Fernando Diniz não é o maior problema do São Paulo. Foto: Rubens Chiri/SPFC

Fernando Diniz não é o maior problema do São Paulo. Foto: Rubens Chiri/SPFC

Direto ao ponto: Fernando Diniz não é o maior problema do São Paulo. São inúmeras as questões que tornam o Tricolor um time que convive com os fracassos nos últimos anos.

Começando pelo andar de cima, pela cúpula, o que vem à memória é a péssima gestão de Carlos Miguel Aidar, botado para correr por conta de muitas inconsistências em sua administração.

E olha que estou sendo bem cauteloso em minha avaliação. De Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, são muitas as queixas. Da situação e da oposição. A eleição presidencial que bate às portas do clube, será no final do ano, é vista pela grande maioria dos torcedores e conselheiros como providencial. Isto posto, já dá para ter uma ideia do que são-paulinos e são-paulinas acham do período ocupado por Leco no poder.

Mas que as críticas não sejam direcionadas apenas para a direção do Tricolor. Os jogadores do elenco atual também têm muita responsabilidade por mais um vexame no Morumbi.

Falam em “Dinização” do São Paulo. O rótulo é para apontar que Fernando Diniz é o responsável pela eliminação do time, de maneira vergonhosa, é fato, para o Mirassol, por 3 a 2, em pleno Morumbi, com dois gols de um jogador (Zé Roberto), inscrito nas últimas horas e que treinou uma vez só.

Foi um vexame.

Juanfran – gostaria de saber qual a função dele na equipe são-paulina -, Daniel Alves – com salários milionários, de mais de R$ 1,5 mensais -, Pato e companheiros devem estar com muita vergonha de colocarem os pés na rua.

Se não estão, deveriam estar.

Dito isto, voltamos à “Dinização”.

Li este termo numa das colunas escritas após a derrota do Tricolor.

E não concordo com ele.

Quem vê o time do São Paulo em campo após a chegada de Fernando Diniz não consegue enxergar os conceitos do treinador que fez fama no Audax, principalmente na última passagem, Athletico Paranaense e Fluminense.

Este São Paulo não mostra a compactação de outras equipes treinadas por Fernando Diniz.

Não marca com a mesma volúpia, seus jogadores não se movimentam com a naturalidade vista antes, virtudes que tinham o carimbo do jovem treinador.

No São Paulo, Fernando está muito longe de ser o técnico inovador e corajoso dos últimos anos. A sua equipe não sai jogando de sua área como Diniz gosta que seja feito. Nem os sustos que os defensores, incluindo os goleiros, de times como o Audax, Furacão e Flu davam nos seus torcedores são vistos agora.

Isto porque, por medo ou insegurança, o Fernando Diniz do Tricolor adota um esquema muito mais cauteloso.

Pessoas de dentro do São Paulo garantem que Márcio Araújo, auxliar de Fernando Diniz, é o freio, que faz com que o treinador são-paulino ouse menos, se exponha muito menos do que em trabalhos recentes.

Pode ser.

Mas pode ser também que jogadores como Juanfran e Daniel Alves, rodados, velhos, na verdade, demais para seguirem à risca as ordens táticas de Diniz, prefiram a segurança da cautela, sem ousarem tanto.

O fato é que Fernando Diniz tem um time recheado de estrelas. Não deve estar sendo fácil domar tantos egos inflados que fazem parte do elenco.

A queda no Paulista pode resuiltar na demissão de Fernando Diniz.

Se isto ocorrer, será mais um dos inúmeros erros que o clube irá cometer.

O estilo de jogo que Fernando Diniz gosta de implantar em suas equipes – com muita movimentação, velocidade, marcação implacável aos adversários -, não pode ser exercido por jogadores em final de carreira, como Daniel Alves e Juanfran, por exemplo.

O técnico do Tricolor precisa de jogadores jovens para cumprir à risca o que é planejado e executado durante a semana nos treinamentos. Treinos e jogos de times comandados por Diniz são sinônimos de muita intensidade.

Disposição, vontade insana de marcar, movimentação, são requisitos que não fazem mais parte da cartilha de jogadores veteranos, em final de carreira.

A bola está com a direção do São Paulo. São duas as alternativas: Demite Fernando Diniz, repetindo o que tem feito nas últimas temporadas, ou abre mão de estrelas sem ambição e em fim de carreira e deixa Diniz à vontade para trabalhar com a garotada formada em Cotia.

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