Meia uruguaio alcançou 27 gols com a camisa santista. Foto: Ivan Storti/Santos FC

Meia uruguaio alcançou 27 gols com a camisa santista. Foto: Ivan Storti/Santos FC

O uruguaio Carlos Sánchez não tem um título sequer com a camisa do Santos, mas dia após dia se torna mais ídolo do clube. Ao marcar diante do Juazeirense, na noite da última quarta-feira (28), na Vila Belmiro, em jogo válido pela Copa do Brasil, o camisa 7 chegou ao seu 27º gol com a camisa alvinegra e se tornou o maior artilheiro estrangeiro da história do clube. Feito importantíssimo na trajetória do uruguaio, que se consolida na história santista.

Sánchez ganhou o coração dos santistas, claro, por ser um grande jogador. Em três anos na Vila Belmiro, o meia se tornou um dos principais jogadores do Campeonato Brasileiro e virou referência no elenco do Peixe.

Há quem diga que um jogador entra no hall de ídolos de um clube ao conquistar títulos. Mas na fase vivida pelo Santos nos últimos anos, Sánchez não precisou levantar um troféu para entrar nesse seleto grupo. O uruguaio cavou seu status com algo cada vez mais escasso no futebol: carinho e respeito pelo clube que defende.

O uruguaio sabe exatamente onde está pisando, conhece a camisa que está vestindo, entende o peso e a história do escudo que carrega no peito. Esse sempre foi o discurso do meia, que não esconde a honra que sente ao defender o Peixe.

Na primeira vez em que carregou a braçadeira de capitão do Santos, Sánchez questionou o por quê de o objeto carregar a letra “Z”, em homenagem ao eterno capitão santista Zito, morto em 2015. Ao conhecer a história, o uruguaio não escondeu a felicidade e a emoção de receber tal honra. Gesto poucas vezes visto.

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Em três anos na Vila, Sánchez conviveu com salários atrasados, crises políticas, momentos conturbados internamente, trocas de treinadores, corte de salários de forma unilateral durante a pandemia, lesão seríssima... tinha tudo para viver insatisfeito no Peixe. Mas sempre pregou respeito ao clube, priorizou o Santos ao negociar um novo contrato, mesmo despertando o interesse de outras equipes e liderou a equipe mesmo quando estava fora de combate.

Em alguns momentos o uruguaio já foi visto conversando em particular com o jovem Ângelo, de 16 anos, que, após perder espaço no time com a volta de Marinho, se mostrou cabisbaixo. Um verdadeiro capitão.

Sánchez pode até acabar sua história na Vila Belmiro sem um título, embora tenha mais dois anos de contrato. Mas encerrará sua passagem como maior artilheiro estrangeiro alvinegro e terá seu nome cravado na história do clube.

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