Há uma semana Novak Djokovic, um dos maiores mitos do tênis na era moderna, conquistava o Masters 1000 de Toronto. Mais um título para seu salão de troféus.

Ainda assim ele tinha um dever como atleta, o chamado olímpico precisava ser atendido. Representar a Sérvia na Olimpíada é motivo de orgulho para ele.

Veio para o Rio de Janeiro, e teve que mudar as cores da mochila devido aos patrocinadores, sabiamente escolheu a mochila verde e amarela. Ama o Brasil.

Djoko é um cara empático, de bem com a vida, embora muito profissional.

É o típico exemplo de quem adora o que faz na vida, trabalha com amor, sem raiva e obrigação. Sorri nas vitórias, mas não culpa o mundo nas derrotas.

Não hesitou em disputar mais uma olimpíada e buscar o ouro consagrador, mesmo tendo como adversário inicial seu carrasco de Londres, o argentino Juan Martin Del Potro.

O argentino levou o bronze em Londres ao superar o tenista sérvio e aquilo ficou engasgado.

No jogo de ontem, Del Potro, que nem no Top 100 se encontra, era uma incógnita, porque voltava de lesão, sem ritmo...

Ele surpreendeu a todos com um jogo compacto, muito agressivo e principalmente fazendo valer a sua patada no braço direito, foram muitos winners assim.

Djokovic não resistiu, mesmo com o apoio maciço da torcida brasileira na linda arena do tênis montada para a Rio 2016.

O abraço dos dois tenistas no final do embate foi comovente porque Del Potro estava emocionado, tinha consciência de seu feito.
Em seguida, caminhando para os vestiários, Djokovic não conteve as lágrimas e chorou bastante.

O choro da dignidade, de um cidadão multimilionário, campeão de tudo, líder na ATP, mas acima de tudo um homem que preserva os ideais do esporte, sabe o que significa entrar em quadra na Olimpíada representando sua pátria e não mede sacrifícios para tal.

Naquele momento de nada valem os milhões acumulados e os títulos dos Slams, ali o mérito é outro. E justamente por saber disso, ele valorizou demais sua participação nesta Olimpíada.

Mesmo derrotado, de forma emblemática, deixa uma mensagem importante: mais vale o choro da dignidade do que o silêncio da omissão.

É possível sermos pessoas melhores errando e reconstruindo, agindo com humildade e perseverando, não tendo vergonha de chorar ao aceitarmos a derrota, sabendo que é possível a volta por cima, ao invés de sempre tentarmos arranjar culpados para nossas falhas, nos omitindo diante das cobranças.

Mais uma vez o Tênis nos deu uma aula de como podemos ser pessoas melhores.

Foto: UOL
Esporte é vida!
Gustavo Santos - nosesportes@gmail.com
No Twitter: @gustavofarmacia

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