco vezes a gol no clássico, menor número da equipe em uma partida do Campeonato Brasileiro até o momento, segundo os dados da agência de estatísticas Footstats.

Mesmo no topo da tabela do torneio (lidera com 50 pontos, contra 49 do Inter, que ainda joga na rodada), o São Paulo é um dos times que menos finaliza a gol – foram 269 chutes em 25 jogos, média de 10,76 por partida. O número, ainda assim, é o dobro do visto na Vila. Até então, o duelo em que o São Paulo menos havia finalizado fora no empate por 2 a 2 com o Atlético-MG, no Morumbi, pela quarta rodada (seis vezes).

O Santos, por outro lado, finalizou 11 vezes na Vila e teve a melhor chance do clássico – Rodrygo saiu na cara de Sidão, mas chutou para fora. A situação fez o técnico são-paulino comemorar a igualdade. "É um ponto que temos que valorizar. Poderíamos ter perdido", admitiu Aguirre na entrevista coletiva após o duelo.

Curiosamente, desfalques defensivos ajudam a explicar a pouca presença dos são-paulinos no ataque. Sem um lateral direito de origem (Regis estava suspenso e Bruno Peres lesionado), o treinador mandou o time a campo com três zagueiros – Bruno Alves, Anderson Martins e Arboleda -, sendo que o equatoriano por vezes assumiu o papel na lateral.

"Foi pela necessidade. Bruno Peres e Regis não estavam, e o Araruna (que poderia ser improvisado no setor) estava voltando de lesão. Buscamos uma alternativa, e o Arboleda foi bem. Nos faltou mais poder ofensivo. Não pudemos ter muitas chances de gol", analisou Aguirre.

O volante e capitão Hudson fez uma leitura parecida à do técnico. "Temos que admitir que enfrentar o Santos, que vive boa fase, não é fácil fora de casa. Sabíamos que a nossa equipe não teria muitas chances na frente, então era preciso ser cirúrgico na frente para tentar aproveitar. Criamos pouco, mas fomos bem defensivamente para arrancar o empate", afirmou.

Queda no 2º turno
Fato é que o desempenho ofensivo do São Paulo deixa muito a desejar no returno. Se na primeira metade do campeonato o time finalizava pouco, mas era efetivo na hora de balançar as redes, nos últimos seis compromissos, foram apenas quatro gols.

A inoperância do ataque pode ser justificada em parte pela ausência de Everton por lesão. Um dos destaques da equipe desde que foi contratado, com cinco gols e seis assistências, o meia-atacante ficou fora na vitória por 1 a 0 sobre o Bahia, na derrota por 1 a 0 para o Atlético-MG e no empate por 1 a 1 contra o Fluminense.

Neste domingo, porém, nem a presença de Everton formando o quarteto ao lado de Rojas, Nenê e Diego Souza fez o São Paulo agredir no primeiro tempo – pouco antes do intervalo, o camisa 22 voltou a sentir lesão e deu lugar a Liziero.

A boa notícia para os tricolores é de que Everton, a princípio, não preocupa para a partida do próximo sábado, contra o América-MG. Rojas, por outro lado, levou o terceiro amarelo e cumprirá suspensão. Independentemente de quem atuar na frente, o torcedor são-paulino que for ao Morumbi espera soltar o grito de gol que pouco foi dado nas últimas rodadas.

Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net

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