Novo treinador do Peixe tem como principal trabalho o vice da Série B em 2020. Foto: Estevão Germano/América

Novo treinador do Peixe tem como principal trabalho o vice da Série B em 2020. Foto: Estevão Germano/América

Lá se foram doze dias desde a demissão de Fabián Bustos e o Santos finalmente tem um novo treinador. Revoltando grande parte da torcida nas redes sociais, o Peixe acertou com Lisca, que deixa o Sport após cinco jogos para assumir o Peixe num momento delicado de crise.

A desaprovação de uma parte muito significativa dos torcedores não é por acaso. Lisca está longe de estar entre os piores treinadores do país, tem bons trabalhos, parece ser um cara muito do bem, mas ao mesmo tempo ainda não tem tamanho para o Santos.

É difícil achar argumentos para defender a contratação nesse momento. E pelo que vem sendo noticiado, o que pesou foi a amizade do gerente de futebol Newton Drummond com Lisca. Bom, é difícil acreditar que em pleno 2022 ainda existam clubes que escolham um treinador desse modo. O Santos aliás chegou a mostrar que pensava diferente: quando demitiu Fábio Carille, o Peixe mapeou o mercado, buscou treinadores com perfis minimamente semelhantes e os entrevistou para conhecer métodos, conceitos, ideias. Poderia fazer o mesmo agora. Mas não.

Absolutamente nada contra Lisca, que pode desembarcar no Urbano Caldeira e melhorar em 200% o time santista. Mas a realidade é que ele chega ao Peixe como um técnico com menos de 38 jogos na Série A – ou seja, somando todos os seus trabalhos, o treinador não completou um campeonato inteiro na elite do Brasileiro. Lisca é um treinador mediano. Apenas isso.

A aposta santista é num profissional que tem como melhores trabalhos uma excelente campanha na Série B com o América (que foi semifinalista da Copa do Brasil também) e uma trajetória heroica para tirar o Ceará da zona de rebaixamento.

Nesse momento de sua carreira, Lisca ainda é um técnico de trabalhos curtos e em clubes pequenos, que conseguiu dirigir apenas três clubes grandes na carreira (e não foi bem em nenhum deles). Aliás, o treinador não costumar chegar a 30 jogos em nenhum trabalho (exceção é o América, onde fez 73 partidas). No mínimo curioso que vá trabalhar no Peixe, que na gestão Rueda costuma demitir seus treinadores com aproximadamente 30 partidas de trabalho.

As perguntas que ficam então são: O que credencia Lisca a assumir o Santos? Quais os critérios o fazem uma boa opção para comandar o Peixe?

Por que o Santos foi atrás de um treinador que não esteve na pauta de nenhum grande clube que trocou de treinador do final de 2021 pra cá? E foram muitos os que trocaram: Inter, Corinthians, Flamengo, Atlético-MG, Grêmio, Cruzeiro, Botafogo, Fluminense, Athletico-PR...

A verdade é que o Santos poderia e pode mais. E Lisca não parece ser o melhor nome para encabeçar um projeto esportivo minimamente ambicioso (e não me refiro exatamente a títulos quando falo em ambição, mas falo de construir um elenco forte e que cresce nas próximas temporadas para se consolidar entre as equipes mais fortes do país). O grande problema é que o Santos hoje não tem projeto esportivo. Não há plano para o futebol. E clube que não sabe onde quer chegar e o que quer construir, se apequena!

 

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