Wladimir

Ex-lateral do Corinthians
por Rogério Micheletti
 
Um dos maiores símbolos da história do Corinthians, recordista em jogos com a camisa do Timão, Wladimir Rodrigues dos Santos, o Wladimir, vive em São Paulo (SP). Pai do lateral-direito Gabriel, que começou no São Paulo, ele cuida dos interesses do filho e costuma bater uma bolinha no time de veteranos do Timão.

"Também sou pai de Ludmila e Júlia, porque se eu não falar elas ficam com ciúmes", brinca. Em 2008, ele se candidatou a vereador pelo PC do B, de São Paulo, mas não conseguiu se eleger. Recebeu aproximadamente seis mil votos.

Wladimir, que nasceu em 29 de agosto de 1954 na capital paulista, começou sua carreira nas categorias de base do Corinthians. A primeira chance de jogar no profissional apareceu em 1972, quando o técnico era Duque. Mas somente em 1973 o lateral se firmou como titular, dono absoluto da camisa 4.

Com ele na equipe de 77, o Corinthians acabou com o jejum de títulos, que durava desde 1954. Wladimir, ao lado do lateral-direito Zé Maria, do meia Basílio, dos pontas Romeu e Vaguinha, do meia Palhinha, do volante Ruço, entre outros, conquistaram a Fiel torcida aliando raça e técnica na equipe comandada por Oswaldo Brandão.

Wladimir também fez parte do time corintiano campeão paulista de 1979 e bicampeão estadual em 1982 e 1983. E foi justamente nesta época vitoriosa que Wladimir mostrou também ser um líder. Ele foi um dos idealizadores da "Democracia Corintiana", movimento criado pelos atletas corintianos durante os anos de 82 e 83 e que tinha como um de seus principais líderes o meia Sócrates. "Costumo dizer que joguei o futebol antes e depois da Democracia Corintiana", diz o ex-lateral.

Em 1985, logo após o fracasso da equipe no Campeonato Brasileiro, Wladimir deixou o Parque São Jorge. Seguiu por empréstimo para a Ponte Preta e para o Santo André e retornou ao alvinegro dois anos depois.

No segundo semestre de 1987, Wladimir chegou a ser adaptado como quarto-zagueiro, já que Dida era o lateral-esquerdo titular. A improvisação acabou não dando certo.
 
NÚMEROS

Depois de 806 jogos, com 34 gols marcados, segundo números do "Almanaque do Corinthians", de Celso Unzelte, Wladimir deixou em definitivo o Corinthians. "Tenho muito orgulho por ser o jogador que mais vezes vestiu a camisa corintiana. E foram muitas partidas porque entrava em campo com tornozelo machucado, com febre...", orgulha-se.

Antes de encerrar a carreira, o lateral chegou a atuar por duas grandes equipes do futebol brasileiro: o Cruzeiro e o Santos, time de infância do jogador.

GOLS INESQUECÍVEIS

Wladimir marcou 32 gols com a camisa do Sport Club Corinthians Paulista, mas dois são inesquecíveis para o lateral-esquerdo. "Um é aquele de bicicleta contra o Tiradentes, no Canindé, na goleada do Corinthians por 10 a 1. O outro é um contra o Atlético Mineiro, no Morumbi, em que eu driblei vários jogadores e até o João Leite", conta o ex-lateral.

A INVASÃO DA FIEL

Wladimir confessa que o jogo contra o Fluminense, no dia 5 de dezembro de 1976, foi o momento mais marcante de sua carreira no Corinthians. "Realmente eu nunca vivi algo como naquele dia em 1976", fala o lateral.

A Fiel torcida tomou aproximadamente 70 mil lugares do Maracanã na partida semifinal do Campeonato Brasileiro de 1976. "E o mais interessante é que até torcedores são-paulinos, palmeirenses e santistas fizeram parte da nossa torcida. Eles queriam fazer parte daquele movimento. Hoje é impossível isso acontecer", completa o ex-camisa 4.
 
Wladimir marcou 34 gols pelo Corinthians. O mais bonito deles foi em 9 de fevereiro de 1983, na goleada alvinegra por 10 a 1 diante do Tiradentes, do Piauí, no Canindé, pelo Campeonato Brasileiro. Ele fez de bicicleta o sétimo gol corintiano. Veja, abaixo:
 

 

Abaixo, ouça a participação de Wladimir no Domingo Esportivo Bandeirantes do dia 14 de fevereiro de 2021: 

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Pelo Corinthians:

Atuou em 806 jogos e Marcou 34 gols.

Fonte: Almanaque do Corinthians, de Celso Unzelte

Pela Seleção Brasileira:

Atuou em sete partidas, sendo duas vitórias, dois empates e três derrotas.

Fonte: Seleção Brasileira - 90 Anos, de Antonio Carlos Napoleão e Roberto Assaf

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