Em sua última final de Libertadores, Santos conquistou o título em cima do Peñarol. Foto: Ricardo Saibun / Santos FC

Em sua última final de Libertadores, Santos conquistou o título em cima do Peñarol. Foto: Ricardo Saibun / Santos FC

Duas camisas pesadas, campeãs da América e com um histórico dos mais respeitáveis na Libertadores da América, Palmeiras e Santos se enfrentam neste sábado (30), no Maracanã, em mais uma final do torneio continental na história das duas equipes.

Quando adentrarem ao gramado do histórico estádio no Rio de Janeiro, o Palmeiras e Santos disputarão suas quintas finais de Libertadores. Os rivais se igualaram na segunda posição como equipes brasileiras com mais finais do torneio sul-americano, atrás apenas do São Paulo, que fez seis finais.

Verdão demorou, mas o título chegou

Dono de um título, o Verdão chegou pela primeira vez a uma final de Libertadores em 1961, quando acabou superado pelo Peñarol, do Uruguai. Na primeira partida, vitória dos uruguaios em Montevideu, por 1 a 0, gol de Spencer. Na volta, no estádio do Pacaembu, o Verdão saiu atrás, conseguiu o empate, mas não a virada, o jogo acabou 1 a 1, gols de Sasía para o Peñarol, e Nardo para o Palmeiras. A igualdade no placar deu o título ao time do Uruguai. O histórico time alviverde, comandado pelo argentino Armando Renganeschi contava com nomes históricos como o goleiro Valdir Joaquim de Moraes, Djalma Santos, Julinho Botelho.

Em 1968 veio a segunda oportunidade de conquistar o título continental. O Verdão, então comandado por Alfredo Gonzalez, também argentino, foi superado pelo Estudiantes. Depois de vitória argentina no jogo de ida, em La Plata, e vitória alviverde na volta, no Pacaembu, um terceiro jogo foi marcado para Montevidéu, no Uruguai. Na partida decisiva, novo triunfo do Estudiantes que venceu por 2 a 0, com gols de Ribaudo e Verón, e fez o Verdão amargar seu segundo vice. O time alviverde contava com nomes históricos como Com Valdir de Moraes, Dudu e Ademir da Guia.

A glória veio em 1999, quando o time comandado por Felipão chegou à final diante do Deportivo Cali. Depois de superar um caminho difícil, eliminando Corinthians e River Plate no mata-mata da competição, o Verdão acabou derrotado para os colombianos na partida de ida, por 1 a 0, em jogo fora de casa. Na volta, num Palestra Itália lotado, o Verdão reverteu a vantagem, fez 2 a 1 com gols de Evair e Oseas, e viu Zapata descontar para o time da Colômbia. A decisão então foi para os pênaltis. Melhor para os donos da casa que perderam um pênalti, mas viram o time de Cali desperdiçar duas cobranças e levantaram a taça pela primeira vez na história alviverde.

No ano seguinte, defendendo seu título, o Palmeiras chegou novamente na grande decisão da Libertadores. O adversário dessa vez era o Boca Juniors, comandado pelo histórico técnico Carlos Bianchi e um jovem meia chamado Riquelme. Depois de empatar em 2 a 2 no jogo de ida, na Bombonera, na Argentina, o Verdão recebeu o Boca no estádio do Morumbi. Um novo empate, dessa vez em 0 a 0, levou a decisão para os pênaltis e quem se deu melhor foram os argentinos que levaram o troféu para casa.

Quatro finais e três títulos no lado alvinegro

No lado santista, são três títulos conquistados no torneio continental. E logo na primeira vez em que chegou até a decisão da Libertadores, conquistou o troféu. Em 1962, o Peixe, com o esquadrão histórico formado pela linha ofensiva mais famosa de todos os tempos com Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe, enfrentou o Penãrol. Depois de uma vitória para cada lado nas duas primeiras partidas, o título foi decidido num terceiro jogo, disputado na Argentina. Com dois gols de Pelé e um de Caetano, o Peixe fez 3 a 0 e bate o time uruguaio, que era o atual campeão da competição naquele momento.

Um ano depois, defendendo seu título, o Peixe encarou o Boca Juniors. Na primeira partida, disputada no Maracanã, vitória alvinegra por 2 a 1. A Volta seria, então, no temido estádio do Boca, La Bombonera. Em solo argentino, novamente melhor para o alvinegro: vitória por 3 a 2, com dois gols de Coutinho e um de Lima.

Cinquenta anos depois veio a revanche entre Santos e Boca. Em 2003, o histórico time de Diego e Robinho chegou até a grande final do torneio sul-americano. Após vitória por 2 a 0 no jogo de ida, na Bombonera, os argentinos confirmaram o título ao vencer a partida de volta por 3 a 1, em pleno Morumbi, com gols de Tevez, Delgado e Schiavi (Alex descontou para os brasileiros).

O terceiro título do Santos chegou em 2011, quando o alvinegro da Vila Belmiro alcançou sua quarta final de Libertadores na história. No time que contava com Neymar, Ganso, Arouca, Elano, Rafael, Léo e Edu Dracena, o Peixe reencontrou o Peñarol, rival do primeiro título conquistado em 1962. Após 0 a 0 em Montevidéu, o time comandado por Muricy Ramalho fez 2 a 1 na volta, no Pacaembu, e conquistou o tri.

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