Com apenas seis gols em 17 jogos disputados fora de casa, média de um a cada três jogos, o Atlético possui o pior ataque do Brasileirão como visitante

Com apenas seis gols em 17 jogos disputados fora de casa, média de um a cada três jogos, o Atlético possui o pior ataque do Brasileirão como visitante

Do UOL, em Belo Horizonte

 Considerado um dos melhores times do país, o atual campeão da Libertadores se destacou pelo ímpeto ofensivo que o fez ganhar a competição sul-americana com o melhor ataque. Porém, fora do Independência, o Atlético-MG tem deixado a desejar e isso já começa a preocupar o técnico Cuca, principalmente com a aproximação do Mundial de Clubes, em dezembro, no Marrocos.
Com apenas seis gols em 17 jogos disputados fora de casa, média de um a cada três jogos, o Atlético possui o pior ataque do Brasileirão como visitante, atrás até mesmo do lanterna Náutico. Com o empate sem gols diante do Bahia no sábado, na Fonte Nova, em Salvador, o time chegou ao quarto jogo seguido sem marcar atuando fora de casa e o 11° jogo que passou em branco nessa condição.
Diante dos baianos não faltaram chances. Porém, o goleiro Victor avalia que faltou `capricho´ na hora de definir. "Temos que lamentar o jogo em si, porque tivemos as melhores oportunidades, as chances de gol e faltou um pouco de capricho na conclusão. É um jogo que poderíamos ter vencido principalmente pelas oportunidades que a gente teve", observou.
A falta de capricho no momento de concluir a jogada deixou Cuca angustiado. Visando o Mundial de Clubes, o treinador tem utilizado essas partidas restantes do Brasileirão como forma de preparação para a disputa internacional. "Hoje a gente não pode negar que tudo que a gente está fazendo é visando o dia 18 e 21 (de dezembro), jogando com seriedade, tentando buscar o melhor momento físico e técnico", afirmou.
Por isso, as chances desperdiçadas preocupam pois no Mundial, principalmente se vier enfrentar o Bayern de Munique na final, o time bávaro não deverá conceder tantas oportunidades. O treinador revelou que após a partida chamou a atenção para esse aspecto.
"A gente desperdiçou muitas oportunidades mesmo estando numericamente superior ao adversário. Esse tipo de situação, que eu falei ali na oração, no final do ano vai aparecer uma ou duas e a gente tem que fazer gol e hoje não aconteceu. Apesar de a gente ter jogado melhor, não deu para vencer", alertou o treinador.
Apesar dos erros e ter ligado um sinal de alerta para o jogadores, o treinador ainda mostra otimismo e vê a equipe no caminho certo para chegar bem em dezembro para a disputa do torneio.
"Está no caminho certo e até o final do ano o melhor que a gente pode fazer é jogar de forma para buscar o melhor posicionamento no campeonato e que eles disputem a posição, como hoje a gente está tendo disputas internas e saudáveis para que eles possam evoluir física e tecnicamente até o final do ano", ressaltou.
O desafio é o Atlético produzir o mesmo futebol em Marrakesh que mostra no Independência. No Horto, o time vem vencendo os rivais até com certa facilidade e o ataque não é problema. Foram 33 gols marcados em 16 partidas mesmo atuando em várias oportunidades com um time considerado reserva. Os números são inferiores apenas do líder Cruzeiro, que marcou 41 gols como mandante.

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