Foto: Rubens Chiri/SPFC

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A pior coisa para um crítico é receber a alcunha de “engenheiro de obra pronta”. Mostra que a opinião do sujeito nada mais é do que uma análise de fatos consumados. E convenhamos, ultimamente temos visto muitos desses “engenheiros” por aí.

O uso dessa expressão é para tratar do Fernando Diniz. Desde que surgiu com mais destaque como treinador de futebol, comandando o Osasco-Audax por cinco temporadas e o auge com o vice-campeonato paulista de 2016, perdendo a final para o Santos, que o profissional é amado ou odiado pela crônica esportiva e por torcedores.

Minha opinião sobre o treinador é a mesma de quando se mostrou com ares de revolução e modernidade no nosso combalido futebol carente de novidades. Me agrada o discurso fora do lugar comum e a ideia de jogo oposta a tudo o que se vê por aqui. O simples fato de não aceitar ser como a maioria já é um diferencial na carreira do rapaz. Aqueles que o criticam, são os mesmos que idolatram as propostas revolucionárias de Guardiola, ou enaltecem o plano de jogo de um desses estrangeiros em atividade no Brasil.

Diniz está muito longe de ser um gênio do banco de reservas, mas tem méritos por não se dobrar ao lugar comum, à mesmice que insiste em dominar os nossos campos nas últimas décadas. Pode não ter conquistado títulos expressivos, mas o simples fato de discutirmos seus conceitos e pensamentos de jogo já pode ser considerado um mérito.

Talvez ele nunca venha a conquistar um título expressivo. Quem sabe se dê melhor em equipes medianas, sem grandes cobranças, mas uma coisa é certa: o ex-meia não é como a maioria dos atrasados treinadores nacionais. Acerta e erra como todos, com a diferença de que o discurso sai do habitual e provoca discussões. E isso, no empobrecido cenário brasileiro de ideias, já é um bom negócio.

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